A vida.

Não é climatizada e tampouco tem sua temperatura definida.

Às vezes é fria, às vezes gelada. Às vezes congela. Como se nunca fossa voltar à sua temperatura normal.

Normal… a vida não tem nada de normal.

Às vezes é quente, em outras ferve. Às vezes queima.

De repente, se descobre que o morno é o ideal. 

Às vezes é sol implorando por chuva e em outras nublado implorando por sol.

A vida é rápida.

Corre, como se estivesse fugindo, sabe-se lá de que.

Anda a passos de tartaruga, como se já não houvesse mais energia para continuar. Parece que vai parar a qualquer momento.

Instável… em um momento parece que vai parar e em outro te atropela.

Às vezes pede por mudança, em outras constância.

A vida tira o fôlego e ensina a importância do respirar.

Passa como um furacão. Rápida, forte e não avisa, devastando tudo ao redor.

A vida não espera. Ela passa.

Não oferece rotas alternativas, cabe a cada um replanejar o caminho.

Não oferece mapas.

Não oferece garantias.

Mas recompensa quem luta.

Presenteia quem segue em frente e que não desiste, apesar de todos obstáculos.

A vida é sempre em frente, não há outro caminho.

Segue de acordo com a passagem do tempo, que leva o que há de mais precioso. A juventude, a infância, as pessoas amadas. Mas recompensa quem merece com sabedoria, beleza, amor que não se explica e felicidade que não cabe no coração.

Nos oferece uma equação de perdas e ganhos que nos faz entender que cada escolha é uma renuncia.

O que é a vida afinal, senão um emaranhado de vidas? As vidas interligadas que dão graça e sentido à nossa própria vida.

A vida pulsa.

A vida transforma lágrimas em sabedoria.

Dúvida em certeza.

Perda em saudade.

Intensidade em paixão.

Relações em amor.

A vida ensina.

Mostra o certo e o errado. O fugaz e o para sempre.

Eterniza o amor e a felicidade.

De alguma maneira faz com que tudo dê certo no final.

No final, sempre apresenta um recomeço.

No final, parece nunca ter final.

A vida ensina que o importante é aproveitar o caminho.

A vida incendeia.

A vida é efêmera, mas tem o poder de eternizar momentos e pessoas, na memória e no coração.

É feita de tentativas, erros, espera, acertos, insistência, amor.

Não é somente feita, mas abastecida pelo amor.

Na vida estamos todos em busca do que amar. Quando encontramos, não queremos mais nada da vida. Só viver.

Por amor a gente segue. Por amor a gente espera. Por amor a gente faz.

Por amor a gente vive.

E no fim, a vida é o próprio caminho, que somos capazes de percorrer sem mapas, bússolas, setas, avisos. Porque tem como único guia o coração.

E por isso, mesmo com tamanha inconstância ou incerteza, sabe exatamente onde ir, mesmo sem estar totalmente certa como chegar.

Coração

 

tumblr_lqieculj0v1qjyqrzo1_500_large tumblr_l9scjjgsan1qamejgo1_500_large

A vida não oferece mapas

Sabrina Almeida


Sou mãe, filha, esposa, mulher, amiga, confidente, conselheira. Sonhadora, determinada e realizadora. Organizada, mas com um que de caótica. Apaixonada pela vida e pelas pessoas. Intensa! Publicitaria, trabalho desenvolvendo produtos e marcas para deixar as pessoas mais bonitas e felizes. Escrevo porque amo escrever. Minha cabeça está sempre repleta de sonhos e devaneios. Sigo sempre meu coração. Hoje penso mais antes de tomar uma decisão. Encontrei a FELICIDADE, assim todinha maiuscula, nas coisas simples da vida. E escrever é uma delas. Enquanto as pessoas vão para a academia, fazem trilhas, tocam instrumentos musicais, cozinham… Eu escrevo! Esse é o meu hobbie… Escrevo para traduzir o que está no meu coração, sem regras, métodos ou filtros. Escrevo porque me inspira e me faz feliz. Acredito que é simples ser feliz e que para isso é preciso uma boa dose de coragem, de sorte e de sonhos e devaneios. Quando eu decidi escrever, uma pessoa me perguntou: “quem te garante que as pessoas vão se interessar pelo que você escreve?” E a minha resposta é como vou concluir minha apresentação. Vou escrever para tentar ajudar as pessoas a ver diferentes perspectivas, rir no meio de um dia difícil ou enxergar poesia no dia a dia. E se eu conseguir tocar o coração de pelo menos uma única pessoa, já terá valido à pena.


Post navigation


2 thoughts on “A vida não oferece mapas

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *