Capítulo 27 – Boas Novas

Nina voltou para casa radiante. Ela estava vivendo uma sequência de dias bons e de coisas boas. O final de tarde estava pintando o céu de vários tons de rosa, vermelho, amarelo e laranja. A paisagem era de impressionar e ela resolveu parar para tomar um café e ver o pôr do sol antes de voltar para casa.

Ela finalmente via Portugal e depois de dias tumultuados, ela voltava a ver poesia ao redor e sentia seu coração feliz e cheio de esperança.

Ela se sentou em uma mesa com uma vista estonteante para o mar e seu olhar se perdeu no horizonte. O calor que vinha do café trazia um enorme aconchego. Seus pensamentos estavam embaralhados e barulhentos e ainda assim, seu coração estava em paz.

Ela tirou uma foto do que via e enviou para Roberto. Quis compartilhar com ele aquele momento. E na sequência, enviou uma mensagem:

“Essa é a vista que tenho agora. Está anoitecendo aqui. E hoje é o primeiro dia que finalmente vejo Portugal, desde que cheguei aqui. O coração do meu irmão acelerou hoje, depois da visita das minhas sobrinhas e o meu coração acelerou junto. Meu coração está em festa. Ele sentiu as filhas e reagiu. Todos estão muito esperançosos por aqui. Eu estou feliz, mas sinto sua falta. Ainda mais do que eu esperava que sentiria. Eu imaginei que estaria ocupada demais para sentir saudades, mas eu estava errada. Estou morrendo de saudades de você e o vazio que tenho aqui no meu coração causado pela sua ausência é impossível de preencher. Nesse momento estou bem. Como te disse, coisas boas aconteceram hoje, e parei para ver Portugal por um instante, antes de ir para casa. Eu quis dividir isso tudo e esse momento com você. Sinto sua falta e nada é capaz de suprir sua ausência. Te amo.”

Ela enviou a mensagem e seguiu com seu café e sua paisagem. Ter dividido aquele momento com Roberto a fazia sentir ainda mais paz.

Já estava anoitecendo quando ela decidiu voltar para casa. Aqueles instantes sozinha a fizeram muito bem. Era a primeira vez que ficava sozinha depois de alguns dias agitados.

Isso era uma novidade para ela. Alguns meses atrás, a vida dela era totalmente solitária. Ela não tinha o Roberto, morava sozinha e mesmo seus trabalhos temporários não demandavam muita interação. Seus momentos compartilhados eram com as amigas e aconteciam uma vez por semana. De uma hora para outra ela tinha uma família morando com ela.

Ela chegou em casa e foi brincar com as sobrinhas. Aproveitou para contar que o papai tinha gostado da visita e que o médico disse que a presença delas tinha feito muito bem ao papai.

Nina sentou no chão e chamou Luisa e Paula para brincar. Ela pediu para Arminda que a deixasse com as meninas naquela noite, apenas curtindo a companhia umas das outras, sem rotina, sem pressa, sem compromissos, sem hora para dormir.

Elas ficaram ali brincando por uma hora, depois Nina fez pipoca e milk shake e colocou um filme de princesas que elas adoravam, para assistirem juntas.

Na hora de dormir, Luísa quis trocar o pijama por uma roupa de princesa e Nina a ajudou a trocar de roupa. Naquela noite elas podiam tudo que queriam. Não tinha rotina a ser seguida e nada era proibido.

Nina colocou as meninas para dormir e leu histórias de princesas para elas. Quando elas pegaram no sono, Nina viu que já se passava das onze horas da noite. Se culpou, por um instante, por tê-las tirado da rotina, mas logo a culpa passou.

Ela ficou ali por uns instantes observando as meninas dormirem e implorou a Deus que cuidasse de tudo para que as garotas tivessem uma vida saudável e feliz. Depois de alguns minutos de oração, Nina apagou as luzes e foi para o seu quarto.

A angustia dos dias anteriores, parecia dar lugar à esperança e ela se sentia bem. A inspiração parecia voltar aos poucos e ela conseguiu escrever antes de dormir. Nina finalmente voltou para a sua história, que andava a todo vapor alguns dias atrás e acabou paralisada nos últimos dias. Apesar da animação e da volta de sua inspiração ela escreveu duas páginas e o cansaço acabou fechando seus olhos e ela dormiu.

Ela acordou com o som do despertador e dormia por cima do cobertor, com o computador ao lado dela, sem bateria. Ela parecia sequer ter se mexido durante a noite.

“Parece que fui atropelada por um caminhão.” Ela pensava enquanto reunia forças para se levantar da cama.

Ela foi checar o horário e viu uma mensagem de Roberto:

“Oi meu amor! Que delícia de mensagem. Você também deixou uma vazio enorme aqui, que é impossível preencher. Sua esperança por tempos melhores é minha esperança também. Não vejo a hora de estar com você. Sinto muito sua falta. Seguirei torcendo para que todos os seus dias sejam assim e que logo possamos estar juntos. Te amo.”

Ela terminou de ler a mensagem sorrindo e o combustível que ela precisava estava ali.

Aquela mensagem trouxe as sensações boas do dia anterior para os seus pensamentos e ela se lembrou do coração acelerado do irmão. Naquele momento ela tinha tudo que precisava para se encorajar a levantar da cama.

Ela se levantou e encontrou as meninas animadas, tomando café. Elas conversaram sobre a noite anterior e Nina prometeu que levaria as meninas novamente ver o pai.

O dia foi como os demais. Nina deixou as meninas na escola e passou o dia com o irmão, sem grandes novidades ou corações acelerados. O dia terminou com a chegada dos pais e isso era um tremendo alívio e felicidade para Nina.

A casa de Cadu parecia mais animada do que nunca naquela noite. O médico afirmou que Cadu parecia seguir evoluindo e os avós paparicavam as netas.

O final de semana começou com passeio por Portugal com as crianças e a tarde Nina deu um jeito de levar as meninas para verem o pai novamente. E naquela tarde, a visita ainda era reforçada presença dos pais.

O coração de Cadu seguia acelerando e ele parecia estar cada dia mais pronto para acordar.

Nina contou para o médico que as crianças estavam indo ver o pai e que nesses dias o coração do irmão sempre parecia dar sinais de vida.

Os médicos permitiram as visitas e Nina sentia um tremendo alívio por parar de protagonizar versões do filme Missão Impossível sempre que decidia levar as meninas para verem o pai.

O domingo amanheceu ensolarado e a família tomava café quando o celular de Nina anunciou uma mensagem de Roberto.

“Estou enviando uma encomenda para você e preciso do endereço da casa do seu irmão.”

Nina se aninou com a surpresa e enviou o endereço.

A família terminou o café e todos foram trocar de roupa para sair. Nina estava pronta, aguardando os pais, já com as meninas na sala, quando a campainha da casa tocou.

“Será que é a encomenda de Roberto?” Ela se animou e foi correndo atender a porta.

Quando ela abriu seu coração acelerou e ela não podia acreditar no que estava vendo.

– Roberto! Ela gritou se jogando nos braços dele. – Que alegria! Não acredito que você está aqui.

– Eu não vivo sem você Nina! Quando vi sua mensagem dizendo que tudo estava melhorando, decidi vir te fazer uma surpresa. Foi o tempo de ajeitar as coisas por lá e vir. Vou ficar a semana toda com você.

– Não acredito! Você é maravilhoso demais para ser verdade.

– Pensei que você poderia se aborrecer. Mas resolvi correr o risco.

– Eu nunca me aborreceria com você por isso. Adorei a surpresa. O que eu não queria de jeito nenhum, era atrapalhar a sua vida.

– Que saudades eu estava de você! Ele disse dando um beijo nela.

– Eu também meu amor! Estou muito mais feliz do que imaginava que ficaria quando te reencontra-se. Agora venha conhecer minhas sobrinhas.

Ela entrou na casa levando Roberto pelas mãos.

– Meninas, esse é o Roberto, meu namorado.

– Ele é seu príncipe encantado? Perguntou Luiza impressionada.

– Sim! Ele é meu príncipe encantado. Respondeu Nina.

– Prazer em conhece-lo. Respondeu Paula, parecendo uma adulta.

– O prazer é todo meu. Ele respondeu encantado. – É uma prazer, finalmente conhece-las.

– Venha ver nosso quarto. Paula convidou.

E eles foram para o quarto das meninas.

Depois de um tour rápido pelo quarto delas, Nina levou Roberto para o seu quarto.

– Deixe suas coisas aqui. Quer tomar um banho, descansar?

– Estou bem! Quero passar o dia com você e sua família. Mas um banho iria bem, se der tempo.

– Claro meu amor! Tome um banho. Vou avisar meus pais que você está aqui.

Ela deu uma beijo rápido nele e saiu.

Quando Nina chegou na sala, os pais já estavam prontos com as garotas, esperando por Nina.

– O Roberto está aqui! Nina disse empolgada.

– Então era essa a surpresa! Disse a mãe.

– Sim! Era essa a surpresa. Ele já estava aqui quando pediu o endereço.

– O Roberto é realmente um homem muito especial. Disse a mãe. – E a Paula disse que ele é bonito como um príncipe.

– Ele é mesmo! Suspirou Nina.

Em alguns minutos Roberto apareceu na sala, de banho tomado, mais lindo do que nunca.

“Eu não me lembrava que ele era tão bonito.” Nina pensava no momento em que ele chegava.

Roberto cumprimentou os pais de Nina e eles saíram para passear.

Foram para um parque, bem perto da casa de Cadu, que as crianças adoravam. Fizeram piquenique, e os adultos conversavam enquanto as meninas brincavam e andavam de bicicleta.

Foi uma manhã relaxante e divertida. Logo depois do almoço deixaram as meninas em casa e foram para o hospital visitar Cadu. O quadro dele permanecia estável, e o coração dele seguia mais forte dando sinais de que ele estava melhor.

Eles voltaram para casa no final do dia e a presença de Roberto fazia Nina mais feliz do que ela nunca tinha estado na vida.

Eles chegaram em casa e foram brincar com as meninas. Na hora do jantar pediram pizza e assistiram filme.

Todos estavam cansados e depois da pizza, foram todos dormir.

Quando Nina saiu do banho encontrou Roberto deitado na cama lendo.

– Isso parece uma miragem. Ela disse. – Ainda não acredito que você está aqui.

– Felizmente isso está acontecendo de verdade. Ele respondeu.

– Parece bom demais para ser verdade. Ela disse deixando cair a toalha de banho.

– Ah Nina! Ele disse a agarrando.

Eles se perderam um no outro e pareciam não conseguir matar as saudades que sentiam um do outro, mesmo totalmente conectados. As saudades que sentiam um do outro pareciam impossíveis de acabar.

Já era madrugada e eles estavam sem fôlego. Eles conversaram, trocaram carinhos, o cansaço venceu e eles finalmente dormiram.

O dia amanheceu e Roberto fez toda a rotina de Nina com ela. Dessa vez, os pais dela estavam junto.

Roberto conheceu Alfredo e sentiu ciúmes dele. Alfredo era um homem bonito e muito gentil, que parecia tratar Nina de maneira diferente. Ele escondeu de Nina o sentimento.

O dia foi como os demais. Depois de deixarem as meninas no colégio, passaram grande parte do dia no hospital. No final do dia Alfredo veio busca-los e foram juntos pegar as crianças na escola.

Já em casa, depois do jantar, Nina e Roberto estavam sozinhos pela primeira vez no dia e tomavam vinho na varanda da casa, que tinha uma linda vista para o mar, apreciavam a paisagem e descansavam a mente, em silencio, quando Roberto falou:

– Qual o tipo de relação do Alfredo com a sua família?

– Ele é o melhor amigo do meu irmão. Foi ele quem ajudou Cadu, quando ele chegou em Portugal. É advogado da família e parece que cuida de heranças. Está fazendo isso pelo meu irmão. Ele cuida da herança dele. Ele também é padrinho da Paula. Enfim, são muito próximos.

– Ele te pega aqui todos os dias e vão juntos para escola e para hospital e depois te pega para irem juntos pegar as crianças?

– Sim! Por que?

– Ele não tem família.

– Não faço a menor ideia! Nunca conversamos sobre isso. Todo nosso tempo juntos foi dedicado a falar do meu irmão.

– Nunca conversaram disso?

– Não. Estranho né?

– Ele não sabia que você tem namorado?

– Não. Hey, espera um minuto! Você está com ciúmes dele?

– Não! Só queria entender a relação dele com a família. Acho estranho o cara poder fazer essa rotina todos os dias com você.

– Também achava, mas depois que entendi a relação dele com o meu irmão, entendi a dedicação dele. E acredito que ele está fazendo isso porque tudo é muito recente.

– Espero que sim.

– Você está preocupado com ele?

– Um pouco!

– Não se preocupe Bob! Eu sou louca por você. Não há espaço para mais ninguém.

– Ah Nina! Eu te amo tanto.

– Eu também Bob!

– Eu queria cancelar meu projeto nos Estados Unidos e ficar aqui com você, mas já temos muito dinheiro comprometido.

– Eu não me perdoaria se você fizesse isso. Nosso amor é forte e vai passar por isso. A saudade vai doer, mas nossos reencontros vão recompensar qualquer espera.

– Nina, você é a mulher mais especial e deliciosa do mundo.

– Ah! São seus olhos Bob.

– Não são não. Todos podem ver.

Nina corou. Ela não respondeu nada e Roberto mudou de assunto.

– Quando seu irmão acordar, porque ele vai, quais são seus planos?

– Bob, não faço ideia. Tenho uma enorme esperança que ele acorde, mas ninguém sabe dizer em que condição ele pode acordar.

– E seus pais?

– Meus pais precisam voltar ao trabalho. Eles ficam mais 10 dias, e voltam para o Brasil. A ideia é que venham de tempos em tempos. Minha mãe vai tentar uma licença, mas ainda não sabemos se conseguirá logo. A condição financeira dos meus pais é confortável, mas não conseguem viver sem trabalhar e nem tem condições de bancar uma vida entre Brasil e Portugal. Os recursos do meu irmão precisam ser poupados, porque não sabemos o que vai acontecer. Então vamos precisar nos dividir e vamos viver um dia de cada vez enquanto tudo estiver tão indefinido.

– Parece um bom plano. O seu irmão vive muito bem aqui.

– Eu não esperava por isso. Quando cheguei me assustei, porque não tenho a menor condição de bancar esse padrão de vida sem um emprego.

– Você certamente daria um jeito.

– Bob, essa casa deve ser cara para manter. A casa tem funcionários e a escola das meninas parece uma fortuna. Não sei não. Mas o Alfredo me disse que meu irmão pensou em tudo e que tudo daria certo.

– E você acreditou nele? Roberto perguntou num mais sério do que ele gostaria.

– Sim! Acredito que meu irmão tenha realmente pensado em tudo. Nina respondeu sentindo que o nome Alfredo trazia alguma tensão para a conversa e resolveu mudar de assunto. – E você, o que vai fazer quando terminar seu projeto lá em Los Angeles, daqui 3 meses?

– Não faço a menor ideia. O plano era voltar para o Brasil, mas vai depender de onde você estiver.

– Você é o melhor namorado do mundo. Você largaria tudo por mim?

– Com certeza largaria tudo e também recomeçaria por você.

– Eu faria tudo por você também. Nina respondeu.

– Você foi, disparada, a melhor descoberta da minha vida. Eu faço tudo para ficar com você.

– E você da minha. Ela disse, indo sentar no colo dele.

– Aconteça o que acontecer, ficaremos juntos. Foi para te dizer isso que vim até aqui.

– Só para isso?

– Isso principalmente.

– Então o que acha de irmos dormir e repetirmos a sessão de ontem para matar as saudades? Nina propôs.

– Gosto muito da ideia.

– Então vamos.

Eles se levantaram e foram para o quarto de mãos dadas. Um exercia sobre o outro um tremendo fascínio e eles tinham uma enorme necessidade um do outro quando estavam juntos.

Passaram mais uma noite agarrados um ao outro e dormiram exaustos, depois do longo dia que tiveram.

No dia seguinte, os pais de Nina ficaram com Cadu e com as meninas, para que Nina e Roberto pudessem aproveitar um dia juntos, sem compromissos ou preocupações e eles aproveitaram para passear por lugares que Roberto adorava em Portugal. Nina se sentia livre, em lua de mel, como se não existissem problemas.

O resto da semana passou depressa e logo chegou o dia de Roberto voltar para o Brasil. Em poucos dias ele ia se mudar para os Estados Unidos e o fato de Nina não poder ir com ele causava muita tristeza para o coração dos dois.

Roberto foi embora e o coração de Nina se apertou em angustia. Ela não sabia se conseguiria seguir vivendo sem ele e sentindo que ele estaria fisicamente ainda mais longe dela. Pela primeira vez, desde que tinha retomado sua segurança, ela temia que Roberto nunca mais fosse dela.

O dia seguinte à partida de Roberto foi o mais triste desde sua chegada em Portugal e só de pensar que os pais iriam embora em três dias, ela se sentia ainda mais sozinha e ainda mais triste.

O quadro de Cadu permanecia estável, mas não evoluía, mesmo com as visitas das filhas e dos pais. Os dias de esperança de Nina davam lugar a medo e insegurança.

Os pais de Nina voltaram para o Brasil e as sobrinhas estavam cada vez mais apegadas a ela. Nina já dominava a rotina da casa e precisava cada vez menos de Alfredo. Até a ausência dele em alguns dias, causavam alguma angustia ao coração dela.

Já fazia um mês que Nina estava em Portugal e ela se sentia exausta. Naquele momento, a esperança do início dava lugar a medo e insegurança.

Os dias andavam cinzentos e não ajudavam a trazer qualquer alegria para a vida de Nina.

O dia em que ela completava um mês em Portugal, não parecia diferente do últimos dias.

Ela estava no hospital e o estado estável e paralisado do irmão a traziam ainda mais tristeza para o coração. Nem as conversas com Roberto eram capaz de animar seu coração.

Nina tinha acabado de falar com Roberto por quase uma hora no telefone, onde ele a inteirou sobre a sua chegada nos Estados Unidos. Ele estava feliz e animado com as perspectivas da vida ali e seguia com esperança de que o irmão de Nina acordasse logo e que ela em breve pudesse estar lá com ele.

Nina lembrava de Roberto e da esperança dele de que em breve estariam juntos, e essas lembranças começavam a alegrar o seu coração. Mas olhava seu irmão imóvel na cama e tudo parecia contraditório e de repente ela era incapaz de alimentar qualquer esperança de estar com Roberto tão cedo, ainda mais nos Estados Unidos.

“Talvez um dia fiquemos juntos. Tomara que você consiga me esperar.” Ela pensava, fazendo uma espécie de oração, enquanto olhava para o irmão. E esses pensamentos fizeram seus olhos se encherem de lágrimas. “O que é minha história com Roberto perto da minha história com o meu irmão? Deus eu lhe imploro que traga meu irmão de volta. Eu lhe imploro.” Ela orava em seus pensamentos, pedindo um milagre.

“Faz um mês que estou aqui e apesar de pouco tempo, parece que vivo aqui desde que nasci.” Ela pensava olhando em volta. Ela já conhecia cada cor daquele quarto de hospital e já sabia fazer o percurso casa, hospital e escola das crianças de olhos fechados.

E os olhos dela, seguiam se enchendo de lágrimas.

Ela enxugou as lágrimas, se levantou, foi pegar um café e resolveu voltar a escrever sua história e ler para Cadu.

Já estava quase na hora de ir e ela se preparava para ir embora, quando foi totalmente surpreendida.

– Nina é você?

O coração dela disparou. Ela olhou para a porta. Achando ser alguém que acabava de chegar. Não havia ninguém lá. Então ela foi até a cama e olhou para o irmão. Ele estava de olhos abertos!

Ela começou a chorar e as palavras fugiram de sua boca. Ela era incapaz de dizer qualquer coisa.

– O que foi? Por que você está chorando? Eu estava com saudades de você. Finalmente você veio! Ele perguntou, sem entender nada, como se tivesse acabado de acordar e nada tivesse acontecido.

– Estou aqui! Sou eu! Sua irmã. Estou chorando de felicidade e também estava morrendo de saudades de você.

CONTINUA…

O CAPÍTULO 28 SERÁ PUBLICADO NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

 

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