Raissa levantou da cama sentindo sua cabeça pesar mil kilos. Ela terminava de se arrumar para sair, quando o telefone da casa começou a tocar. Após alguns toques, a secretaria eletrônica foi acionada e ela pode ouvir o recado deixado antes de sair da casa de Vitor.

“Oi Amor! Por onde você anda? Estou tentando falar com você desde ontem e você não atende!!! Nem no celular, nem em casa. Estou preocupada. E morrendo de saudades. Vontade de fazer coisinhas com você. Me liga! Vamos nos ver hoje?”

Raissa ficou paralisada olhando para o telefone, como se algo pudesse mudar. Ela já se sentia péssima antes de ouvir aquele recado e naquele momento ela sentia o estomago revirar.

Sem conseguir controlar, lágrimas começaram a rolar em seus rosto e ela chorava copiosamente. Ela se ajoelhou no chão, implorando para que aquela tristeza fosse tirada de dentro dela.

– Por que eu permito isso? Ela gritava, falando alto consigo mesma, com a voz embargada pelo choro. – Por queeee? Por que não consigo tirar esse homem do meu coração? Quantas evidencias mais eu ainda preciso?

Ela seguiu ali de joelhos esperando por uma luz ou algo que a fizesse se acalmar e parar de chorar. Um mar de pensamentos criou uma tormenta em seus pensamentos até que sua mente se esvaziou e seu coração começou a se acalmar. Ela se preparava para levantar, sem ter muita ideia do tempo que tinha ficado ali, quando seu telefone começou a tocar.

– Oi Lara! Raissa disse atendendo o telefone.

– O que houve? Você está chorando?

– Ai Lara estou acabada. Mais do que chorando na verdade.

– Onde você está?

– No apartamento do Vitor.

– Como assim? O que está fazendo aí?

– Acabei saindo com ele, depois dele insistir muito. Ai amiga, eu não resisti. Fiquei com ele e ainda dormi na casa dele. Acordei sozinha, pelada e com a boca amarga hoje. E para piorar, na hora que eu estava saindo da casa dele, o telefone tocou e uma mulher, chamando ele de amor e aparentemente bem intima dele, deixou uma mensagem melosa falando que estava preocupada com o sumiço dele e que queria fazer coisinhas com ele.

– Eu não acredito! Que canalha. Sai já daí.

– Não consigo! Nem me levantar aqui do chão eu consigo.

– Raissa! Força. Saia agora desse apartamento. Vamos pensar juntas no que você vai fazer.

– Quero que ele saiba que eu ouvi. O que você sugere?

– Amiga pra que?

– Porque preciso que ele saiba.

– Deixa eu pensar.

– Já sei! Disse Raissa animada, se levantando do chão. Vou escrever um bilhete e deixar ao lado do telefone, dizendo: Melhor pegar seus recados, quem sabe você consegue fazer mais coisinhas hoje. Tem gente preocupada com você.

– Vai te fazer bem?

– Sim! Muito bem.

– Então deixa o bilhete. Melhor. Manda uma mensagem para o celular dele. Ele vai se corroer o dia todo, sem ter noção do que você realmente ouviu.

– Acho ainda melhor do que o bilhete. Boa ideia Lara. Disse Raissa, já sem lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Fica aí. Vou escrever a mensagem e já te ligo.

– Ok!

Raissa desligou o telefone e começou a digitar a mensagem. Apertou a tecla “enviar” e sentia toda a tristeza indo embora.

“Que libertador! Agora minha angustia será dele. Isso, se ele realmente se importa um milésimo do que ele diz que se importa.” Ela pensava enquanto pegava suas coisas para ir embora.

Ela bateu a porta e sentiu toda tristeza ficando para trás.

Assim que entrou no taxi pegou o telefone para ligar para Lara e esperava ter uma resposta de Vitor, mas não encontrou nenhum sinal dele.

E nesse momento, o telefone de Raissa tocou. Só o pensamento de que poderia ser o Vitor, fez o coração dela pular. Num misto de alivio e decepção, ela viu o nome de Lara no visou do celular..

– Oi Lara! Raissa disse atendendo o telefone.

– Você demorou! Fiquei preocupada. Disse Lara.

– Estou no taxi, indo pra casa. Ainda preciso me trocar e vou chegar super atrasada hoje, que é meu penúltimo dia de trabalho.

– Como você está?

– Melhor. No fundo minha angustia vem mais pela recaída do que por qualquer outra coisa. O Vitor não tem jeito. E não consigo resistir a ele. Não consigo. Ainda bem que estou indo embora, porque não tenho maturidade para viver perto do Vitor. Eu gosto tanto dele.

– Ai minha amiga, nem sei o que te dizer.

– Como pode com tanta gente no mundo, a gente gostar tanto de uma única pessoa assim?

– O amor é um monte de coisas, mas não é nada lógico.

– E por falar em lógico, como anda o seu primeiro beijo de ano novo? Perguntou Raissa, se referindo ao Rodrigo.

– Ai amiga. Preciso confessar que fico sonhando acordada e eu mal consigo dormir ou me concentrar em qualquer coisa, por mais serias que as coisas sejam.

Nesse momento Rodrigo chegou cumprimentando Lara.

– Raissa, vou precisar desligar. Te ligo mais tarde. Respondeu Lara em pânico ao ver Rodrigo, achando que ele podia ter ouvido.

– Ok! Até mais tarde.

– Se cuida.

Lara desligou o telefone e cumprimentou Rodrigo.

– Bom dia! Chegou cedo. Ele disse com um lindo sorriso no rosto.

Nesse momento o elevador chegou e eles entraram.

– Tenho muitas coisas para fazer. Lara respondeu tentando recuperar o ar.

– Tudo certo para a nossa viagem?

– Tudo certo. Já preparei todo material.

– Fico feliz em ter alguém tão competente ao meu lado. Estou ansioso por essa viagem.

– Eu também. Depois de analisar o material, acho que vamos ter bons insights para o projeto.

O elevador chegou no andar deles e a secretária de Rodrigo já o esperava no corredor para leva-lo à sala de reuniões.

– Bom dia para você Lara. Ah! E eu não falava do projeto. Ele disse já a certa distância dela, de uma maneira tão charmosa que fez o coração dela acelerar.

Ela ficou sem fala e ficou o observando, com um enorme sorriso nos lábios, enquanto ele caminhava para a sala de reuniões ao lado da secretaria.

“Que homem é esse meu Deus? O que está acontecendo comigo?” Lara pensava tentando se concentrar na enorme quantidade de coisas que tinha para fazer naquele dia.

Ela tentava, com muita dificuldade, se concentrar, mas não saia da primeira página do documento de 50 páginas que tinha que ler. Ela terminava de ler o primeiro parágrafo e já não tinha ideia do que mesmo o parágrafo se tratava.

“Preciso acabar com isso. Vou acabar perdendo meu emprego se continuar assim.” Ela pensava enquanto se esforçava a prestar atenção no enorme material que tinha que ler, que naquela altura nem tinha mais prazo.

Lara nunca tinha sentido antes o que ela estava sentindo. Ela pensava em pretextos para encontrar ou para falar com Rodrigo. Ficava fantasiando sobre encontros casuais com ele no escritório. Ensaiava textos e escrevia e reescrevia várias vezes os textos nos e-mails que enviava para ele. Ela se preocupava com cada palavra que saia da boca dela quando estava da presença dele e ficava repassando as falas dos diálogos dele, tentando desvendar as atitudes dele, como se as palavras dele fosse alguma pista de uma caça tesouros.

“Acho que essa parte do documento precisa ser passada com ele. Aqui tem temas estruturantes para o projeto. Lara! Para com isso.” Ela se perdia mais uma vez em seus pensamentos e pretextos para falar com Rodrigo.

E nesse momento a secretária de Rodrigo chegou tirando Lara de seus pensamentos.

– Lara, tudo bem? O Rodrigo pediu uma reunião com você no final do dia para repassar os temas da viagem na segunda-feira. Você tem disponibilidade?

– Oi! Só um minuto, preciso checar minha agenda. Tenho uma reunião com meu chefe da consultoria, mas posso conversar com ele para priorizar a agenda com o Rodrigo.

– Te agradeço Lara, porque a agenda do Rodrigo está uma loucura. Você me avisa?

– Sim! Vou falar com meu chefe e te retorno.

– Combinado! Te espero.

A secretária saiu e Lara enviou uma mensagem para seu chefe para tentar renegociar a agenda do final do dia. Ele abriu mão da agenda e Lara ligou, empolgada, para a secretária de Rodrigo, confirmando a disponibilidade de agenda com ele no final do dia. Ela se sentia tão feliz que mais parecia um encontro para conhecer o novo restaurante badalado da cidade do que uma reunião.

O dia passou voando e apesar da expectativa de Lara, a enorme quantidade de coisas que ela tinha para fazer a distraiu completamente. Ela tinha acabado de terminar suas anotações, quando viu que estava na hora de sua reunião. Ela reuniu as informações que precisava e foi se encontrar com Rodrigo.

– Oi! Posso entrar? Ela disse batendo na porta.

Ele estava com uma cara preocupada e relaxou completamente a sua expressão facial ao ve-la.

– Sim! Pode entrar. Ele disse sorrindo.

A chegada de Lara mudou o humor de Rodrigo.

– Trouxe o material. Espero estar tudo aqui. Ela disse, se sentando.

– Obrigado por atender essa reunião em cima da hora.

– Sem problemas Rodrigo.

– Quero repassar a agenda, pois não estarei aqui amanhã e nos veremos apenas no aeroporto na segunda.

“Três dias sem ve-lo! Onde será que ele vai? Será que está saindo com alguém?” Lara se perdia em seus pensamentos.

– Claro. Está aqui. Disse Lara projetando o conteúdo do seu computador. Acordando de seus devaneios.

Eles repassaram todos os pontos da agenda e Rodrigo conduziu a reunião de maneira extremamente profissional.

Lara se perdia em seus pensamentos tentando entender Rodrigo.

“Ele disse que não falava do projeto, da maneira mais charmosa que alguém poderia dizer, na frente de outras pessoas e quando estou sozinha com ele, ele me trata de maneira totalmente profissional. Mas o que você queria Lara? Ele é seu cliente e vocês tem grandes entregas profissionais para serem feitas em um contexto muito desafiador. De onde vem essa dúvida?!”

A reunião terminou e Lara saiu da sala no momento em que outras pessoas chegaram, sem sequer conseguir se despedir de Rodrigo.

Ela foi para casa tentando entender Rodrigo e espantar as distrações e angustias que ele trazia. Ela estava quase chegando em casa quando se lembrou de Raissa e resolveu ligar para ela.

– Oi Lara. Disse Raissa ao atender o telefone.

– Oi Raissa! Desculpe, mas meu dia foi uma loucura. Como você está? O Vitor se manifestou?

– Amiga! Ele não respondeu à minha mensagem. Ele é um cachorro. Nem sei o que mais eu preciso para me convencer de que ele não serve para mim e que ele está longe de me fazer bem.

– Ah Raissa, o amor não tem nada de racional. Eu fiquei o dia todo esperando que o Rodrigo flertasse comigo, mesmo em reuniões importantes de trabalho. De verdade, amiga. Achei que ele estava arrumando pretextos para me ver e me decepcionei por ele falar somente de trabalho.

– Jura amiga? Logo você que sempre levou o trabalho tão a sério e nunca procurou o amor? Ou se perdeu por amor…

– Logo eu! Tenho dificuldades constantes para me concentrar. Aliás, acho que não consigo me concentrar em nada desde o dia em que coloquei os pés naquele escritório. O Rodrigo me disse hoje que não estará no escritório amanhã e que só nos veremos na segunda no aeroporto. Estou arrasada e sem motivação para trabalhar amanhã porque sei que não encontrarei com ele. Disse Lara respirando fundo ao final de sua fala.

– Lara eu sou assim meio que a minha vida inteira. O que vai fazer hoje? Raissa perguntou mudando de assunto.

– Vou dormir! Preciso descansar. Minha vida anda uma loucura. E você?

– Vou para o happy hour que organizaram pra mim no escritório. Estou indo para lá.

– Bom happy hour. Animada para sua despedida amanhã?

– Super! Me sentindo muito querida e feliz. E também em pânico pela possibilidade de encontrar o Vitor.

– Deixe para se preocupar amanhã.

– Está certa. Preciso ir! Acabei de chegar e preciso entregar o carro para o manobrista.

– Aproveita amiga!

Raissa desligou o telefone e saiu animada do carro. A tristeza da manhã tinha ido embora e ausência de Vitor já não a perturbava mais. Quando ela chegou a mesa reservada para ela estava cheia de pessoas queridas. Naquele momento ela se sentia feliz e querida. O que estava por vir ganhava certa poesia e se manifestava através de esperança por tempos melhores. Ela estava deslumbrante, atraindo olhares por onde passava. Desde sua separação de Vitor, Raissa tinha ganhado um certo brilho. Os olhos pareciam mais azuis e seus cabelos ainda mais loiros. Sua autoestima estava em recuperação, mas já dava sinais em uma beleza radiante que era difícil de explicar. Ela estava vestindo um macacão vermelho e rosa pink, chiquérrimo, sandálias com salto baixo e o cabelo preso em um coque meio desconstruído. A mesa estava cheia e Andre se levantou para recebe-la.

Ela foi recebida por Andre e o seu sotaque de gringo charmoso. Sua presença foi muito celebrada. A noite estava quente e animava a todos a beber drinks. Os drinks faziam com que as risadas ficassem ainda mais altas e presentes, até se tornarem protagonistas das rodas de conversa. Andre parecia mais interessado em Raissa do que o normal e ela retribuía, dedicando mais atenção a ele, do que a qualquer outra pessoa. A noite seguiu até muito tarde e Andre seguia ao lado de Raissa. Já era tarde quando decidiram ir embora. Raissa estava no banheiro retocando seu batom quando ouviu seu telefone tocar, mas quando pegou o telefone já era tarde e ele tinha parado de tocar.

Ela viu 12 ligações, e mensagens e um recado de Vitor.

“Parece que alguém acordou.” Ela pensava ignorando as tentativas de contato.

Quando ela saiu do banheiro Andre a esperava.

– Vou te levar pra casa. Ele disse.

– Estou de carro.

– Quantas tequilas você bebeu?

– Muitas! Ela respondeu caindo na gargalhada. – Mas você não tem carro.

– Vou te levar para casa de taxi.

Nesse momento o celular dela começou a tocar. Era Vitor ligando. Ela ignorou a ligação e voltou a falar com Andre.

– Vou aceitar! Não tenho condições de dirigir. Eu seria uma irresponsável se fosse para casa dirigindo hoje. Obrigada por sua atenção.

– É um prazer! Vamos?

– Vamos! Ela concordou.

Eles entraram no taxi e após conversarem sobre amenidades, um silencio se instaurou no carro e uma eletricidade tomou conta de todo ambiente.

O taxi parou na porta da casa de Raissa e Andre desceu do carro para acompanha-la até o portão do prédio dela. Ele era um tremendo cavalheiro, desses que parecia ter um lenço de tecido perfumado para oferecer para uma mulher chorando. Enquanto caminhavam ela via uma luz saindo de Andre e ele parecia ainda mais bonito e mais interessante naquele momento. Naquela curta caminhada, Vitor se apresentou em seus pensamentos e ela sentiu raiva de si mesma por lembrar de Vitor naquele momento, o que a fez achar Andre ainda mais interessante. Eles estavam na frente do portão quando ele veio dar um beijo de despedida nela, e sem pensar muito, Raissa virou seu rosto para as bocas deles se encontrassem e o beijo aconteceu. Em segundos ambos estavam totalmente entregues para aquele beijo. Ainda no seu momento irracional, Raissa convidou Andre para subir e ele aceitou. Os beijos seguiram no elevador e eles tinham vontade de começar a tirar as roupas um do outro ali mesmo.

“Que loucura é essa? O que eu estou fazendo?” Raissa pensava enquanto se esforçava para conseguir acertar a chave na fechadura para abrir a porta da sua casa. Ela finalmente abriu a porta e eles começaram a tirar a roupa um do outro ali mesmo na sala. Em poucos minutos estavam transando. Andre estava sendo o segundo homem com quem ela transava na vida. Depois de Vitor, veio Andre. Ela gostava cada vez mais daquilo. Andre era carinhoso e eles pareciam se encaixar perfeitamente. Depois de algumas horas, já era madrugada e eles estavam ofegantes, deitados no chão da sala da casa minúscula de Raissa.

Ela não fazia a menor ideia do que fazer com Andre. Por mais feliz que se sentisse com a situação, ela queria que ele fosse embora, mas ele ficou e acabou dormindo com ela na cama dela.

Raissa acordou antes de Andre. A visão dele na cama dela a fazia se sentir uma deusa. Ele era um homem deslumbrante.

“Não é todo dia que acordo com um Deus grego desses.” Ela pensava achando graça de si mesma. “O que vou dizer para ele quando ele acordar?”

Ela desistiu de ensaiar o diálogo com ele e foi tomar banho. Enquanto a agua quente relaxava o seu corpo ela tentava arrumar um motivo para se sentir mal com aquilo, porque de alguma forma aquilo tudo parecia muito errado para os seus padrões.

“Ontem eu estava acordando na cama do Vitor depois de uma recaída e comecei o dia chorando de joelhos no apartamento dele. E hoje estou aqui tomando banho, depois de transar enlouquecidamente com o meu chefe, que eu acabei de conhecer, que é um Deus grego de tão lindo e parece não valer nada. É vida, os planos são seus. Estou totalmente convencida disso. Mas uma coisa é fato: O que vou falar para esse homem quando eu sair desse banheiro?”

E com esse pensamento ela ria de si mesma e ia se permitindo relaxar e se abrir para a felicidade e para o que estava por vir.

CONTINUA…

O CAPÍTULO 13 SERÁ PUBLICADO NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

Capítulo 12 – Se permitindo viver

Sabrina Almeida


Sou mãe, filha, esposa, mulher, amiga, confidente, conselheira. Sonhadora, determinada e realizadora. Organizada, mas com um que de caótica. Apaixonada pela vida e pelas pessoas. Intensa! Publicitaria, trabalho desenvolvendo produtos e marcas para deixar as pessoas mais bonitas e felizes. Escrevo porque amo escrever. Minha cabeça está sempre repleta de sonhos e devaneios. Sigo sempre meu coração. Hoje penso mais antes de tomar uma decisão. Encontrei a FELICIDADE, assim todinha maiuscula, nas coisas simples da vida. E escrever é uma delas. Enquanto as pessoas vão para a academia, fazem trilhas, tocam instrumentos musicais, cozinham… Eu escrevo! Esse é o meu hobbie… Escrevo para traduzir o que está no meu coração, sem regras, métodos ou filtros. Escrevo porque me inspira e me faz feliz. Acredito que é simples ser feliz e que para isso é preciso uma boa dose de coragem, de sorte e de sonhos e devaneios. Quando eu decidi escrever, uma pessoa me perguntou: “quem te garante que as pessoas vão se interessar pelo que você escreve?” E a minha resposta é como vou concluir minha apresentação. Vou escrever para tentar ajudar as pessoas a ver diferentes perspectivas, rir no meio de um dia difícil ou enxergar poesia no dia a dia. E se eu conseguir tocar o coração de pelo menos uma única pessoa, já terá valido à pena.


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