Raissa se perdia na paisagem, enquanto Juan dirigia para a atual casa dela, que parecia a casa de todo mundo menos dela.

“O que vai ser da minha vida? O que farei com aquelas ruínas? Como vou pagar as dívidas desse imóvel? Os impostos devem custar caríssimo. E o que vou fazer com esse prédio? Daqui três meses preciso voltar ou perco meu emprego. Minha única fonte de renda. Preciso ligar para os meus pais. Eles saberão o que fazer. E eles devem estar em pânico. Vou ligar para eles, assim que chegar em casa. Chegar em casa… aquela será minha casa pelos próximos meses. Minha tia biológica, o marido e os três filhos deles serão minha nova família. Estou sonhando. Isso só pode ser um sonho. Eu quero acordar. Quero minha vida de volta. Pela primeira vez na minha vida, não faço a menor ideia do que fazer.” Ela seguia perdida em seus pensamentos, enquanto Juan dirigia em silencio, respeitando os pensamentos dela.

A música tomava conta da atmosfera e de alguma maneira Patience de Shawn Mendes trazia certa poesia para o momento, além de um pouco de paz para o coração de Raissa, mesmo seus pensamentos seguindo barulhentos.

Eles chegaram na enorme propriedade e o pôr do sol pintava o céu de rosa e laranja. Juan passou pelo chafariz que ficava em um grande pátio em frente à casa e parou o carro em frente à enorme porta de madeira que dava acesso à parte social da casa.

– Juan, muito obrigada por tudo hoje.

– Disponha Raissa. Estou à sua disposição. Vamos ter algumas conversas para te ajudar a rentabilizar essa propriedade. Precisamos saber o que você pretende fazer e te assessoraremos em tudo que precisar.

– Agradeço mais uma vez Juan. Vou pensar e volto a te procurar. Se eu quiser ir até o lugar de novo, posso entrar normalmente?

– Claro Raissa. A propriedade é sua. Tome as chaves. Mas se precisar do meu apoio é só me chamar. Esse é meu cartão. Ligue sempre que precisar. Em alguns dias te chamaremos para uma reunião de recomendações.

– Obrigada Juan! Você tem sido muito atencioso. Ela disse pegando as chaves. Aguardo o dia da reunião.

– Conte comigo. Tente descansar. Você teve um longo dia.

– Sim! Farei isso.

Raissa saiu do carro e Juan ficou ali parado, esperando que ela entrasse. Ele era o homem mais gentil que Raissa tinha conhecido. Ela acenou para ele quando entrou e ele foi embora.

– Olá Raissa! Disse Dona Rosa pegando o casaco dela.

– Olá Dona Rosa.

– Como foi o seu dia?

– Foi cheio de emoções. Fui visitar a propriedade.

– Posso imaginar como está se sentindo. A senhora quer jantar que horas?

– Vou só tomar um banho e desço para jantar. Onde estão todos?

– Seus primos voltaram para a Inglaterra para retomar os estudos. Sua tia foi para a fazenda e o Dr Carlos viajou para um congresso médico.

– Quando voltam?

– Seus tios em uma semana. Seus primos somente em dois meses. A senhora pode me dizer como quer que tudo funcione até que retornem?

– Dona Rosa, vou tomar um banho e conversamos melhor depois. Estou cheia de poeira. Pode ser? Disse Raissa, querendo evitar aquela conversa.

– Claro Dona Raissa. Vou preparar o seu jantar.

– Ok. Obrigada! Desço em 30 minutos. Disse Raissa se arrastando pelas escadas.

Raissa entrou no quarto, deixou as coisas em uma escrivaninha de madeira e foi direto para o banho. Aproveitou uma linda banheira de imersão com pés dourados e relaxou por alguns minutos sob a água morna que cheirava a gengibre e laranja.

Ela respirava fundo tentando relaxar e esvaziar sua mente.

“Preciso esvaziar a mente e parar de olhar para a situação como um problema. Fui treinada para isso. Minha formação prevê que eu dê soluções a problemas e ainda de maneira criativa. Passei a vida fazendo isso por meus clientes. Vou fazer por mim agora. Tenho um prédio em ruínas, com poucos móveis desgastados, restos de um chafariz e de arabescos e uma linha cristaleira cheia de porcelana Limoges. Isso é tudo que tenho. Ah e uma localização incrível. O metro quadrado mais caro da cidade. Uma rua famosa e turística. Isso é muito bom. Isso pode valer muito dinheiro. Acho que vou assistir alguns episódios de Extreme Makeover, a série que transforma ruínas em verdadeiras obras de arte. Pense Raíssa. Pense! Pense!” Ela se perdia em seus pensamentos tentando achar respostas, mesmo depois de ter acabado de se comprometer em esvaziar a mente para permitir que novas ideias chegassem. “Raissa, pare de se boicotar. Pare de pensar. Deixe que a inspiração venha. Deixe que novas ideias cheguem. Esvazie a mente. Vamos. Hum…. 1, 2, 3, 4, 5… Não consigo. Tem muita coisa acontecendo. Ainda mais agora que a Dona Rosa acha que sou a dona da casa e das orientações para ela. Preciso resolver essa questão com a Dona Rosa e tirar mais essa angústia da frente. Vou empoderá-la e dizer para ela que ela deve seguir fazendo tudo como sempre fez e que me adequarei a todas regras e à atual rotina da casa. Isso Raíssa! E depois do jantar vou até a biblioteca gigantesca e procurar livros que possam servir de inspiração, onde eu possa aprender sobre a história de Barcelona e sobre a arquitetura. Essa é uma boa resolução para hoje. E amanhã vou andar por aquela imensa rua de ponta a ponta e ver que tipo de comercio funciona ali. É isso! Tenho um bom plano.” Ela falava consigo mesma, no momento em que sentiu seu corpo relaxar e sua mente finalmente esvaziar.

Ela respirava fundo e já não pensava em mais nada quando começou a sentir frio. A água tinha esfriado e Raissa se levantou com calma. Tomou um banho de chuveiro e colocou seu pijama de flanela da Victoria Secrets estampado com listras cor de rosa e branco.

Ela desceu para jantar e tinha um lugar colocado para ela na sala de jantar formal. O lugar dela se perdia no espaço deixado pelas demais 17 cadeiras vazias.

– Olá Raíssa. Conseguiu relaxar um pouco?

– Sim! Estou com fome e o cheiro da comida está delicioso.

– Tem creme de mandioquinha de entrada e risoto de aspargos com filet mignon. Posso servi-la?

– Sim! Obrigada. Raissa respondeu achando aquilo tudo muito formal. Ela queria comer na cozinha e estava satisfeita somente com a sopa, mas preferiu não contrariar a rotina formal da casa.

– Aqui está. Disse Dona Rosa colocando um prato fundo feito com uma porcelana belíssima, em frente à Raíssa. – Quando decidir se quer mudar algo enquanto estiver sozinha por aqui, por favor me diga. Podemos adaptar nossa rotina para a sua rotina.

– Dona Rosa, prefiro seguir a rotina da casa. Portanto te peço eu siga fazendo tudo como sempre fez. Pode ser assim?

– Claro. A senhora quer decidir o cardápio?

– Eu preciso?

– Não senhora. Não precisa. Ela respondeu achando graça.

– Perfeito. Então a senhora decide. E pode seguir servindo essa sopa. Ela está deliciosa.

– Obrigada! Foi a cozinheira que fez. Levarei seu elogio a ela. – Estarei na cozinha, se precisar.

– Obrigada Dona Rosa.

“Gente, que horas ela dorme. Ela está trabalhando quando acordo e ainda está trabalhando quando vou dormir.”

Raíssa terminou o jantar e levou seu prato para a cozinha.

– Dona Raissa, eu retiro seu prato. A senhora não precisa traze-lo.

– Dona Rosa, vamos combinar uma coisa? A senhora segue fazendo tudo como sempre fez, mas eu trago meu prato na cozinha. E por favor, pode me chamar de Raíssa e de você. Podemos combinar assim?

– Como a senho… quer dizer. Como você preferir, Raíssa. Tentarei me acostumar.

– Vamos praticar. Eu posso pegar uma taça de vinho? Quero ler e adoro fazer isso tomando uma taça de vinho.

– Aqui está! Disse Dona Rosa feliz, servindo a taça de vinho para Raissa.

– Obrigada Dona Rosa. Vou até a biblioteca. Vocês podem ir descansar. Boa noite! Disse Raissa carregando sua taça de vinho.

– Boa noite Raissa.

Raissa saiu da cozinha e caminhou por um corredor largo com paredes revestidas com madeiras com lindos lambris e caminhos de tapetes com estampas clássicas, parecendo muito caros. Algumas mesas ostentando lindos arranjos de flores e muitos quadros nas paredes. Aquele lugar parecia ter pertencido a algum rei.

Ela entrou na biblioteca à procura de livros onde ela pudesse buscar alguma inspiração e podia reparar melhor nos detalhes da decoração. Sofás com tachinhas revestidos com veludo, muita madeira e muitos quadros. As obras de arte nas paredes eram retratos e eles chamaram a atenção de Raíssa, que seguia carregando sua taça vinho. Tinham oito quadros trazendo retratos de pessoas, pintados ao estilo impressionista. Ela estava tentando fazer associações quando um quadro chamou sua atenção. Uma mulher jovem, loira, de olhos verdes, que era idêntica a ela. “Meu Deus! Essa era a minha mãe biológica! Eu sou idêntica à ela!” Constatava Raissa sem entender bem seus sentimentos. “Esse homem e essa mulher, devem ser meu avós. Esse homem bonitão deve ser o dono do prédio em ruínas que herdei e os demais, meus tios, irmãos da minha mãe. Eles estavam aqui hoje de manhã e não reparei. Essa deve ser minha tia Constance, dona dessa casa. A família está aqui na parede.” Ela seguiu andando em direção à prateleira de livros e viu alguns porta-retratos em um grande aparador. Eram fotos da família que era para ser dela, de uma vida que era para ter sido dela. Ela se sentiu grata por seus pais e sua vida no Brasil. Seu coração se apertou de saudades e ela ligou para os pais.

– Oi filha! Disse a mãe ao atender o telefone. – Ainda bem que você ligou. Estávamos começando a ficar preocupados. Tem dois dias que não nos falamos. Como você está? Como estão as coisas por aí? A leitura do testamento foi hoje?

– Oi mãe! Tudo bem por aqui. E por aí? Estou com saudades.

– Filha! Nós estamos morrendo de saudades.

– Venha ficar comigo mãe.

– Minha filha não conseguimos tirar férias do trabalho. Me conte como estão as coisas aí. Estão te tratando bem?

– Está tudo bem! Estão me tratando bem. A leitura do testamento foi hoje e conheci algumas pessoas da família. Mas confesso que mal guardei os nomes. Os rostos então, não me lembro nem se vir um retrato falado. Meus tios biológicos, os atuais donos da casa que era da minha avó, viajaram. Meus três primos estudam em Londres e já voltaram para a universidade. Portanto estou sozinha aqui nessa casa gigantesca, pelos próximos dias.

– Minha filha, deve estar sendo estranho viver tudo isso.

– Mãe, não me sinto ligada a nada e nem a ninguém daqui. Você é minha mãe. Minha família está aí no Brasil. Vou resolver o que preciso resolver e vou voltar para casa. Não esqueça de ir na minha casa regar minhas plantas, por favor.

– Não vemos a hora que você volte para casa. Vou amanhã no seu apartamento. Fica tranquila. E que tal a casa que herdou? Já sabe o que fazer?

– Mãe, não é bem uma casa. É um prédio de quatro andares, com um andar térreo gigantesco. Tem até um pátio com chafariz, ou o que sobrou de um chafariz. Mas está tudo em ruínas. O prédio está abandonado há mais de trinta anos e eu não faço a menor ideia do que fazer. Eu não posso vender o prédio pelos próximos vinte anos. E segundo o advogado responsável pelo testamento, herdei o prédio pois tinha herdado a beleza da minha mãe biológica e saberia como transformar as ruínas em algo bonito. Eu nunca ouvi nada tão sem pé nem cabeça como isso.

– Raissa, sua mãe biológica era uma mulher lindíssima. Você se parece muito com ela. Era a filha mais bonita da família. A única filha bonita na verdade. Os homens eram bem charmosos, mas as outras duas mulheres, não foram providas com a beleza.

– Você trabalhou aqui muito tempo?

– Não, eu nunca trabalhei aí. Minha mãe trabalhava aí e eu cresci nessa casa. Eu brincava com as meninas e eu era muito amiga da sua mãe biológica. Foi um presente para mim criar a filha dela. Acho que sua avó se arrependeu muito do que fez com você. Agora me diga quais são os seus planos?

– Mãe, meus planos são fazer algum plano. Eu não tenho a menor ideia do que fazer com aquelas ruínas. Amanhã vou andar pela rua Paseo de Gracia, que é onde fica o prédio.

– Filha, o prédio fica na Paseo de Gracia?

– Sim!

– Esse é o metro quadrado mais caro de Barcelona, minha filha!

– Eu soube.

– Você está rica Raissa!

– Mãe eu não tenho ideia do que fazer com esse prédio e tampouco tenho dinheiro para recuperar o lugar e não sei como vou pagar as contas do lugar. A carga tributária deve ser altíssima. Nos próximos dias vou me inteirar de tudo. Entender as despesas e as condições, para então eu decidir o que fazer.

– Você saberá o que fazer Raissa.

– Tomara mãe! Assim que as coisas se clarearem por aqui eu te ligo.

– Conte comigo e com o seu pai minha filha. Siga dando notícias.

– Pode deixar mãe. Te amo. Boa noite.

– Também te amo. Boa noite minha filha.

Raissa desligou o telefone e foi atrás dos livros. Se interessou logo por um sobre Gaudí e se encantou com a obra arquitetônica dele. Decidiu que nos próximos dias visitaria todos os lugares que haviam sido projetados por ele.

“Será que posso conseguir o apoio de algum arquiteto famoso para assinar minha obra? Poderíamos fazer um acordo. Ele poderá transformar ruínas em uma jóia arquitetônica. Mas ok! Mesmo que eu ache o arquiteto que vale ouro, ainda assim não sei o que farei do prédio. Estou perdida. Pense Raissa!”

Ela seguiu ali por alguns minutos, perdida em seus pensamentos e resolveu ir até a cozinha e pegar mais uma taça de vinho.

Ela voltava para a biblioteca com sua taça de vinho, quando seus pensamentos se perderam no caminho.

“Eu nasci nessa casa. Era para eu ter vivido aqui. Que coisa estranha. Quanta coisa estranha. Eu não me sinto em casa. Quero que isso acabe. Preciso de uma ideia. Preciso voltar para a minha vida.”

Ela chegou na biblioteca e voltou para seu livro sobre a história de Gaudí e suas incríveis obras arquitetônicas em Barcelona. Ela foi até de madrugada lendo e acabou tomando a garrafa de vinho inteira.

Raissa foi dormir muito mais animada do que esperava, certa de que saberia o que fazer quando o novo dia chegasse.

E o novo dia chegou com um sol brilhante invadindo o quarto dela. Raissa levantou da cama animada e foi se arrumar. Ela saiu de casa e foi para o início da rua Paseo de Gracia, conforme tinha planejado no dia anterior.

Começou com um café acompanhado por um croissant, um bloco de notas e um lápis. Terminou seu café e se jogou “en el paseo de gracia” cheia de expectativas. Começou sua caminhada e logo um espaço bem decorado repleto com diferentes especialidades de cozinhas do mundo todo chamou sua atenção. O lugar era lindo. Ele te abraçava e convidava a entrar e não ir embora nunca mais. Ela resolveu tomar um sorvete, mesmo tendo acabado de tomar de café. No banheiro do lugar tinham fotos na parede mostrando a história do lugar. As fotos mostravam uma linha do tempo com fotos originais do lugar, mostrando o que aquele espaço era, antes de ser o espaço gastronômico maravilhoso que tinha se tornado, mostrava fotos com o processo de restauração do lugar e terminava com fotos atuais do local.

“Isso só pode ser um sinal de Deus. Eu entendi! Tudo vai dar certo.” Ela pensava permitindo que as lagrimas de emoção rolassem pelo seu rosto. E aquelas lágrimas se misturavam ao sorvete de framboesa que tomava.

Raissa saiu do lugar emocionada.

De lá passou por um hotel, cuja recepção ficava no térreo e era também uma loja que vendia óleos de banho e sabonetes com fragrâncias especiais que podiam ser escolhidas pelos hospedes para serem usados em seus quartos durante a hospedagem. Os cheiros que ela sentiu ali a levaram para algum lugar bom em sua memória. Ela comprou um sabonete empolgada. “Não sei o que farei com aquele prédio. Mas ele terá esse cheiro.” Ela pensava enquanto pegava sua sacola e saia do lugar.

Ela seguiu caminhando pela larga avenida. Visitou os prédios de Gaudí e morreu de amor. Quando chegou em frente ao seu prédio em ruínas estava totalmente encantada com aquele aquele lugar.

Ela parou em frente ao prédio, que ficava perto do famoso prédio projetado por Gaudi, o La Pedreira, que estava lotado de turistas tirando fotos.

“Tem algo bom aqui! Não sei se foi esse passeio incrível por essa rua pulsante e cheia de possibilidades, se foi o vinho de ontem, se foi Gaudi, se foram as fotos do restaurante que mostraram sua restauração ou se foi o cheiro de rosas e flores brancas desse sabonete que lembram meu perfume da Chloe, mas algo nesse prédio o faz parecer muito mais bonito do que estava ontem. Talvez seja a luz do sol trazida por esse novo dia.” Raissa pensava enquanto olhava o prédio. E pela primeira vez em muitos dias, mesmo diante de ruínas, ele viu beleza e poesia no que via.

CONTINUA…

O CAPÍTULO 20 SERÁ PUBLICADO NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

Capítulo 19 – Novo dia

Sabrina Almeida


Sou mãe, filha, esposa, mulher, amiga, confidente, conselheira. Sonhadora, determinada e realizadora. Organizada, mas com um que de caótica. Apaixonada pela vida e pelas pessoas. Intensa! Publicitaria, trabalho desenvolvendo produtos e marcas para deixar as pessoas mais bonitas e felizes. Escrevo porque amo escrever. Minha cabeça está sempre repleta de sonhos e devaneios. Sigo sempre meu coração. Hoje penso mais antes de tomar uma decisão. Encontrei a FELICIDADE, assim todinha maiuscula, nas coisas simples da vida. E escrever é uma delas. Enquanto as pessoas vão para a academia, fazem trilhas, tocam instrumentos musicais, cozinham… Eu escrevo! Esse é o meu hobbie… Escrevo para traduzir o que está no meu coração, sem regras, métodos ou filtros. Escrevo porque me inspira e me faz feliz. Acredito que é simples ser feliz e que para isso é preciso uma boa dose de coragem, de sorte e de sonhos e devaneios. Quando eu decidi escrever, uma pessoa me perguntou: “quem te garante que as pessoas vão se interessar pelo que você escreve?” E a minha resposta é como vou concluir minha apresentação. Vou escrever para tentar ajudar as pessoas a ver diferentes perspectivas, rir no meio de um dia difícil ou enxergar poesia no dia a dia. E se eu conseguir tocar o coração de pelo menos uma única pessoa, já terá valido à pena.


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