Capítulo 23 – Tire Essas Pedras das Mãos

A transição para a nova área dá muito trabalho e distrai Malu completamente. E além disso, a última semana útil do ano é cheia de coisas para fazer porque a agência vai dar férias para todos os funcionários por 10 dias, entre a semana de Natal e o ano novo. Ela não tem tempo para pensar em mais nada.

A semana é muito intensa. E muitas coisas acontecem na vida de várias pessoas. Durante as noites Malu tem desabafado com Vitor e Edu, contando sobre a total ausência de novidades da sua vida amorosa. A história com Cadú, ainda não é bem um romance, mas Malu está gostando de ficar com ele. Pedro, tenta se dedicar à relação com Diana, mas não sente amor por ela. Ele começa a sentir falta da barriga e Diana segue dando desculpas enquanto tenta desesperadamente engravidar dele de novo. Diana anda cada vez mais nervosa e isso assusta demais Pedro. Fabio pede Stella em casamento. Malu recebe um DVD com o ultrassom da gravidez de 3 meses da sua irmã. Thomas, o irmão de Malu, chega de Nova Iorque com a família para as festas de final de ano. Malu e Duda conversam muito sobre a relação de Duda e Theo, que agora estão ficando de novo, sem tanta preocupação em esconder de todo mundo. Eles não contam, mas também não escondem mais.

A semana finalmente acaba e com ela o último dia de trabalho e à noite acontece a festa de final de ano com a premiação dos melhores do ano. Todos estavam ansiosos por esse momento. Ele representava as grandes celebrações do ano e a chegada das férias.

Malu está atrasada, precisava chegar cedo na festa a pedido de Pedro e Rebeca. Desce do taxi correndo, linda de vestido branco com um decote transpassado e cinto preto grosso, marcando sua cintura, sandálias de salto bem altas e uma maquiagem leve com delineador e batom vermelho. Quando ela chega, a primeira pessoa que vê é Pedro, que está recepcionando os funcionários que vão concorrer a prêmios naquela noite. Ela deixa Pedro sem fôlego.

– Uau! Parece que cada dia que passa você fica mais bonita.

– Obrigada!

– Como você está?

– Como eu estou? Pergunta complexa.

– Jura? Quase todos os diálogos começam assim. E as pessoas não sentem dificuldade em responder… geralmente.

– Hum. Juro. Quer ver como é complexo te responder como estou?

– Eu adoraria.

– Estou com saudades. Sinto sua falta. Sinto falta de saber sobre o seu dia, sobre sua vida, sobre como andam os preparativos para ser pai, seus planos, sobre como está o seu coração, sobre o placar com número de mulheres que você ficou para conseguir seguir tentando construir algo com a Diana. Sinto falta de te contar meus planos de ano novo, minhas ideias, dar risada de perder o folego com você, de te contar o que se passa no meu coração, mesmo que de alguma maneira esse assunto envolva você. Resumindo. Estou com saudades.

Era a trégua, que o coração de Malu pedia. Ela morria de saudade de ter Pedro na vida dela. Por isso deixou escapar pela boca, tudo que estava no seu coração.

Pedro olha para ela com muito carinho e finalmente diz:

– Você é mesmo muito surpreendente. Também sinto muito sua falta e preciso dizer que você anda bastante desatualizada a partir de algumas coisas que você disse sobre mim. Precisamos conversar. Também quero saber de você e dos seus planos. Também sinto muito a sua falta.

Assim que termina de falar, puxa Malu e dá um abraço forte e apertado nela.

– Senti muita falta desse meu lugar preferido no mundo. Diz Malu.

– Eu também.

– Vem precisamos chegar na festa. Roubei você completamente. Diz Pedro.

A cerimônia de premiação começa no horário previsto e como era esperado, Malu e Caíque levam o prêmio de dupla mais criativa e empreendedora do ano. Eles trouxeram as melhores ideias pela avaliação da criação e também a maior receita incremental. O prêmio foi um final de semana em uma pousada no litoral norte de São Paulo para ir com um acompanhante. Malu acha graça. Com quem iria para Ilha Bela?

Assim que termina a premiação, começa a festa. O espaço era um grande quadrado, com decoração minimalista. A pista pega fogo assim que o DJ começa tocar. A sequencia de músicas é totalmente eclética e todos, como sempre, bebem e se divertem muito.

Já no meio da madrugada, Duda e Malu conversam:

– Acho que bebi demais. Diz Duda rindo.

– Tudo bem! Você está celebrando um grande ano profissional. Quer dizer, nós estamos. Podemos beber demais.

– Meu medo é acabar me jogando em cima do Theo. Sempre que bebo demais fico mais vulnerável a esse tipo de coisa.

– Duda, vocês tem ficado juntos desde aquele dia na boate. Certo?

– Certo.

– Então qual é o problema?

– O problema é que para ele está bom assim, enquanto para mim…

– Você está querendo namorar o Theo?! Pergunta Malu surpresa.

– Ah Malu! Sim. Estou totalmente apaixonada. Não quero mais que ele se sinta constrangido comigo. No começo era divertido esse lance de incompatibilidade. Era divertido e excitante a gente esconder o outro pelos estilos e filosofias totalmente diferentes. Mas agora, essas coisas realmente perderam importância para mim e eu gostaria que também tivessem perdido para ele. Mas pelo jeito que ele está conduzindo isso tudo, parece que ele ainda tem vergonha de mim, pelo fato de eu não ser a Barbie.

– Duda, você é uma mulher incrível, que deixa a qualquer Barbie comendo poeira. E está claro que ele gosta de você do jeito que você é.

– De quem estão falando? Quem gosta de você? Me avisa quem é, porque vou lá avisar que você não está disponível. Diz Theo de maneira divertida, que acabava de chegar e tinha escutado a última frase da conversa.

– Ah você estava aí? Não te ensinaram que é feio escutar a conversa dos outros? Diz Duda em tom de brincadeira, envergonhada por ele ter ouvido. – Ah e eu não estou disponível?

– Não. Não está! E eu estava te procurando. Vem, vamos dançar. Senti sua falta na pista. Diz Theo super empolgado.

– Vamos Malu? Convida Duda, se levantando. Com a felicidade estampada na cara, com um sorriso de orelha à orelha.

– Sim vamos! Levanta Malu buscando empolgação e muito feliz pela amiga.

Na pista de dança, os poucos que sobraram na festa, dançam muito animados e seguem bebendo. Pedro, já bastante alterado pelo álcool, se aproxima de Malu:

– Parabéns pelo prêmio.

– Obrigada. Responde Malu.

– Sinto muito sua falta. Quero que tudo seja como antes.

– Vai ser como antes.

– Estou falando dos beijos.

– Pedro, mal conseguimos nos escutar com esse barulho. Conversamos sobre isso depois. Não é possível mais ser como antes. Nenhum de nós dois é como era antes. Nós mudamos. O que não quer dizer que não vamos conseguir seguir um na vida do outro.

– Vem aqui. Precisamos resolver isso agora. Diz Pedro puxando Malu pelo braço.

– Pedro o que você está fazendo?

– Tirando você daqui.

Ele leva Malu para uma área aberta onde já não tem mais ninguém. Ali eles tem privacidade o suficiente para conversarem sobre qualquer coisa.

Antes de falar qualquer coisa Pedro pega o rosto de Malu com as duas mãos, encosta ela na parede e diz:

– Você me passa sinais confusos e não estou resistindo você nesse vestido branco. Estou comprometido em uma relação que quero de verdade que certo. Mas aí aparece você, linda de vestido branco dizendo que daremos um jeito, depois de sumir quando te disse que fiquei com outra mulher. Me apoia a cuidar da minha relação mas me beija e diz que eu sou o amor da sua vida. Está foda. Quero beijar você agora. Diz Pedro sem dar qualquer espaço para a Malu falar e já tentando beijar ela.

– Pedro! Acho que você bebeu demais. Quando eu te disse para arrumar a bagunça, você resolveu se dedicar para sua nova vida e para essa família. E eu já te disse que não serei a outra. Por favor, me dê espaço para eu tirar você do meu coração. Diz Malu afastando Pedro. – E tem mais. Você bebeu demais. Vai se arrepender disso depois. Por favor, pare! Entenda o meu sinal. Enquanto você tiver uma namorada, nada vai acontecer entre a gente. Não foi o seu filho que vai nascer que me afastou de você.

Pedro olha para ela sem falar uma única palavra.

– Está vendo? Na hora de decidir você fica calado. Preciso ir Pedro. Isso tudo é demais para mim.

Malu vai embora morrendo de vontade daquele beijo, mas certa de sua decisão. Ele teve a chance de dizer tudo e não disse! Diz para ela mesma enquanto se afasta rumo à porta de saída.

No taxi está tocando a música A Canção Tocou na Hora Errada e Malu começa a cantar junto a música que parecia ter sido feita para aquele momento. A canção tocou na hora errada… mas já não sei de que forma mesmo você foi embora… e isso é suficiente para ela cair em lágrimas. Ela não tinha ideia de quando veria Pedro de novo, já que estavam de férias e voltariam em 15 dias. Ela nunca tinha passado tanto tempo longe dele. Morreu de vontade de beijar ele. Mas não podia se colocar no papel da outra na vida dele. E ele teve a chance de correr atrás dela. E não correu.

No sábado ela vai para a casa dos pais. Como seu irmão chegou de Nova Iorque com a família, ela quer aproveitar todo o tempo ao lado deles. Então decidiu ficar na casa dos pais até o dia 27/12, quando finalmente viajariam juntos para as férias e o ano novo na praia.

Os preparativos para o Natal distraem Malu completamente de todo vazio que existe dentro do seu coração. As compras de Natal com a mãe, as longas conversas regadas a vinho, sem pressa com sua família porque ninguém tinha que trabalhar no dia seguinte. A preparação da ceia. A reunião de toda a família que acontecia todos aos anos, com crianças correndo e cheias de expectativa, mostrando que a felicidade está nas coisas simples da vida. Pedro liga algumas vezes nesses 4 dias, mas ela não atende nenhuma delas.

No dia em que ela vai viajar para a praia, recebe uma mensagem logo cedo de Pedro:

“Hoje é dia 27/12 e eu não gostaria de jeito nenhum que esse ano acabasse sem que a gente tivesse uma conversa. Com os 2 sóbrios dessa vez. Sem que ninguém saia correndo. Por favor. Podemos nos encontrar?”

“Eu viajo hoje. Podemos nos ver logo depois do almoço.”

“Me atende então. Vou te ligar para a gente combinar.”

Toca o telefone de Malu.

– Oi Pedro.

– Oi. Onde você quer encontrar?

– No café da livraria perto da agência. Preciso comprar um livro novo para ler nas férias. Pode ser?

– Combinado. Às 15h?

– Perfeito. Até já.

Malu chega na livraria e Pedro já está lá.

– Oi desculpe o atraso! Meus pais me deixaram aqui. Eles precisam fazer algumas coisas em São Paulo antes de viajarmos. E está chovendo muito lá fora. Uma tempestade, por isso o transito está terrível.

– Eu esperaria a tarde toda. Quero mesmo conversar com você.

– Também quero.

– Precisamos resolver essa história. Não dá para a gente ficar achando um monte coisas que só confundem ainda mais a história. Por exemplo, você achar que quero te transformar na outra da história.

– Você tentar me beijar depois de resolver se dedicar e se comprometer com uma mulher que espera um filho seu é sim me dar como opção ser a outra na sua vida. Desculpe. Mas não acho que eu entendi nada errado.

– Malu, se você começar por aí, essa conversa não vai dar certo. Você está começando pelo final e pelo que entendi muita confusão e muito achismo aconteceu para que isso acontecesse.

– Você tem razão. Talvez eu esteja levando isso muito para o lado pessoal. Isso tudo está acabando com a minha auto estima. Por isso, estou explosiva desse jeito.

– Por isso você resolveu ficar com um dos meus melhores amigos?

– Agora é você que já está no final. Muita água passou embaixo dessa ponte. E você também já ficou com uma das minhas melhores amigas. Teoricamente, estamos quites.

– Mas você tinha um namorado na época. Agora as coisas são muito diferentes.

– Diferentes como, Pedro? Você também tem uma namorada! As coisas são idênticas.

– Mas a gente não tinha nenhum envolvimento… Sério que estamos negociando isso?

– Não é por isso que estamos aqui? Para acabar com os achismos?

– O fato de você achar que é a mesma coisa me confunde. Porque antes não tínhamos nenhum envolvimento amoroso e agora temos. Isso muda um pouco as perspectivas. Não acha?

– Pedro, não importa o que eu acho. Vamos. Você pediu essa conversa. Comece do começo.

– Quero entender porque você falou que eu era o amor da sua vida e me beijou, quando fui te resgatar bêbada de madrugada na boate, se pretendia ficar com o meu amigo. Quero começar por aí.

– Eu disse o que eu disse, porque eu estava bêbada. E eu não pretendia ficar com o Cadu naquele momento. Você deu o meu telefone para ele e disse para ele cuidar bem de mim. Você me entregou para ele. No momento em que você me disse que tinha feito isso eu entendi que você queria me afastar de você de alguma maneira. Porque afinal de contas, você tinha uma namorada.

– Por que você me beijou?

– Porque eu estava com vontade.

– E não tem mais vontade?

– Essa conversa é para fazer carinho no seu ego? Por que você precisa que eu verbalize que eu tenho vontade de você? É para o bem de sua auto estima? De verdade, que diferença faz isso agora? Pergunta Malu brava.

– Auto estima? Não viaja. Saber se você me quer ainda, faz toda a diferença.

– Ah faz? Se eu disser que ainda tenho vontade, o que você vai fazer? Abandonar a sua namorada grávida para ficar comigo? Vou te falar o que você está fazendo com a minha auto estima. Você está acabando com ela. Na minha singela percepção você preferiu a Diana a mim, depois de termos tido algo incrível na Bahia, que poderia ter futuro e que me fez acreditar de verdade que você era o amor da minha vida. E depois de preferir ela, ainda agiu como um canalha ficando com outras mulheres e não comigo, como se eu não tivesse nenhum sentimento por você. Ou seja, primeiro você preferiu ela e depois, quando resolveu não levar essa história a serio, ao invés de me procurar, resolveu sair por aí beijando mulheres desconhecidas. E para melhorar, ainda incentiva seu amigo a sair comigo e dá força para ele ficar comigo. Mas quando eu fico, fica louco e não vai no meu aniversário. Você tem noção da falta que você fez? Aí você me vê um dia em que bebeu demais e me encosta na parede, sem pedir licença e diz algo que me fez entender que me achou gostosa no meu vestido branco e por isso queria me beijar. Exatamente como fez com as gostosas desconhecidas que você beijou sem compromisso no bar. Isso tudo acabou com a minha auto estima e está acabando com ela diariamente. No caso pisoteando ela. E me deixando totalmente confusa, sem saber como agir, pensar, sentir…

Começa a tocar o telefone de Pedro insistentemente. Era Diana ligando sem parar. Ele não atende. Até que Malu diz:

– Atende logo esse telefone e veja o que ela quer. Ela não vai parar.

– Melhor eu atender. Desculpe.

– Oi Diana. Estou no meio de uma conversa importante.

– Com quem?

– Ninguém importante. Um assunto de trabalho. Diga. O que aconteceu?

– Preciso falar com você. Tem algo me consumindo e precisamos conversar. Que horas você chega em casa? Precisamos conversar.

– No final da tarde. Mas está tudo bem?

– Não! Na verdade não está tudo bem. Mas vai ficar.

– Assim você me deixa preocupado.

– Não fique. Vai ficar tudo bem.

– Até mais tarde então.

Ele desliga o telefone e volta para a conversa com a Malu. E ela volta a falar.

– Você me pareceu bem aflito. Acho que essa sua conversa de trabalho, com ninguém importante, pode esperar até o ano que vem. Afinal, estamos de férias. Sua mulher está precisando de você. Acho que você deveria ir para casa agora!

Malu diz isso já se levantando e vai embora correndo. Pedro se levanta e tem um pouco de dificuldade para sair, pois tinham muitas cadeiras ocupadas atrapalhando seu caminho. Ele corre atrás dela e quando vê Malu, ela já está na rua, correndo na chuva, na tempestade que cai do lado de fora. E ele segue atrás dela.

Ela para de correr, já sem ar, e começa a andar sem rumo, totalmente encharcada. Tem vontade de explodir de raiva. Está tão nervosa que o seu choro fica entalado na garganta apesar da enorme vontade que tem de chorar. Ela só quer sair dali.

Em alguns segundos, Pedro puxa ela pelo braço e grita porque a chuva forte faz muito barulho:

– Que porra você está fazendo?

– Estou fugindo dessa loucura. Me deixe em paz Pedro. Não quero mais falar sobre nada disso.

– Você está agindo de maneira imatura e insensata. Não sei nem que nome dar para isso.

– Pois é! Você não tem ideia do que está acontecendo dentro de mim. Eu queria tanto você. E você não me quis. E você não me deixa ir embora. Quando algo bom acontece, você faz com que eu me sinta culpada. Você me chama para conversar e atende sua mulher todo carinhoso dizendo que está preocupado e que eu não sou ninguém importante. E eu estou fugindo e me protegendo disso tudo. É essa a porra que eu estou fazendo.

Pedro continua segurando ela pelos braços, olha dentro dos olhos dela. Ao fundo dá para ouvir a música Daylight do Maroon 5 que toca no bar em frente de onde estão parados.

– Tudo soa errado. Sempre acabamos brigando e nada fica esclarecido. Não conseguimos estabelecer uma única conversa lucida. E essa é a campeã de todas. Debaixo de uma chuva torrencial. Não estou te iludindo e ganhando tempo para fazer de você a outra. Não quero de maneira nenhuma tirar você da minha vida, abrir mão de você, mas também quero fazer o que é certo. Vamos parar de zonear essa porra toda e conversar em um lugar seco. Por favor tire essas pedras da mão.

– Não está ganhando tempo? Para mim, é isso mesmo que você está fazendo.

– Malu, estou juntando os cacos e tentando consertar as coisas. Me ajuda!

Malu não resiste e finalmente as lágrimas represadas pela raiva, começam a rolar pelo seu rosto e ela começa a chorar.

– Malu não chora. Não quero mais te ver chorando. Por nada. Muito menos por minha causa.

Ela segue chorando sem dizer nada. E ele, sem pensar muito abraça ela. E assim eles ficam, por alguns segundos debaixo de uma tempestade.

Por mais que lutem contra a vontade que sentem um do outro, o desejo está ali. E o desejo que cresce, faz ela tentar se afastar dele, mas ele não deixa. Segura ela firme quando finalmente ela diz algo:

– Eu também estou juntando os cacos. Estou tentando tirar você do meu coração. Eu acreditei de verdade que você é o amor da minha vida. Por isso eu disse isso…

Pedro não resiste e com ela ainda em seus braços, que não tenta mais escapar, olha nos olhos dela interrompe o que ela está dizendo e diz:

– Porra Malu, o que você fez comigo?

E sem falar mais nada beija ela apaixonadamente. Ali debaixo da chuva.

A Canção Tocou na Hora Errada

Daylight

CONTINUA…

O CAPÍTULO 24 SERÁ PUBLICADO NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *