Helena e Raissa ficaram eufóricas com o beijo de Lara no desconhecido, mas de alguma maneira Helena não tirava o homem do elevador da cabeça. Nem a ausência de Gustavo desde o beijo de ano novo chamava a sua atenção.

Os pensamentos de Helena foram interrompidos por Gustavo chegando, a abraçando Helena pelas costas e por um instante ela desejou que fosse o seu vizinho.

“Meu Deus! Estou muito louca. Que pensamentos são esses Helena?” Ela falava consigo mesma em seus pensamentos.

– Vamos dançar? Convidou Gustavo.

– Sim! Ela se empolgou, voltando a se conectar com o presente.

Eles dançavam aproveitando a noite quando Lara reapareceu sozinha.

– Amiga! Não acredito que você já cumpriu sua meta de ano novo. Quem era o cara? Perguntou Helena empolgada.

– Não faço a menor ideia.

– Amiga! Como assim? Espantou-se Helena.

– Sou uma nova mulher e agora meu coração terá mais voz.

– Te apoio totalmente minha amiga.

– Cadê a Raissa?

– Sumiu com meu irmão.

– Achei o Vitor bem interessado nela. Ele age como se fosse namorado dela.

– Também achei.

– Essa era hora de ela ficar indisponível para ele. Ai Helena estou tão empolgada! Vou buscar um drink. Disse Lara totalmente eufórica.

– Vai amiga.

Lara foi buscar seu drink e Helena ficou mais uma vez sozinha com Gustavo. Apesar de ele estar muito carinhoso com ela, ela seguia sentindo que algo tinha mudado na relação deles e já não conseguia retribuir ao carinho dele como antes.

Raissa chegou junto com Vitor e Lara logo estava de volta. Finalmente as três amigas estavam juntas. Elas dançaram como há tempos não acontecia e se divertiram mais do que esperavam.

A noite estava quente, mas uma brisa que vinha do mar amenizava a temperatura e inspirava as amigas a fazerem muitos brindes entre uma música e outra.

Lara seguia flertando com desconhecidos na pista de dança montada na areia e beijou mais um desconhecido, trazendo ainda mais descrença e admiração para as amigas.

As meninas seguiam cada vez mais animadas enquanto a noite passava.

– Meninas! Vamos ver o sol nascer? Disse Lara empolgada trazendo mais um drink depois de beijar mais um desconhecido.

– Amigaaaaa! Você beijou mais um! Está arrasando nesse novo ano. O nome desse você sabe?

– Não! Não perguntei. Ela dizia no momento em que foi interrompida.

– Aí está você! Disse o primeiro desconhecido que Lara tinha beijado. – Fui buscar drinks para gente e você sumiu.

Lara ficou super constrangida.

– Eu fui ao banheiro e me perdi de você. Acabei encontrando as minhas amigas e fiquei por aqui.

– O que importa é que te encontrei. Disse ele. – Vamos dar uma volta?

Ela deu um gole enorme em seu drink. “O que falo para ele?” Ela pensava.

– Na verdade eu estava indo embora. Tenho que voltar para São Paulo amanhã. Ela mentiu para despistar o moço.

– Que pena! Vamos ver se nos encontramos em São Paulo. Tome meu cartão. Me liga e tomamos um drink por lá. Ele disse.

– Combinado. Ela disse dando um beijo nele.

Ele riu.

– Você é surpreendente! Ele disse.

Ela não respondeu nada além de uma piscada de olhos e um lindo sorriso.

Ele foi embora. Ela guardou o cartão no bolso do shorts, sem olhar o nome. Naquele momento ela se sentia a pessoa mais poderosa do planeta.

Quando Lara voltou para as amigas elas gritavam.

– Ele é um gato amiga! Como dispensou dar uma volta com ele? Perguntou Raissa.

– Eu não quero compromisso! Quero beijar desconhecidos hoje. Respondeu Lara alta depois de beber tantos drinks. – Eu sei bem o que ele queria!

– Lara, ele só te chamou para dar uma volta. Não foi exatamente um pedido de casamento. Disse Raissa.

As meninas caíram na gargalhada.

– E por falar em casamento. Não fui pedida em casamento à meia noite. Disse Helena desapontada.

– Ai amiga! Você quer mesmo casar? Disse Lara descrente em casamentos. – Por que você quer tanto se casar?

– Lara nem sei o que te dizer. Mas quero. Quero encontrar meu marido no final do dia e jantar com ele tomando vinho em uma segunda-feira. Quero planejar as férias e debater sobre a educação do nossos filhos. Deve ser uma delícia viver a fase de fazer os filhos. Quero viver a fase se transar loucamente para tentar engravidar.

– Por falar nisso, faz tanto tempo que não faço sexo. Disse Lara dando mais um longo gole no seu drink.

– E eu faço sexo quase todos os dias com um cara que não anda de mãos dadas comigo para ir ao cinema. Lamentou-se Raissa.

– Vamos mudar de assunto e voltar para o plano de ver o sol nascer. Propôs Raissa percebendo que o clima começava a ficar triste.

Nesse momento Vitor e Gustavo chegaram.

– Vamos dormir Helena? Propôs Gustavo. – Estou exausto.

– Amor! Acabamos de combinar que vamos ver o sol nascer.

– Você só pode estar maluca! Quantos anos vocês tem? Indignou-se Gustavo.

– Jura? Que velho Gustavo! Zangou-se Helena.

– Eu também estou morto. Vamos dormir Raissa?

– Vitor eu vou ficar com as meninas. Disse Raissa.

– Eu também vou ficar Gustavo. Pode ir dormir. Complementou Helena.

– Você tem certeza amor? Perguntou Gustavo tentando ser gentil e se redimir depois do mal humor de instantes atrás.

– Tenho! Vá descansar. Vou ver o sol nascer com as meninas. Esse é o primeiro dia do ano! 

– Ok! Já não sei se amo ou odeio essa sua energia. Brincou Gustavo.

– Espero que ame.

– Juízo meu amor.

Eles se despediram. Vitor e Gustavo foram para casa dormir e as três amigas ficaram na festa. Faltava pouco mais de duas horas para o nascer do sol e elas foram dançar. Uma euforia seguia tomando conta delas.

Elas seguiram tomando drinks e sentiam uma felicidade enorme que as faziam se sentirem imortais e não se lembravam de quando tinham se sentido tão felizes.

– Meninas! O sol já já vai nascer. Disse Helena empolgada.

– Vou buscar uma garrafa de champanhe e vamos caminhar na praia. Que tal? Disse Lara, ainda mais empolgada, correndo para pegar a garrafa.

Elas foram caminhar na areia no momento em que o sol dava seus primeiros sinais e começava a colorir o céu trazendo uma enorme sensação de gratidão ao coração delas.

– O nascer do sol no primeiro dia do ano acaba de dar seus primeiros sinais. Disse Helena maravilhada com as cores que começavam a tomar conta do céu. – E nós estamos aqui! Juntas! 

– Somos muito abençoadas. Disse Raissa suspirando.

– E ainda temos umas às outras. Derreteu-se Lara.

O sol despontava redondo no horizonte trazendo o novo ano e ele vinha cheio de promessas de felicidade, perspectivas de mudanças e expectativas sobre o amor.

– Meninas, vamos refazer nossas metas para esse ano? Propôs Helena.

– Eu quero um amor. Aliás, eu quero amar. Disse Lara, sem pensar muito.

– E eu quero me amar e me encontrar em uma relação de verdade. Falou Raissa também sem pensar.

Helena respirou fundo.

– Eu quero me casar. Quer dizer, quero uma relação com perspectivas reais. Disse Helena determinada.

– Um brinde nesse lindo nascer do sol ao amor! Propôs Raissa empolgada.

– Que venha o amor! Disse Helena.

– O amor verdadeiro. Complementou Lara.

As meninas brindavam, riam e se divertiam quando Helena paralisou novamente, como tinha acontecido logo depois das badaladas da meia noite naquela noite.

– Hey amiga! O que foi? Está parecendo que viu fantasma de novo. Perguntou Lara.

As meninas olharam para onde Helena olhava e viram o homem deslumbrante que tinha tirado Helena do sério, seu novo vizinho, vindo na direção delas, segurando uma garrafa de champanhe nas mãos, com um grupo grande de amigos.

O coração de Helena disparou. Ela não conseguia controlar. Era a primeira vez que ela sentia aquilo na vida e o céu colorido pelo nascer do sol deixava tudo ainda mais poético.

 

CONTINUA…

O CAPÍTULO 3 SERÁ PUBLICADO NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

 

Capítulo 2 – Nascer do Sol

Sabrina Almeida


Sou mãe, filha, esposa, mulher, amiga, confidente, conselheira. Sonhadora, determinada e realizadora. Organizada, mas com um que de caótica. Apaixonada pela vida e pelas pessoas. Intensa! Publicitaria, trabalho desenvolvendo produtos e marcas para deixar as pessoas mais bonitas e felizes. Escrevo porque amo escrever. Minha cabeça está sempre repleta de sonhos e devaneios. Sigo sempre meu coração. Hoje penso mais antes de tomar uma decisão. Encontrei a FELICIDADE, assim todinha maiuscula, nas coisas simples da vida. E escrever é uma delas. Enquanto as pessoas vão para a academia, fazem trilhas, tocam instrumentos musicais, cozinham… Eu escrevo! Esse é o meu hobbie… Escrevo para traduzir o que está no meu coração, sem regras, métodos ou filtros. Escrevo porque me inspira e me faz feliz. Acredito que é simples ser feliz e que para isso é preciso uma boa dose de coragem, de sorte e de sonhos e devaneios. Quando eu decidi escrever, uma pessoa me perguntou: “quem te garante que as pessoas vão se interessar pelo que você escreve?” E a minha resposta é como vou concluir minha apresentação. Vou escrever para tentar ajudar as pessoas a ver diferentes perspectivas, rir no meio de um dia difícil ou enxergar poesia no dia a dia. E se eu conseguir tocar o coração de pelo menos uma única pessoa, já terá valido à pena.


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