Capítulo 08 – Perdendo o fôlego

O pai de Ana estava sentado em uma poltrona em frente à janela, apenas com uma luminária acesa.

– Oi minha filha. Que saudades eu estava de você.

– Oi pai. O que houve? Porque está aqui?

– Quero ver sua mãe.

– Ela sabe que você está aqui?

– Não. Cheguei e não tinha ninguém em casa.

– Ela está viajando. Nem sei se volta hoje.

E nesse momento Ilonka abriu a porta. Ela ficou tão assustada ao ver Leandro que perdeu a cor e a fala.

– Oi mãe! Disse Ana, para quebrar o constrangimento.

– Oi minha filha. Já em casa? Não esperava encontrar você tão cedo. E você Leandro? O que está fazendo aqui?

– Quero conversar com você.

– Acho que não temos mais nada para falar. Tudo que precisava ser dito, já foi dito.

– Eu quero tentar de novo. Disse ele convencido do que queria.

– Você só pode ter enlouquecido.

– Vamos apenas conversar Ilonka, por favor?

– Estou exausta Leandro. Trabalhei o dia todo, depois de uma semana intensa de trabalho e não tenho a menor condição de conversar e nem de nada agora. Por favor, poderia ir embora e falamos amanhã?

– Ilonka, já passa da meia noite e eu não moro aqui na cidade. Não tenho para onde ir. Quero muito conversar, mas entendo seu momento. Posso dormir aqui e falamos amanhã?

– Bom gente. Acho que isso é com vocês. Disse Ana. – Vou pedir licença e vou dormir. Estou super cansada.

– Boa noite minha filha. Disse Ilonka. – E quanto a você Leandro, pode ficar essa noite. Conversamos amanhã e você vai embora antes do almoço. Vou arrumar o quarto de hospedes para você.

– Obrigado! Disse Leandro se sentindo vitorioso.

Enquanto Ilonka arrumava o quarto, se perguntava o que mesmo ele queria depois de tanto tempo e de tanto sofrimento. A presença dele era perturbadora e ela não via hora que ele fosse embora dali.

Depois de arrumar o quarto, chamou Leandro para dormir, e ele jogou mais charme para ela do que gostaria, antes de dar boa noite para ela.

– Obrigado por me deixar ficar.

– Eu não tive opção Leandro.

– Nenhuma chance de eu dormir na sua cama?

– Ahhhhhh! Você não existe! Boa noite Leandro. Disse Ilonka indignada. Ela saiu fechando a porta com delicadeza, apesar da sua vontade de arrebentar tudo em volta, e foi para a cozinha fazer um chá para se acalmar e conseguir dormir. Ela não conseguia acreditar na cara de pau do ex-marido ao reaparecer depois de onze anos e tanto sofrimento, como se nada tivesse acontecido.

“Ilonka é uma mulher forte e muito interessante. Se formou em pedagogia, mas acabou largando a profissão muito cedo para cuidar da filha, enquanto o marido se dedicava para sua brilhante carreira. Quando Ana tinha 10 anos, ela se separou porque ele tinha se envolvido com outra mulher. Ela tinha 37 anos na época e passou uns anos sem saber o que fazer da vida. Não conseguia voltar para a pedagogia depois de tanto tempo sem trabalhar nisso. No ano que fez 40 anos decidiu se dedicar à uma nova carreira e começou a trabalhar para uma empresa de beleza que entregava produtos de porta em porta. Em 5 anos era uma líder de equipe que tinha mais de 10000 vendedoras sob sua responsabilidade. Ela tinha encontrado seu lugar no mundo. Seguia se dedicando para a filha e tinha muitas pessoas em seu time de vendedores que tinham conseguido uma vida melhor através do trabalho que fizeram juntos. A única coisa que nunca mais fez, foi amar de novo. Depois de sua separação difícil, foi como se o seu coração tivesse se fechado para o mundo.”

Depois de algumas horas se revirando na cama, Ilonka tinha os últimos 30 anos se apresentando em seus pensamentos. Até que finalmente conseguiu dormir.

A noite foi longa para todos na casa. Em cada quarto dormia um coração abalado pelo amor. No de Ana, um coração apaixonado pela primeira vez, que a fazia ser irracional pela primeira vez vida dela. No de Ilonka, um coração cicatrizado, tendo as razões de seu machucado o despertando para sabe-se lá o que. No de Leandro um coração arrependido que quis bater mais rápido e o fez jogar tudo para o alto e agora cobrava uma alta conta dele.

O domingo chegou chuvoso e frio. Ana se lembrou da manhã anterior em que foi acordada pela ligação de Michel e desejava que aquela ligação se repetisse. Ela não tinha forças para se levantar da cama e escolheu ficar ali revivendo todos os momentos que tinha vivido com Michel. Alguns dias atrás, ela não dava a mínima para ele, nem para o trabalho, nem para a revista, nem para ninguém. Até começar a se importar… Até aquela reunião de pauta onde ele deu a capa da próxima edição da revista para ela. E desde aquele momento o coração dela tinha começado a virar do avesso. O happy hour, os flertes, aquele homem cheio de charme e cheio de atitude, a procura dela por ele no escritório, os beijos apaixonados, o sexo delicioso (que também era a perda da virgindade dela), o telefonema, o encontro no dia seguinte, mais flertes. E de repente a rejeição tomava conta de tudo. Ele não tinha dado mais nenhum sinal de vida, não ligara, não dava nenhum indicio de querer qualquer tipo de comprometimento com ela. E mesmo no meio de tudo aquilo, ela se sentia feliz com a possibilidade de vê-lo no dia seguinte e não via a hora de ir trabalhar. Não via a hora de ir para o trabalho que nunca a tinha empolgado na vida. Era oficial. Ela estava agindo como um mulher completamente apaixonada.

Ana não queria sair do quarto para não atrapalhar a conversa dos seus pais, que poderiam se reconciliar depois de 11 anos e um divórcio dolorido. Então ficou por ali preguiçosa até que a mãe bateu na porta do seu quarto.

– Oi Ana, tudo bem?

– Oi mãe. Tudo bem. Não queria atrapalhar vocês, por isso fiquei por aqui.

– Seu pai está indo embora e quer se despedir de você.

– Ele já vai?

– Graças a Deus, sim!

– Ah mãe. Você é engraçada.

E foram juntas até a cozinha onde o pai terminava de tomar seu café.

– Bom dia pai! Disse Ana.

– Bom dia filha. Vamos aproveitar mais alguns momentos juntos. Agora que estou me mudando para São Paulo ficará mais fácil para nos vermos. Te devo muito tempo minha filha!

– Vai voltar? E sua família?

– Vão ficar no Sul. Fui transferido para São Paulo e eles não querem vir. Estou me divorciando filha.

– Sinto muito pai.

– Está tudo bem Ana. Bom, acho que sua mãe tem muito para pensar. Vou para o hotel e espero nos falarmos em breve.

– Boa sorte pai.

– Obrigado filha. Me leva até a porta Ilonka? Pediu ele de maneira charmosa.

– Vamos Leandro.

E assim saíram da cozinha deixando Ana com um belo ponto de interrogação na cabeça. “Agora essa. Meu pai apaixonado pela minha mãe de novo.”

– E aí mãe? Perguntou Ana realmente curiosa quando a mãe voltou para a cozinha.

– Ele disse que me quer de volta. Me pediu para pensar sobre o assunto antes de responder. Seu pai está vivendo a crise dos 50. Ele está perdido. Ele acha que está apaixonado. Mas não está coisa nenhuma. A não ser que ele tenha mesmo enlouquecido. Ele disse que não para de pensar em mim e esperava irracionalmente que eu ligasse para ele, que eu o procurasse.

– Gente! Ele está mesmo apaixonado. Disse Ana se identificando totalmente com a situação.

– Vamos deixar o seu pai para lá. Que tal um dia juntas? Almoço, cinema, sorvete?

– Eu vou amar!

– Então vamos trocar de roupa e aproveitar nosso domingo?

– Você é a melhor mãe do mundo!

Elas foram ao restaurante preferido da Ana, que custava uma fábula e por isso só iam em ocasiões especiais.

– Mãe, hoje é uma ocasião especial? Por que viemos aqui?

– Filha, estou feliz. Preciso confessar que a reaparição do seu pai fez muito bem para a minha autoestima. Não quero ele de volta. Nem imagino isso. Mas o fato de ele querer me faz muito bem.

– O amor é estranho.

– E você minha filha? Precisa viver o amor! Precisa viver mais. Você precisa racionalizar menos.

– Mãe. Conheci alguém.

– Como assim? Por isso o batom vermelho! Eu sabia. Estudo a beleza. Quem é?

– Meu chefe.

– Seu chefe minha filha? Como assim? Isso é tão complicado. Como aconteceu?

– Foi de repente. Ele me deu a capa da revista. E aí começou. Nunca tinha reparado nele, mas nesse dia algo mudou.

– Ele deve ser mais velho né?

– Sim. Tem 30 e poucos anos.

– Eu gostei de um professor da faculdade. Já namorava o seu pai. Foi a coisa mais intensa que vivi na vida.

– Não acredito! Você traiu o papai?

– Não minha filha. Não chegamos a sair. Mas passei 1 ano da minha vida vivendo um amor platônico. Homens mais velhos são muito interessantes aos olhos de meninas de 21 anos. Te entendo minha filha. Só tome muito cuidado. Ele é um homem sério?

– Sim! Mentiu Ana ao se lembrar da fama de mulherengo de Michel por já ter ficado com duas mulheres do escritório desde a sua separação, sendo uma delas casada. “Ele é um cafajeste de primeira, na verdade.” Pensou Ana, mas preferiu omitir esse detalhe da mãe.

– Menos mal. A pior coisa que podia te acontecer era abrir seu coração para um cafajeste. Vamos brindar à vida minha filha. Pediu à filha já levantando sua taça de vinho de rose.

– Um brinde à vida! Concordou Ana.

Mãe e filha seguiram fazendo brindes e tomaram duas garrafas de vinho. Falaram sobre o amor, as dificuldades e as delicias da vida. Fizeram planos sobre a Hungria. E assim o domingo ganhava certa graça e mãe e filha conseguiam se divertir genuinamente juntas sem pensar em seus devaneios de amor.

Na hora de dormir, Ana sentia seu coração se acelerando só de pensar em um possível encontro que teria com Michel no dia seguinte. E assim, rindo sem ter a intenção de rir, Ana caiu no sono.

A segunda-feira começou diferente. Mais uma vez, Ana procurava enlouquecidamente por uma roupa que a deixasse maravilhosa. Depois de tirar metade das roupas de seu armário concluiu que não tinha roupas adequadas e que precisava comprar roupas novas urgentemente. Acabou optando por um look todo preto com uma calça mais curta, tênis e um blazer de bolinhas grandes brancas que davam modernidade e charme ao look dela.

A manhã na faculdade foi arrastada e ela tinha dificuldade de se concentrar. Dava graças a Deus que já estava praticamente formada, pelas boas notas que tinha, porque se dependesse de sua dedicação à faculdade estava perdida.

Finalmente chegou a hora de ir ao trabalho e Ana chegou já procurando por Michel. O que trouxe uma enorme decepção. Nada dele no escritório. na sua primeira busca.

A sorte dela era que precisava terminar sua matéria de capa e por isso, não tinha muito tempo para pensar em mais nada.

O dia ia passando e Ana seguia concentrada na sua matéria quando foi surpreendida por Michel:

– Olá Ana! Bom tarde, tudo bem? Disse ele na frente da mesa dela.

Ela não conseguia respirar e pensava sobre o que dizer, quando se deu conta que era apenas um cumprimento normal.

– Olá! Boa tarde.

– Você está muito ocupada? Acabei de falar com a Cris para pedir que me ajude na seleção de algumas matérias para a próxima revista e ela te liberou. Você poderia se juntar a mim, na minha sala, daqui a uma hora? Ela me pediu para te perguntar se está ocupada e se poderia me ajudar?

– Ah! Claro. Será um prazer. Vou me concentrar aqui para terminar o que estou fazendo e em uma hora estarei lá.

– Te agradeço! Te espero então em uma hora na minha sala.

– Ok! Disse Ana corada.

– Até já. Disse dando uma piscada para ela e indo embora.

Ana não conseguia respirar. Ele tinha aparecido. Finalmente! Ele tinha acabado de pedir para ela o ajudar em algo do trabalho. Ele queria esta com ela afinal.

– Ele veio até aqui para te pedir ajuda? Cadê a secretária dele? Esse homem está afim de você. Disse Kate empolgadíssima, interrompendo os pensamentos de Ana.

– Não fala bobagem Kate. Se trata de trabalho. Respondeu Ana retomando o ar.

– Eu estava brincando. Não precisa ficar brava.

– Desculpe se pareci brava. Mas tenho tanta coisa para fazer.

– O Michel te falou que precisa de sua ajuda? Disse Cris, a chefe de Ana, as interrompendo.

– Sim! Vou para a sala dele em uma hora.

– Acho bom que entregue suas coisas hein Ana. Disse Cris em tom sério. – espero sua proposta de capa em meu email em 1 hora.

– Pode deixar. Respondeu Ana.

– Vou te deixar trabalhar. Vamos fazer um happy amanhã? Convidou Kate.

– Vamos! Será legal. Depois nos falamos.

E assim Kate voltou para seu trabalho deixando Ana novamente em paz.

Ana tentava terminar sua matéria, mas a interrupção de Michel tirava completamente sua concentração.

“Preciso acabar isso para estar na sala dele em 1 hora.” Pensava ela.

Ela se concentrou e conseguiu terminar seu trabalho. Enviou o email com a proposta de matéria para a Cris e foi para a sala de Michel. Ela tremia e morria de medo do que seria aquele encontro.

– Oi. Posso entrar? Pediu Ana abrindo a porta da sala de Michel.

– Claro! Pontual. Gosto disso. Disse ele.

– Diga. O que precisa de mim? Disse ela constrangida.

– Tenho algumas matérias exclusivas para o nosso portal online e gostaria da sua ajuda para selecionar as matérias. Como foi o seu final de semana?

– Muito bom. E o seu? Disse ela.

– Bom também. Fui para o Rio de Janeiro. Estou trabalhando em projeto pessoal e fui me reunir com meu sócio que mora lá.

– Que legal! Que tipo de negócio?

– Uma cervejaria artesanal. Vamos fazer alguns quiosques nas praias do Rio.

“Uau! Ele também é empreendedor. E não foi encontrar uma mulher. Desfeito o primeiro mistério. Ele estava trabalhando. Por isso não me ligou.” Pensava Ana achando graça de si mesma.

– Legal! Respondeu ela.

– Bom. Vamos às matérias? Não quero te prender até tarde aqui.

– Claro. Pode contar comigo. Não tenho compromisso hoje.

– Bom saber. Vamos lá. Aqui estão as matérias. Disse ele andando na direção dela.

“Não se abale. Não se abale. Não se abale.” Dizia Ana para si mesma em seus pensamentos enquanto ele se aproximava dela. O perfume dele podia ser sentido assim que ele chegou a poucos centímetros de distância dela. Ele abria uma série de papéis na mesa na frente dela e tudo que ela conseguia sentir ou que era capaz de prender a sua atenção era o perfume dele.

– Temos muitas coisas aqui. De diferentes assuntos. Aqui estão as matérias sobre o fundo do mar. Aqui arqueologia. Podemos falar de Dinossauros…

Enquanto ele ia falando, Ana só pensava no quanto gostaria que começassem a se beijar e tirar as roupas ali mesmo.

– O que acha? Perguntou ele.

Ela não fazia a menor ideia do que responder para ele, já que não tinha conseguido prestar atenção na metade das coisas que ele falou.

– Acho que não precisamos nos preocupar muito com a história da idade. Tenho lido que muitas pessoas estão trocando os meios impressos pelos digitais. Ou seja, são os mesmos leitores da revista. Acho que devemos fazer extensões do que está na nossa revistas e alguns assuntos extras para atrair um público mais jovem. Eu começaria por algo ligado à formação do universo. Esse é sempre um tema de gera engajamento.

– Você é mesmo brilhante menina! Disse Michel encantado.

– Ah! Não falei nada demais. Agora vamos ver o que temos aqui sobre esse tema. Disse Ana começando a procurar pelo tema entre as dezenas de folhas à sua frente.

Michel começou a ajudá-la a procurar e acabou tocando na mão dela. Nesse instante o corpo de Ana estremeceu e aquele desejo que ela sentia parecia ser palpável. Ele também ficou estremecido e nesse instante a boca dele começou a ir em direção à dela até que quando estavam a poucos centímetros de se tocarem alguém começou a bater na porta.

– Pode entrar. Disse ele retomando o ar.

– Vim ajuda-los. Disse Cris, a chefe de Ana, toda sorridente.

– Ajuda bem-vinda. Disse Ana querendo parecer simpática.

– Como estão progredindo aqui? Perguntou Cris.

– Muito bem! Ana deu excelente ideias. Disse Michel.

– Ana é mesmo brilhante, pelo visto. Disse Cris de maneira um pouco irônica.

– Acho ótima a oferta, mas estamos indo bem aqui. Não precisa se preocupar. Disse Michel.

– Faço questão de ajudar. Respondeu Cris.

Nesse momento Cris e Michel conversavam como se Ana não estivesse na sala. Ele querendo que ela fosse embora e ela querendo ficar, a ponto de forçar sua presença indesejável. A partir dali a situação ficou esquisita. Ana se sentia uma intrusa, quando a intrusa era a chefe dele.

Já se passavam das oito da noite e eles conseguiram enfim terminar o trabalho.

– Acabamos! E estou feliz. Convido vocês duas para um drink. Disse Michel realmente satisfeito com o resultado.

– Que chefe mais incrível. Eu aceito o drink. Disse Cris se oferecendo. – E você Ana, vem também? Não vamos atrapalhar sua noite de sono? Afinal você tem aula amanhã.

– Claro que a Ana vem! Ela merece esse drink. Disse Michel.

– Apenas um drink. Ok? A Cris tem razão, preciso acordar cedo. Tenho prova amanhã.

– Ah os tempos da faculdade. Que saudades. Disse Cris.

– Então vamos para podermos aproveitar.

Eles foram no bar ficava em frente ao escritório e logo que chegaram Ana pediu licença para ir até o banheiro. Ela voltava a respirar e sentia um tremendo alivio por estar sozinha ali. O Michel já era intimidador o suficiente para que Cris se somasse a isso. Ela lavou o rosto e buscava a ela mesma. Queria estar ali com Michel, mas ao mesmo tempo, não via a hora de sair daquela situação. Enxugou o rosto e refez rapidamente a sua maquiagem. Respirou fundo e repetiu para si mesma, enquanto aprovava a sua imagem no espelho. “Só um drink e vou embora.” Disse para si mesma.

Na hora que ela saiu do banheiro Michel a esperava na porta encostado na parede.

– Eu não via a hora de ficar sozinho com você.

– Não estamos exatamente sozinhos. Respondeu Ana.

– Você vê alguém além de nós dois aqui?

– Aqui eu não vejo, mas…

– Que perigo de menina você é. Eu não consigo resistir a você. Disse ele a interrompendo. E sem que ninguém falasse mais nada Michel trocou de lugar com Ana a encostando na parede e a beijando apaixonadamente.

 

CONTINUA…

O CAPÍTULO 09 SERÁ PUBLICADO NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

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