Aiiiii que vergonha – parte III

A parte 3 da série Aiiii que vergonha, trará histórias de mulheres lindas, bem sucedidas, que ocupam cargos importantes em grandes empresas. O fato de elas serem tão aspiracionais torna essas histórias ainda mais divertidas.

Elas são bem sucedidas e ocupam cargos importantes nas empresas que trabalham, além disso, são mães, esposas, amigas… Vivem um dia à dia bem estressante e ainda conseguem levar a vida de maneira leve, rir de si mesmas e compartilhar suas histórias.

Ela se arrumou, linda, vestido longo, cabelo impecável, maquiagem completa, enfim, super produção para uma festa. Apressou o marido e quando estavam chegando no local, percebeu a rua vazia demais e comentou: gente, esta festa deve estar muito chata! Ninguém chegou, olha quanta vaga para estacionar! Enfim, estacionou o carro e seguiu para a casa onde a festa aconteceria. Ela linda de vestido de gala e ele, o marido, lindo de smoking. Bateram na porta. A porta se abre e atrás a dona da casa e amiga, de pijama. PUTZZZZZ a festa não é hoje? E a amiga responde: Não querida, foi ontem. Mas entrem, vamos jantar com a gente. E jantaram, um casal de traje de gala e o outro de pijamas. Ninguem se importou no final e todos riem até hoje desse pequeno engano.

Era um dia corrido no trabalho. Agenda cheia e entre as muitas reuniões do dia, aparece um pedido de boas vindas para um novo diretor que está chegando na empresa. Tudo tumultuado e como se não bastasse, defeito no computador. Emergência no help desk. Entre uma reunião e outra, chega um moço em sua mesa e pergunta: Oi tudo bem? Você é a Fulana. E ela responde: Sim, que pontual, seja bem-vindo! Ela quase tinha esquecido que receberia o novo diretor. Pensando na melhor recepção possível, chama ele para tomar um café. Ele aceita e saem conversando. No café, ela começa a falar da empresa, para encantar o recém chegado e faz perguntas sobre suas motivações e sobre o funcionamento da área em que ele atua. Pede para ele explicar um pouco dos processos da área para deixá-lo a vontade. Ele começa a dizer que recebe os chamados de acordo com a fila de atendimento, que sempre tenta resolver tudo remotamente para a conveniência do cliente interno, etc. Ela achando aquilo muito estranho, depois de uns 10 minutos de conversa no café, se dá conta que aquele não deveria ser o novo diretor e pergunta de que área ele era, se desculpando. Ele responde que era do help desk e que tinha procurado por ela para consertar seu computador, pois tinha sido aberto um chamado. Na hora ela, DIRETORA, quase desmaia, pede desculpas, engole o café e voltam os 2 rapidamente para sua mesa. Quando chega, está lá o computador ainda quebrado e o novo diretor esperando há 10 minutos. O moço do suporte deve contar para todo mundo até hoje, a história da diretora simpática que levou ele para tomar café e pediu para que ele apresentasse a área para ela.

Ela quase nunca buscava seu marido no trabalho. Em um dia bem tumultuado, ela atrasada, chega para buscar o marido pois eles tinham um compromisso. Depois de esperar por quase 5 minutos, liga para o marido aborrecida, pedindo para que ele se apressasse, porque estavam bem atrasados. Ele responde que já estava na porta do prédio há 10 minutos e que não podia vê-la. E ela insistiu, que não era possível, blá bla bla, dando coordenadas de onde estava. Até que ele pergunta em qual endereço ela estava e a lembra que ele tinha mudado de endereço comercial. E ela se dá conta que tinha esquecido isso totalmente e corre para o novo emdereço. Chega tarde demais para o compromisso e chocada com seu equívoco acaba desistindo do evento e começa a pensar seriamente sobre iniciar uma medicação para ajudar a sua memória. Ficou alguns minutos se perguntando como tinha esquecido que o marido tinha mudado de endereço comercial….

Ela ia viajar a trabalho. Ficaria fora por 1 semana, do dia 10 a 17/03 de 2014. Se deu conta que seu cartão corporativo venceria no dia 15/03, período em que ainda estaria viajando. Contrariada, porque odeia serviços burocráticos, liga na operadora do cartão e explica sua história e pede um novo cartão com urgência. De repente começa a subir o tom de voz, insistindo que precisava do cartão novo, tentando falar com outras palavras que o cartão venceria no meio da sua viagem, já sem nenhuma paciência. Então, o atendente gentilmente pergunta: senhora, eu entendi que a senhora vai viajar e que tem receio que o seu cartão não funcione porque estará vencido, preciso saber se a senhora ficará 1 ano no seu destino. Ela, reponde, PASMA: NÃO! Somente 1 semana. O atendente responde calmamente: – portanto senhora não há problemas porque seu cartão vence em março de 2015 e ainda estamos em 2014. Ela morre e vive de novo, pede desculpas e se justifica dizendo: desculpe a confusão, mas trabalho com o calendário de 2015 e pensei que já estava em 2015. Mas você está certo. Muito obrigada mesmo assim. Mandou um beijo e desligou o telefone. Depois teve que explicar para toda sua equipe que olhava perplexa para a chefe. Hahahahahaha

Ela estava repassando sua lista de atividades na cabeça, mentalmente, enquanto escovava os dentes. Precisava dar o feedback para a fulana, que ela não tinha passado na entrevista. Encontrou a fulana no banheiro e pensou em já resolver essa pendência e a chamou na mesma hora para um café. Começa a conversa falando que a entrevista tinha sido ótima e que ela era ótima… A fulana tenta interromper e ela não deixa. Segue falando do processo. A fulana ouvindo quieta, com cara de quem não está entendendo nada. De repente a gerente se dá conta de que aquela japonesa não era a mesma da entrevista e pergunta timidamente: Você não é a fulana, né? E ela responde só com a cabeça que não. Então, pede desculpas, se despedem e ela volta para sua lista de tarefas devolvendo a pendência do feedback da fulana e querendo um saco para colocar na cabeça, enquanto caminham as duas lado a lado.

Cases do mundo corporativo, protagonizados por mulheres brilhantes e humanas, que fazem todos serem iguais, caóticos, divertidos, irreverentes e principalmente, que ensinam a gente a levar a vida menos a sério.

Coração

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