Capítulo 24 – Até breve, meu amor

Nina não conseguia parar de chorar e nem tinha coragem de abrir seu email para ler a carta que o advogado tinha ficado de lhe enviar em nome do seu irmão.

– Hey Nina, o que está havendo? Perguntava Roberto preocupado.

– Meu irmão sofreu um acidente de carro e está em coma. Minha cunhada morreu. Minhas sobrinhas perderam a mãe e talvez percam o pai. Por que algo assim acontece com uma família boa, meu Deus? Ela dizia completamente desesperada.

– Que tragédia. Vamos para Portugal. Ele disse.

– Bob, o advogado vai me enviar uma carta do meu irmão. Preciso ver meu email. Ela respondeu desconcertada.

– Estou aqui para você.

– Obrigada Bob. Disse ela acessando o email do celular. – Está aqui. A carta chegou.

– Vou te dar um minuto.

– Vou para a varanda. Ela disse, sem entender direito o que sentia.

– Estou aqui. Precisando, é só chamar. Ele respondeu, se sentindo desolado.

– Obrigada Bob. Ela deu um beijo rápido nele e foi para a varanda.

Ela tremia e pensava no que poderia estar escrito naquela carta. Pensou um pouco, tentando adivinhar o que estava escrito ali, até que finalmente tomou coragem e abriu o arquivo em expectativa.

“Oi Nina, por favor fique firme e saiba que te amo muito. Se você está abrindo essa carta, algo muito ruim aconteceu comigo e com a Cecília. Talvez tenha acontecido o que eu tanto temi e uma das minhas aventuras pela vida não terminou muito bem.

Você sabe que sempre apreciei a vida e nunca economizei um minuto para vive-la. Se estou partindo para outro lugar, nessas condições, foi porque aproveitei cada momento aqui. E parti fazendo aquilo que eu mais gostava.

Me lembro quando eu e a Cecilia começamos nossa aventura, antes das meninas chegarem. Ah Nina como eu amo essa mulher. Como é bom viver ao lado dela. Te aconselho a buscar alguém que tope viver as suas aventuras com você. Que esteja ali para tudo que der e vier.

Quando eu me casei, achava que a conversa “Na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, estejam juntos até que a morte os separe”, era balela. Mas o casamento me mostrou que é isso mesmo. É estar junto para tudo. de quanto mais coisas difíceis nós passávamos, mais amávamos uns aos outros e mais apreciávamos as coisas boas da vida.

Eu vivi Nina! Muito. Sempre fui feliz e estive no lugar que queria estar. Te aconselho a viver seus sonhos e percorrer os lugares que sempre habitaram seus sonhos. Vá viver Nina. Não pense tanto.

Se case Nina! Mas só se sentir que pode contar com essa pessoa para qualquer coisa.

Você é a pessoa mais incrível que eu conheço. Eu queria ter sido a metade da pessoa maravilhosa que você é.

Te escrevo porque tenho um grande medo. De minhas filhas ficarem sozinhas e longe da família. Aqui em Portugal há uma lei que não permite que menores de idade, nascidos em Portugal, que percam os pais, saiam do país com nenhum tipo de parente ou conhecido dos pais.

Por isso, caso aconteça algo comigo e com a Cecília, te peço com todo o coração, que venha para Portugal cuidar das minhas filhas, como se você fosse mãe delas. Elas te amam tanto Nina. Você é a única pessoa em quem confio para essa missão.

Sei que é egoísta de minha parte te pedir isso, mas acredite que não tenho outra opção. Você é forte e sempre foi capaz de consertar tudo. De dar um jeito para tudo. Você é a mulher mais incrível que conheço e tenho muita sorte de tê-la como irmã.

Cuide das minhas filhas como se fossem suas, se um dia eu não estiver mais aqui, por favor minha irmã.

Estou deixando tudo para elas e você é a tutora. Você decide como gastar o dinheiro. Minha casa em Portugal será passada para o seu nome e peço que cuide de tudo minha irmã.

Você deve estar se perguntando porque nunca te contei nada disso. Porque nunca te consultei. Eu te conheço e sei que sabe a resposta. Você me acharia um lunático, se eu te contasse.

O meu advogado vai te apoiar completamente em tudo.

Sempre te amei e vou te amar para sempre. Obrigada por ser minha irmã e me perdoe por isso.

Te amo para sempre.

Cadu”

As lágrimas rolavam sem parar no rosto de Nina. Ela sequer conseguia entender o que lhe causava mais pânico e tristeza. Ela podia perder o irmão a qualquer momento e via a sua própria vida virando de cabeça para baixo, no momento em que as coisas pareciam ir muito bem e ela encontrava uma felicidade que sequer sabia que existia.

“O que vou fazer meu Deus?” Ela pensava procurando por um sinal divino. “Como assim o que vai fazer? Você vai para Portugal. Amanhã. Vai agora mesmo se der. Você vai cuidar das suas sobrinhas e vai estar lá quando o seu irmão acordar. Porque ele vai acordar.” Ela seguia brigando consigo mesma em seus pensamentos, sem coragem de aparecer na frente de Roberto.

Ela ficou ali mais alguns instantes e em poucos minutos sabia exatamente o que fazer. Ela limpou as lágrimas, se levantou e foi para a sala onde Roberto esperava aflito.

– Oi meu amor. Ele disse quando ela chegou.

– Vou para Portugal. Ele precisa de mim. Minhas sobrinhas precisam de mim.

– Eu vou com você.

– Não Bob. Não vou tirar você do melhor momento profissional da sua vida. Não posso fazer isso com você.

– Você não está fazendo nada.

– Bob, minha vida vai virar do avesso e não quero virar a sua junto. Não vou ser responsável por isso. Eu vou sozinha para Portugal e você vai cuidar da sua vida aqui e lá nos Estados Unidos em pouco mais de um mês.

– Que absurdo. Minha vida não vale nada sem você.

– Isso não é negociável Bob. Não quero você lá agora. Tudo é complicado demais.

– Nina…

– Bob! Agradeço seu carinho, mas estou decidida. Vou para a minha casa agora e vou ligar para o advogado.

– Não posso e não quero te deixar sozinha.

– Eu preciso ficar sozinha. Por favor. Amanhã nos falamos.

– Não vou te impedir de ir embora. Já vi que está decidida, mas reforço que estou aqui.

– Eu sei Bob. Obrigada. Vou pra casa.

– Eu te levo.

– Obrigada! Ela respondeu e foi se arrumar.

Ela tirou seu pijama de flanela rosa e vermelho e deixou dobrado sobre a cama. Um nó apertou seu coração nesse momento.

Eles desceram em silencio e seguiram quietos todo percurso até a casa de Nina.

– Quer mesmo que eu vá embora? Ele perguntou ao chegar no prédio dela.

– Sim! Amanhã nos falamos. Ela respondeu.

– Estarei aqui para o que precisar. Na hora que precisar.

– Muito obrigada! Ela disse dando um breve beijo nele e entrando no prédio.

Assim que ela se virou, desabou a chorar. Ela não conseguia distinguir o que mais causava dor nela. Se era o estado do irmão ou a despedida de Roberto.

“Eu não posso envolver ele nisso, mesmo que isso me custe viver longe do amor da minha vida.” Ela pensava, tentando se convencer que tinha feito a melhor escolha.

Ela chegou em casa e ainda chorava sem parar. Foi tomar um banho para tentar organizar os seus pensamentos e repassava a carta do irmão e a despedida de Roberto em seus pensamentos.

Depois de um banho demorado, ela se acalmou e ligou para o advogado.

– Alô. Ele atendeu.

– Aqui é a Nina. Pode falar?

– Sim. Recebeu a carta?

– Sim.

– Como está se sentindo?

– Estou bem, na medida do possível.

– Você virá para Portugal?

– Sim! O mais rápido possível. Onde estão minhas sobrinhas?

– Estão com a avó. Vou busca-las amanhã para leva-las a escola. Vou cuidar de tudo até você chegar.

– E minha cunhada?

– O enterro foi hoje.

– Meu Deus!

– Nina, estou enviando uma passagem de avião para amanhã e vou busca-la no aeroporto.

– Obrigada Alfredo.

– Imagina Nina. O Cadu sempre falou muito bem de você. Disse que você é a mulher mais forte que ele conhece.

– Não sou tão forte quanto pareço. Agradeço o envio da passagem. Entro em contato, confirmando o recebimento da passagem. Vou arrumar minhas coisas. Preciso desligar. Obrigada Alfredo.

– Eu que agradeço. Nos vemos em 2 dias.

– Ok! Ela respondeu e desligou o telefone.

As lágrimas voltaram a rolar sobre o seu rosto e ela tentava organizar seus pensamentos no momento em que pegou no sono.

Nina acordou antes do sol nascer e imediatamente se lembrou da dura realidade que estava vivendo. Rezou pelo irmão e implorou para não sofrer muito com a ausência de Roberto em sua vida.

Ela não conseguiu dormir mais e foi tomar café. Apesar da tristeza, não conseguia mais chorar. Parecia que tinha ressecado por dentro. Terminou seu café e foi para a janela olhar a madrugada. Se perdeu em seus pensamentos e viu o dia amanhecer ali.

O sol já tinha nascido e ela seguia ali hipnotizada pelo movimento da cidade que começava a se intensificar, quando seus pensamentos foram interrompidos por uma ligação de Roberto.

– Oi Roberto. Ela atendeu.

– Oi Nina. Como você está?

– Amortizada.

– Posso imaginar. Decidiu o que vai fazer? Como foi a conversa com o advogado?

– Estou indo hoje para Portugal.

– Não quer mesmo que eu vá com você?

– Não. Estou decidida. E acho que deveríamos nos separar temporariamente até tudo se resolver e conversamos no futuro, quando eu voltar.

– O que você está dizendo? Não vou me separar de você.

– Bob. Talvez eu nunca mais volte de Portugal. Vá viver a sua vida. Se eu voltar conversamos na volta.

– Nina isso não é necessário.

– Bob, não deixe tudo ainda mais difícil do que já é.

– Nina, não vou deixar a mulher da minha vida ir embora assim.

– Já não temos opção Bob. Te darei notícias de lá.

– Nina, por favor, vamos conversar.

– Na volta conversamos. Preciso de um tempo Bob. Vá viver seu melhor momento profissional.

– De nada vale nada disso sem você.

– Ah Bob…

– Eu te amo Nina. Você é o meu amor e quero ficar com você. Estou indo agora para a sua casa.

– Bob…

– Isso não é negociável. Chego em cinco minutos. Ele disse já desligando o telefone, não dando chance para Nina contestar.

Ela ficou paralisada por um instante.

“Se ele aparecer aqui não vou conseguir me despedir dele. Por que isso está acontecendo comigo meu Deus? Vou fazer um chá.” Ela pensava enquanto ia para cozinha.

Ela começava a ferver a água quando a campainha tocou.

– Oi Bob. Ela disse ao abrir a porta.

Ele não disse nada e abraçou.

– Ah Nina! Eu amo tanto você. Ele disse sussurrando no ouvido dela, sem conseguir larga-la.

– Eu também Bob. Isso tudo está sendo tão difícil.

– Eu posso imaginar. Ele disse a soltando finalmente.

– Você quer chá? Ela perguntou.

– Sim, por favor.

Ela serviu o chá calmamente e ele a observava com atenção.

– Não vou te deixar sozinha agora. Ele disse. – Cancelei todos os meus compromissos e vou ficar com você. Vou te ajudar a pensar e te dar apoio.

– Bob, você é maravilhoso demais para ser verdade. Mas entenda que não faço ideia do que vai acontecer. Pela carta do meu irmão, se ele morrer, não volto mais para o Brasil até que as meninas cresçam. Existe uma lei em Portugal que não permite que as crianças deixem o país antes de sua maioridade.

– Mas isso é um absurdo. Não é possível que isso não seja negociável. Vamos entender o que pode ser feito, caso o pior aconteça. Mas isso ainda não aconteceu e talvez nem aconteça. Por favor vamos viver um dia de cada vez. Não tome nenhuma decisão agora.

– Você tem razão. Acho que me desesperei.

– Acho que você teve razões suficientes.

– Talvez eu perca meu irmão. Ah Bob! Estou tão triste. Ela disse desabando a chorar novamente.

– Eu posso imaginar o que está acontecendo em seu coração. Mas isso vai passar e vai ficar tudo bem.

– Sempre fica no final! Ela concordou.

– Isso! Tudo sempre fica bem. Que horas é o seu voo? Vou leva-la ao aeroporto.

– Ainda não sei. A passagem deve chegar hoje de manhã. O mais irônico de tudo isso é que não comprei a minha passagem para Portugal enquanto tudo estava bem. Não comprei a passagem depois de tantos adiamentos e de tantos pedidos dele e agora estou indo sem saber se vou ver meu irmão de novo. Como me arrependo de não ter ido antes.

– Você não pôde ir antes meu amor. Não se culpe.

– Não Bob! Não priorizei isso. Tudo é sempre uma questão de prioridade.

– Certa, mais uma vez. Precisamos priorizar as coisas mais importantes.

– A vida vai nos consumindo com milhares de pequenas coisas que nos mantém sobrecarregados e ocupados e acabamos perdendo nosso senso de prioridade, colocando o que realmente importa no último lugar da fila, só porque parece menos urgente. E assim o mais importante perde prioridade porque parece menos urgente que fazer o trabalho temporário X na data Y para ganhar mais algum dinheiro e para finalmente, quem sabe um dia, conseguir comprar o apartamento de 50 metros quadrados ou pagar uma fatura de cartão de crédito com compromissos financeiros referentes a compras de coisas que nem precisávamos de fato. Mas a gente não pensa. A gente vive o curto prazo e essas coisas vão ganhando prioridade na lista. Na enorme lista de coisas que temos para fazer, conquistar, resolver.

– Ah Nina! Você tem toda razão em cada reflexão que traz aqui. E isso me faz estar ainda mais certo que vamos ficar juntos, aconteça o que acontecer.

– Bob, na minha volta conversamos. Até lá vemos como vamos conduzir isso tudo. Não quero te envolver nisso tudo.

– Já estou envolvido Nina! E não vou embora no primeiro problema.

– Você é mesmo demais. Por isso te amo tanto.

– Me deixa cuidar de você.

– Mas acho melhor nos falarmos na minha volta. Você não pode fazer muito com um oceano de distância. Será melhor nos falarmos quando eu voltar e vemos como ficamos.

– Não Nina! Não será.

– Vamos ver. Não vamos mudar nada por enquanto.

– Isso! Não vamos mudar nada por enquanto. Um dia de cada vez. Lembra?

– Um dia de cada vez. Ela concordou. – A passagem acabou de chegar. Meu voo é hoje às sete da noite. Ela disse ao receber o aviso pelo celular.

– Muito bem. Saímos às quatro para o aeroporto. Você verá como as coisas ficarão por lá e vou ajeitar as coisas aqui para tentar passar um tempo lá com você.

– Falamos disso depois.

– Ok! Falamos disso depois.

– Quero viver um dia de cada vez. Você está certo.

– Combinado. O que você precisa fazer? Como te ajudo? Ele perguntou.

– Preciso ligar para os meus clientes, donos dos meus cachorros e também para os contatos das agências que cuidam de todos os meus trabalhos temporários. Vou precisar pedir uma licença não remunerada dos meus trabalhos não remunerados.

– E seus pais?

– Os celulares não respondem. Tentei ligar ontem. Vou avisar assim que eles entrarem em contato.

– Vou pensar em algo para ver se consigo ajudar a localiza-los lá.

– Isso seria bom! Eles certamente vão querer ficar perto do meu irmão e das minhas sobrinhas.

– Muito bem, vamos arrumar as suas malas. Ele disse.

– Ah Bob, você é incrível demais.

– Você desperta o meu melhor Nina.

Ela deu um abraço nele.

Eles foram para o quarto de Nina e começaram a arrumar as malas.

– Não tenho ideia de quanto tempo vou ficar lá. Nem quanta roupa preciso levar.

– Leve o suficiente para alguns dias e lave as roupas lá se precisar ficar mais. Ele respondeu.

– Faze sentido. Ela concordou.

– É melhor levar uma mala pequena e assim consegue de movimentar por lá sem depender de ninguém.

Nina colocou algumas roupas na mala, sem se preocupar muito com qualquer ocasião de uso.

Eles terminaram as malas e Nina foi fazer as ligações que precisava sobre seus compromissos de trabalho. Enquanto Nina fazia suas ligações, Roberto trabalhava em algo urgente também no celular.

Já era hora de almoçar quando Nina terminou de arrumar as suas coisas e Roberto a levou em um restaurante pequeno, mas com um jardim generoso que trazia bastante paz e silencio. Nina estava amortizada com tudo que estava acontecendo e seus pensamentos estavam barulhentos e confusos, a fazendo ficar em silencio. Roberto entendia o que se passava com ela e fazia o silencio parecer confortável. De fato, até o silêncio era confortável entre eles.

Eles voltaram para casa de Nina e pegaram as coisas dela para irem ao aeroporto. No caminho, Nina seguia em silencio e Roberto acompanhava o silencio dela. A música no rádio parecia mais triste do que o normal, deixando a cena ainda mais dramática.

Eles chegaram ao aeroporto e Roberto acompanhou Nina até o portão de embarque.

Ambos sentiam que se despediam um do outro por tempo indeterminado e seus corações estavam absolutamente tristes com a sensação.

– Vai dar tudo certo! Seu irmão ficará bem. Eu sou seu e estarei te esperando aqui. Roberto disse dando um abraço nela antes de ela entrar no portão de embarque. E ele tentava desesperadamente acreditar no que estava dizendo. Ele tentava acreditar que em alguns dias ela estaria de volta e a vida deles voltaria a ser o que era antes.

– Sim Bob! Vai ficar tudo bem. Mas eu não quero que paralise sua vida por minha causa.

– Você é minha vida Nina.

– E você a minha! Ela respondeu sentindo as lágrimas chegando nos seus olhos e não conseguindo evitar que elas rolassem pelo seu rosto.

– Não chore Nina! Como me dói te ver sofrer.

– Vamos nos falando Bob. Obrigada por tudo. Espero que isso tudo se resolva logo.

– Estarei te esperando.

– Por quanto tempo Bob?

– Pelo tempo que for necessário.

– Você é meu amor. Até breve Bob!

– Até breve, meu amor.

Eles se beijaram e se abraçaram forte. Nina soltou Roberto e se dirigiu até o portão.

– Te amo. Ele disse enquanto ela se distanciava.

– Eu também. Ela respondeu. E partir daquele momento ela não olhou mais para trás.

Ele ficou ali, parado, olhando para ela até que ela sumisse no corredor e ele já não pudesse mais vê-la.

Nina desabou a chorar e deixava as lágrimas rolarem pelo rosto.

“Estou abrindo mão do amor da minha vida e perdendo meu irmão. Não imagino nada mais doloroso que isso.” Ela pensava enquanto o choro a fazia perder o ar.

                                                       CONTINUA…

           O CAPÍTULO 25 SERÁ PUBLICADO NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

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