Capítulo 18 – Novas Perspectivas

Nina tinha acabado de almoçar quando o interfone tocou anunciando uma nova encomenda na portaria. Ela desceu em expectativa.

Quando chegou na portaria encontrou um novo buquê de flores brancas, com mais um cartão.

Mais uma vez, ela leu no elevador.

“Você me faz olhar o mundo por outras perspectivas e quero dar isso a você também.

Do seu Bob

P.S. As instruções ainda não terminaram.”

Ela terminou de ler e já sentia seu coração mais amolecido. Ela estava firme, não dando muita atenção para Roberto, para que ele sentisse medo de perde-la, para que a desse valor, mas ver a sala dela se transformando em um jardim, fazia Roberto ficar cada vez mais presente ali.

“De que adianta eu tentar fazê-lo pensar o dia inteiro em mim, se já não consigo mais tira-lo dos meus pensamentos?” Nina pensava, ainda em dúvida se daria ou não alguma notícia para ele. E resolveu que era hora de superar aquilo e voltar a ser dele de novo.

E assim resolveu enviar uma mensagem para ele.

“Minha casa está virando um jardim e estou virando do avesso de curiosidade.”

Ela enviou a mensagem e ficou olhando para o celular, sem piscar, esperando pela resposta dele.

“Como pode um homem me virar assim do avesso, meu Deus?” Ela pensava, ansiosa por uma resposta dele. Até que finalmente a resposta chegou.

“Aguarde novas instruções.”

Ela quis morrer de tanta curiosidade.

“Vai me matar de curiosidade.” Ela enviou.

“Acho melhor se manter bem viva e acordada para os planos que tenho para a gente hoje.”

“Vou tentar.” Ela respondeu.

“Ah! Importante… você pode dormir fora hoje? Tem o dia livre amanhã?”

“Meu Deus! Como assim?”

“Pode passar a noite comigo?” Ele perguntou simplesmente.

Ela começou a ficar sem ar. “O que esse homem faz comigo?” Ela pensou antes de começar a responder.

“Posso!” Ela respondeu sem ponderar se tinha algo planejado para o dia seguinte.

“Então aguarde novas instruções.”

Um frio na barriga percorreu o corpo dela.

A partir daquela troca de mensagens, Nina não conseguia se concentrar em mais nada e ela só desejava estar com ele.

O telefone sossegou e Nina tentava escrever, sem muito sucesso, quando o interfone tocou novamente.

Ela correu para atender em expectativa.

– Mais flores aqui na portaria Dona Nina. Disse o porteiro.

– Estou descendo.

Nina correu para a portaria.

– É seu aniversário, Dona Nina? O porteiro perguntou.

– Não.

– A senhora recebeu muitas flores hoje. A pessoa deve gostar da senhora.

– Parece né, Manoel?

Ele balançou a cabeça em sinal positivo para ela.

Ela saiu apressada agarrada em seu buquê de flores brancas.

“Vista branco hoje à noite. Faça uma mala com uma troca de roupa e considere levar um biquíni.

Um carro vai te buscar às 17h.

Do seu amor, Bob”

Ela terminou de ler se corroendo de curiosidade. Naquele momento ela nem lembrava mais que estava brava com ele.

Apesar de toda expectativa, ela se esforçou para voltar a escrever. Ela seguia tentando se concentrar e produzir algo de qualidade, sem muito sucesso porque se distraía com facilidade, depois de tantas mensagens enigmáticas naquele dia.

Ela olhou no relógio e já se passavam das quatro horas da tarde, então salvou seu texto, que tinha sido abandonado em prol do interfone naquela tarde, e correu tomar um banho e arrumar a mala, conforme as recomendações de Roberto.

Ela terminava de se arrumar quando o interfone tocou anunciando que um carro a esperava.

Ela pegou a mala e se olhou mais uma vez no espelho. Ela vestia um vestido branco, justo, na altura dos joelhos e um decote generoso. Ela estava deslumbrante e irradiava uma beleza que não dava para descrever.

Quando ela chegou no carro só encontrou um homem desconhecido.

– Dona Nina? Ele perguntou.

– Sim.

– Posso te ajudar com a mala?

– Sim! Por favor. Ela respondeu sem entender porque Roberto não estava ali.

– O Senhor Roberto está nos esperando.

– Perfeito. Ela respondeu, tentando não parecer eufórica.

Já dentro do carro, Nina ria de seus pensamentos. “Ainda bem que ele está esperando. Para onde será que estou indo meu Deus?”

Em poucos minutos, o carro parou em frente a um prédio.

– Chegamos. A senhora só precisa anunciar sua chegada na recepção do prédio. Disse o motorista para ela.

– Obrigada! Ela respondeu saindo do carro.

Ela entrou no prédio em expectativa e foi para a recepção, onde uma mulher simpática a recebeu e a orientou a ir até o 40º andar.

Nina obedeceu. Já no elevador, tentava controlar o ritmo da sua respiração. O elevador que a levava ao 40º andar parecia estar indo para a lua, tamanha era a demora que a sua expectativa causava.

Quando ela chegou não viu ninguém e nesse momento recebeu uma mensagem de Roberto em seu celular.

“Siga a placa: Heliporto.”

Ela perdeu o ar e começou a procurar pela placa. Em poucos segundos encontrou a direção.

“Estou dentro de um filme! Só pode ser isso!” Ela pensava enquanto seguia o caminho indicado pela placa.  “E ele deve estar me vendo através de alguma câmera. Como ele sabe que eu estava procurando a placa? Ele deve estar aqui!”

Ela abriu a porta e encontrou um helicóptero esperando por ela.

Um homem veio recebe-la.

– Dona Nina, boa noite. Por aqui, por favor. Ele disse.

Ela só obedeceu. Naquele momento ela já não tinha mais condições de falar, nem de questionar nada.

Ela entrou no helicóptero e não encontrou Roberto. E isso a fez ignorar o fato de que ia entrar em um helicóptero pela primeira vez na vida.

O piloto passou algumas recomendações de segurança para ela. O helicóptero estava saindo e ela resolveu escrever para Roberto.

“Estou em um helicóptero, sem você. Era esse mesmo o plano?”

“Se você está em um helicóptero, o plano está dando certo. Ansioso para te ver.” Ele respondeu.

Mais uma vez ela sentiu seu corpo inteiro se arrepiar.

O tempo voou, e Nina via a paisagem mudando aos pés dela. Perto do destino, ela já não via mais nada, além de mar, quando o piloto avisou que iam pousar.

Ela só via mar e começou a sentir medo.

– No mar? Vamos pousar no mar? Ela perguntou, tentando não parecer desesperada.

– Não dona Nina. Vamos pousar ali. Disse ele apontando para uma pequena praia.

E nesse momento ela viu Roberto olhando para cima e acenando.

O helicóptero pousou na praia e Roberto, vestindo bermuda e camisa de linho, ambas brancas, veio encontrá-la.

“Finalmente te encontrei.” Nina pensou no momento em que o viu caminhando na direção dela.

– Finalmente, você chegou. Ele disse ao chegar.

– Estou aqui. Ela respondeu, tentando recobrar os sentidos.

Roberto agradeceu ao piloto e ele foi embora com o helicóptero, deixando os dois em uma praia que era só deles.

Ele agarrou Nina e a beijou como se precisasse dela para respirar e continuar vivo.

– Ainda bem que você está aqui. Ele disse.

– Ainda bem que nós estamos aqui. Ela respondeu. – Por que isso tudo Bob? Já estava tudo resolvido.

– Hoje faz 2 meses que estamos namorando e depois do que fiz, eu precisava fazer algo especial para você.

– Você está contando o tempo que estamos juntos? Ela perguntou, achando graça.

– Quero dar o mundo para você Nina. Estou planejando essa noite há tempos. Estou gravando cenas de um filme aqui e desde a primeira vez que te vi, quero te trazer aqui.

– Estou me sentindo a pessoa mais especial do planeta. Ela respondeu.

– E você é!

– Vamos dormir aqui? Ela perguntou.

– Não exatamente aqui. Vamos jantar aqui.

Ela olhou em volta, sem entender, porque o lugar era deserto e não parecia ter acesso a nenhum lugar onde poderiam passar a noite, ou jantar.

Ele achou graça e pegou a mão dela a conduzindo pela praia. Depois de alguns minutos de caminhada, Nina viu um caminho de velas e uma mesa com duas cadeiras.

– Vamos jantar aqui. Roberto disse.

Nina ficou sem fala. Ela não imaginava que algo assim um dia aconteceria com ela. Na verdade ela não imaginava que aquilo podia acontecer com alguém.

Eles se sentaram à mesa e um garçom apareceu para servi-los. Nina seguia sem conseguir acreditar no que estava acontecendo.

Eles começaram a jantar e se falavam pelo olhar.

– Você me surpreendeu completamente. Ela disse.

– Fico feliz em surpreender. Você é muito especial para mim, Nina.

– Você também é para mim.

– Obrigado por não ter desistido de nós por causa da bobagem que eu fiz.

– Obrigada por ter me contado. Gosto de relações onde tem confiança. E você me mostrou que posso confiar em você.

– Nina você é a pessoa mais incrível que conheço. Você trouxe coisas novas para a minha vida. Você me apresentou novas perspectivas.

Ela respirou fundo.

– Você também Bob. Através dos seus olhos passei a me ver de maneira diferente. Você me encoraja e me faz querer desbravar o mundo. Definitivamente, também me deu novas perspectivas.

– Então um brinde a nós dois e às nossas novas perspectivas. Ele propôs olhando para ela de maneira totalmente apaixonada.

Ela bateu de leve com a taça dela na dele.

– Estou curiosa sobre onde vamos dormir. Ela disse.

– Ali. Ele disse apontando para um barco ancorado perto da praia.

– Não acredito! Vamos dormir em um barco?

– Sim! Esse é meu barco. Meu bem mais precioso. Eu sempre quis um barco. E ainda não tinha o meu apartamento quando comprei esse barco, depois de juntar bastante dinheiro e de muita renúncia. Gosto muito de navegar e passar um tempo aqui.

– Que incrível! Você é demais Bob. Uma inspiração.

– Tem algo que você queira muito? Ele perguntou.

– Hum… você!

Ele riu.

– Então já conquistou!

– E quero minha casa, como você sabe. Renunciei a tudo para poder compra-la. E quando der, quero conhecer o mundo. Ela complementou.

– Por onde quer começar?

– Tenho dúvidas. Pensei que queria Paris, mas agora, pensando bem prefiro começar por um lugar que tenha um mar azul turquesa e quero ver meu irmão em Portugal.

– Você é surpreendente Nina.

– Não sou não! Só podem ser os seus olhos.

E nesse momento uma música chegava até eles, vindo do barco ancorado perto da praia.

– Acho que é hora de irmos para o nosso próximo local dessa noite. Roberto disse se levantando e estendendo a mão para ela.

– Mas nem comemos a sobremesa. Ela brincou. – Quantas surpresas.

– A sobremesa será servida lá. Ele disse de maneira charmosa, apontando para o grande barco, de onde vinha a música.

“Meus Deus, será que terei que nadar até lá? Nesse mar escuro? Nem a companhia de Bob me encoraja a fazer isso.” Ela pensava começando a se apavorar, no momento em que viu um pequeno barco com dois remos à beira mar e sentiu um tremendo alívio.

Eles embarcaram no pequeno barco e Roberto começou a remar para leva-los até o grande barco que os esperava.

Eles ficaram em silencio. Nina tentava capturar todas as imagens, sons e sensações. Um mar de coisas passavam dentro dela ao realizar que estava ali, no meio do nada, entre uma praia deserta e um barco, sendo conduzida pelas águas de um mar tranquilo pelo homem da sua vida. A noite estava iluminada por uma grande lua cheia, que refletia um caminho de luz no mar. E isso deixava tudo ainda mais poético.

“Eu só posso estar sonhando.” Ela pensava. E em silencio, foi chegando perto dele. Ele parou de remar e percorreu o resto do caminho até a boca dela. Eles se beijaram, enquanto flutuavam, já em alto mar e bem perto do destino.

Ele voltou a remar e logo estavam no grande barco.

Eles subiram no barco e uma mulher cantava com um microfone e um violão. Um marinheiro lhes recebeu com taças de champagne e, como prometido, a sobremesa estava servida em uma pequena mesa no local onde a mulher cantava.

A música parecia ser uma declaração de amor e dizia:

…Com você tudo fica tão leve
Que até te levo
Na garupa da bicicleta
O preto e branco tem cor
A vida tem mais humor
E pouco a pouco o vazio
Se completa

O errado se acerta
O quebrado conserta
E assim, tudo muda
Mesmo sem mudar
A paz se multiplicou
Que bom que você chegou
Pra somar

Ouvi dizer
Que existe paraíso na terra
E coisas que eu nunca entendi
Coisas que eu nunca entendi

Só ouvi dizer
Que quando arrepia já era
Coisas que eu só entendi
Quando eu te conheci…

E Nina ficou inteira arrepiada.

“Quando arrepia já era.” Ela pensava enquanto se entregava totalmente para aquele momento.

E nesse mesmo momento, o barco começou a flutuar em alta velocidade.

A música seguia embalando danças, risadas e conversas, que seguiam sendo regadas a champagne.

Nina nunca tinha sentido tanta felicidade e tanta gratidão na vida dela. Ela sentia que experimentava o amor pela primeira vez em toda a sua vida.

O barco fez um parada em uma marina, quando a madrugada já chegava, e a cantora, o piloto e os marinheiros desembarcaram.

Nesse momento eram somente Nina e Roberto a bordo.

– Enfim sós! Disse Roberto.

– Vamos passar a noite atracados aqui? Nina perguntou.

– Não senhora. Vamos passar a noite em alto mar, perto de uma ilha.

– E você vai pilotar o barco?

– Sim senhora! Não se preocupe, pois já tenho muitas horas de navegação.

– Confio totalmente em você Bob. O que mais você pilota?

– Carros e câmeras de filmagem. Ele respondeu.

– Helicópteros e aviões não? Ela brincou.

– Nada aéreo. Quando preciso viajar pelo ar, alugo um meio de transporte que já venha com piloto, como fiz hoje com o helicóptero ou compro um ticket na companhia aérea que apresente o melhor custo x benefício.

Nina riu.

– Você é incrível Bob. Você veio de helicóptero para essa praia hoje?

– Na verdade de barco. Filmamos aqui hoje. A produção foi embora e eu fiquei. Esse helicóptero nos leva a trabalho para vários lugares e hoje aluguei para te trazer aqui.

– Você me surpreendeu completamente.

– Você me inspira Nina. Ele disse se aproximando dela e a beijando. – Vamos lá para cima comigo?

– Sim! Ela disse sentindo um frio na barriga.

Ele assumiu o controle do barco e saíram em direção ao desconhecido. A noite estava clara e a grande lua cheia seguia iluminando o caminho à frente deles.

Nina olhava Roberto enquanto ele pilotava o barco e o nível de paixão no coração dela bateu todos os recordes naquele momento.

Em poucos minutos ele atracou o barco perto de uma ilha e conduziu Nina para dentro da cabine.

Ele a levou para um quarto pequeno, bem arrumado, com uma cama de casal. A lua parecia iluminar todo o pequeno quarto. Ele começou a beijar Nina, sem acender nenhuma única luz e a luz da lua permitia que vissem os contornos do corpo um do outro. Ele começou a tirar as roupas dela e ela as dele e nesse momento se perderam um no outro, enquanto o barco flutuava balançando levemente de acordo com o movimento calmo do mar.

O dia amanheceu e trouxe muita claridade para dentro do quarto. Quando Nina acordou, Roberto já não estava lá. Ela levantou e o encontrou no deque.

– Aí está você! Bom dia! Ela disse.

– Bom dia! Café?

– Sim! Por favor.

– Preparei algo para a gente. Ele disse entrando na cabine. – Dormiu bem?

– Como um anjo. Ela respondeu. – E você?

– Muito bem também. Aliás está aí outra coisa que melhorou desde que você chegou. Nunca dormi tão bem como nos últimos meses.

– Dormir bem é muito bom. 

– Comer também! Venha aqui. Ele disse dando um beijo nela e a conduzindo para dentro da cabine pela mão.

Eles comeram sanduiches, frutas e tomaram café.

– Você trouxe um biquíni? Ele perguntou.

– Sim! Conforme suas instruções. Você não vai trabalhar hoje? Se não me engano, hoje é sexta-feira e acho que é dia útil. Ela perguntou.

– Tirei o dia para ficar com você. Preciso te recompensar. O nosso último final de semana romântico acabou saindo diferente do planejado e eu queria muito passar um tempo só com você.

– Bob você não me deve nada! Mas devo confessar que estou amando ter você só para mim.

– Eu também estou amando ter você só para mim. Vamos nadar?

– Vamos!

Eles foram colocar suas roupas de banho e correram para o lado de fora do barco em expectativa. Pularam do barco e nadaram até uma pequena ilha que estava a alguns metros do barco.

Passaram algum tempo na ilha e já era hora de almoçar quando voltaram para o barco.

Roberto preparou o almoço na pequena cozinha que tinha no barco. Nina seguia olhando encantada para cada movimento dele e a música parecia combinar perfeitamente com a cena. Ela bebia um gin tônica preparado por ele e ele tomava cerveja.

Depois do almoço se deitaram na parte da frente do barco e ficaram sob o sol.

Nina subiu encima de Roberto.

– Você tem me dado tantas primeiras vezes. Ela disse tirando a parte de cima do biquíni.

– Ah Nina, você me enlouquece. Ele disse tirando o resto do biquíni dela.

Eles transaram ali na proa do barco, sem pressa, sem medo que algum outro barco passasse por ali, como se só existem eles em todo o universo.

Acabaram pegando no sono ali mesmo, relaxados pelo balanço do barco.

Quando acordaram, ventava muito e nuvens cinzas anunciavam que uma forte chuva estava chegando.

– Melhor irmos! Disse Roberto, com um ar preocupado.

– Você já navegou com chuva?

– Sim! Muitas vezes. Não se preocupe. Quero você bem relaxada.

– Estou bem relaxada e bem feliz. Disse ela realmente confiando nas habilidades dele.

– Então vamos! Ele se apressou.

Eles entraram na cabine, tomaram banho e no momento em que Roberto se preparava para zarparem começou a chover forte.

– Essa chuva me deu uma ideia. Que tal irmos para o Rio, para a casa dos meus pais? Íamos amanhã de manhã e podemos chegar hoje de surpresa. O Rio é mais perto e fugimos da chuva. Que tal?

– Acho ótimo. Mas não temos roupas.

– Daremos um jeito.

– Vamos então! Nina concordou.

– Você é demais Nina! Ele disse, dando um rápido beijo nela.

Roberto replanejou a rota e começou a pilotar o barco, sem enxergar muito além de alguns metros. Nina se preocupou por um momento, mas algo dentro dela dizia que podia ficar totalmente tranquila.

Eles navegaram por algumas horas e começava a anoitecer quando finalmente atracaram em uma marina no Rio de Janeiro.

Roberto ligou para os pais, avisando que haviam acabado de chegar à cidade e eles ficaram felizes com a surpresa.

Já dentro do táxi, a caminho da casa dos pais de Roberto, o dia se despedia totalmente e a noite chegava, clara e calma, já sem chuva, e Nina se perdeu em Roberto, deitando a cabeça no ombro dele.

– Obrigada pelas novas perspectivas Bob! Ela disse.

Ele respirou fundo, fechou os olhos e a abraçou ainda mais forte.

– Ah Nina… E foi tudo que ele precisou dizer.

CONTINUA…

O CAPÍTULO 19 SERÁ PUBLICADO NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

2 thoughts on “Capítulo 18 – Novas Perspectivas

  1. Ele sem dúvida sabe como reverter uma situação à seu favor; que homem é esse? Deve ser de uma edição limitada, faz a gente sonhar, querer encontrar um amor sem medida, quem não se derrete com toda essa preparação? Todo mistério, o cuidado? Quem não adora uma surpresa, por menor que seja, eu acho que a falta de pequenas coisas é o que esfria uma relação. É você é ninja, pode até dar palestras sobre o assunto, kkkk é uma outra opção. Amei do início ao fim. Fiquei ali babando. Sabrina nota mil!!! A melhor descoberta que fiz nós últimos tempos. Beijos e inspiração!

    1. Querida Andréia, você tem me motivado muito a continuar escrevendo e a me dedicar para essa história. Me pego pensando nos personagens e falando deles como se fossem de carne e osso. Mensagens como a sua me fazem seguir escrevendo! E de pequenas surpresas vamos trazendo vida para a nossa vida e felicidade para a nossa rotina. Quando amamos alguém devemos demonstrar! <3

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