Raissa abraçava as amigas, como se precisasse delas para respirar.

– Raissa! A gente também estava morrendo de saudade. Disse Helena, emocionada com a recepção amorosa da amiga.

– Tenho muitos planos para o nosso dia. Fizeram um bom voo? Dormiram bem? Precisam descansar? Raissa disparou várias perguntas.

– Preciso de um banho. Disse Lara rindo e abraçando forte a amiga. – Eu estava morrendo de saudades de você, da sua empolgação e das suas falas cheias de perguntas.

– Um banho vai bem mesmo. O voo foi tranquilo. A noite nunca é incrível, mas estou bem. Consegui descansar um pouco. Disse Helena.

– Eu dormi o voo inteiro. Eu estava tão cansada. Disse Lara. – Devo ter fugido para uma realidade paralela. Aliás, acho que ainda estou.

– Em uma realidade paralela? Perguntou Raissa.

– Fugindo. Confessou Lara.

– Aproveite essa nova perspectiva! Chame de busca e não de fuga. Vou acomodar vocês nos seus quartos, vocês tomam um banho, comemos alguma coisa e saímos. Pode ser? Propôs Raissa.

– Super! Bom plano. Estou ansiosa para conhecer esse prédio. Disse Lara.

– Eu também. Miguel pediu para enviarmos fotos para ele e registrarmos tudo até ele chegar. Seu projeto estará na TV minha amiga! Helena disse empolgada.

– Eu nem consigo acreditar no que está acontecendo. Em uma semana fui da tragédia ao sonho. Vivi a comédia e a tragédia. Shakespeare ficaria orgulhoso.

– Você merece tudo de bom que está acontecendo em sua vida Raissa. Disse Helena.

– Agora vamos nos mexer, pois temos muitas coisas para ver hoje. Propôs Raissa com uma empolgação que se via nos olhos e que há tempos não passava por ali.

As meninas se instalaram em seus quartos, tomaram banho e foram tomar café da manhã. Durante o café, uma falava por cima da outra, trazendo as últimas atualizações de suas vidas amorosas.

– Eu não consegui resistir e acabei beijando o Rodrigo novamente. Ele disse coisas apaixonantes. Coisas do tipo: Eu não sei como vou viver sem você. Mas eu me mantive forte. Resisti até o último momento. Sai do carro dele com uma despedida amigável e consegui caminhar sem olhar para trás. Mas de repente ele apareceu, falando perto do meu ouvido, que não me deixaria ir embora assim e quando me virei, já estava beijando ele. E eu amei o beijo. Eu sou louca por esse homem. É impossível para mim resistir a ele. Perco todo o meu lado racional. Ele segue povoando meus pensamentos e fazendo meu coração acelerar sem permissão.

– Ah Lara! A paixão te pegou de jeito! Disse Raissa. – Você sente falta dele?

– Em todos os segundos da minha vida. Estou morrendo de saudades dele agora mesmo. Estou feliz por estar falando dele porque de alguma forma, enquanto conto para vocês, consigo reviver meu último encontro com ele. Mas ainda não sei o que acho de tudo isso. Nunca senti nada parecido com isso na minha vida. Eu perdi meu emprego, talvez tenha arruinado minha carreira, mas isso pouco importa. Eu faria tudo de novo. Confessou Lara.

– Não acredito que é você mesma dizendo isso. Brincou Helena. – Parece que trocaram a minha amiga.

– Nem eu! Agora vamos saber mais do Juan! Disse Lara apontando para Raissa.

– Vocês vão conhece-lo e vão entender que não tem nada a ver. Ele não combina comigo. É formal demais, super planejado, intelectual. Ele é o garoto nerd, brilhante, magrelo e tímido. Inteligente e grande amigo. Eu gosto dos surfistas, tatuados, desencanados, fortes, de barba. O Juan usa camisa e gravata o dia todo. Ele nunca tem um fio de cabelo fora do lugar. Ele não ri. Nunca. Ele nunca sai do plano. Ele se formou em Oxford. É extremamente racional. Ele deve usar cuecas samba-canção listradas. E está sempre impecável, com a aparência de quem acabou de tomar banho. E o detalhe mais importante: ele tem uma noiva e mora com ela. Uma mulher inteligente que está fazendo mestrado com 32 anos. Eles são perfeitos um para o outro. Eu quase não consegui me formar na faculdade, gosto de ir para praia no final de semana. Ele estuda nos finais de semana. Entendem? Incompatibilidade total.

– O Juan parece comigo. Só não me formei em Oxford. Brincou Lara. – E também não estou noiva e não moro com ninguém.

– Você pode ficar com ele. Disse Raissa. – Combinam mesmo. Isso se conseguir superar o Rodrigo.

– Tentador! Mas tudo que não preciso agora é de um caso amoroso. O Rodrigo está me enlouquecendo o suficiente.

– Ah meninas! O amor não tem nada de obvio e garanto para vocês que não mandamos em nada. O universo que planeja. Disse Helena. – Olhem para mim. Tomei um fora do meu namorado, que planejou morar em outro país por meses e não me contou. O Gustavo tinha tudo a ver comigo. Pelo menos era o que eu achava. No dia que achei que ele ia me pedir em casamento, ele me comunicou que ia mudar de país e me convidou para passar férias com ele. E de repente o cara o elevador virou o amor da minha vida. Eu estou amando, como nunca amei. Eu me casaria com o Miguel agora mesmo. Aqui nessa sala, se ele aparecesse e pedisse para casar comigo. Eu me casaria com ele usando essas roupas que estou usando agora.

– Uau! Você! A mulher das grandes produções, se casaria de tênis, calça de moletom e camiseta branca? Disse Raissa.

– Me casaria. Eu não me importo com mais nada além dele. E essa calça até que é estilosa. Ele trouxe simplicidade para a minha vida. E eu não sabia, mas precisava tanto disso. Ele é um amor calmo, com sabor de fruta mordida.

– Quero um amor assim! Disse Raissa.

– Talvez já tenha encontrado. Provocou Lara.

– Meninas! Vamos!!! Teremos o dia todo para seguir falando das suas previsões de amor para mim, mas vamos falar sobre isso no prédio! Quero muito mostrar para vocês. Desde que cheguei, fui lá uma única vez. Fiquei tão desapontada, que não tive coragem de voltar. E vocês trazem a motivação que me faltava.

– Como assim? Perguntou Helena. – Você só entrou lá uma única vez? E todas aquelas vezes que nos falávamos e você estava na rua do prédio?

– Quando conheci o prédio fiquei tão desapontada que não consegui entrar mais. Passei na frente várias vezes, mas não consegui entrar.

– Então hoje, você entrará lá de novo. Disse Helena.

– Sim! Agora vamos! Prontas?

– Prontíssimas.

– E ansiosas.

As meninas saíram animadas, vestindo roupas confortáveis, prontas para pegar no pesado e começar com a limpeza da casa.

Quando chegaram na frente do prédio, tanto Lara como Helena, ficaram impressionadas pelo tamanho da propriedade.

– Uau! Definitivamente você está rica Raissa. Seja lá o que faça aqui, será incrível. Olha a quantidade de pessoas que circula aqui. Você já se informou sobre o tipo de negócio que pode ter aqui? Perguntou Lara.

– Sim! O Juan me apresentou todas as possibilidades. Pode ser comercial ou residencial.

– Ah o Juan! Provocou Lara. – Sempre o Juan.

– Não comece Lara.

Elas entraram no prédio e as ruínas voltaram a falar com o coração de Raissa. Percorreram devagar o jardim e a área externa da casa em silencio. Todas estavam entendendo suas sensações, enquanto exploravam o lugar.

Já na parte de dentro da casa, elas seguiam em silencio enquanto andavam pelos andares, totalmente maravilhadas com o lugar.

Depois de um tempo em silencio Lara perguntou.

– Você já abriu esses baús e todas essas gavetas desses móveis?

– Não! Só abri essa cristaleira. E olhem que coisa mais linda essa porcelana. Disse Lara orgulhosa. – Acho que é a única coisa de valor aqui.

– Isso parece mesmo ser valioso! Concordou Helena.

– Depois desse passeio pelo prédio e de ter me encantado com as lareiras desse lugar pensei que você poderia fazer um hotel aqui ou criar apartamentos e alugar no Airbnb. Propôs Lara. – Eu alugaria com certeza.

– Essa é uma excelente ideia. Poderia transformar em apartamentos para alugar. Complementou Helena.

– Essas ideias parecem boas. Mas eu teria muitas despesas enquanto os apartamentos tivessem vazios.

– É verdade. Seria um risco. Quantos apartamentos conseguiríamos fazer aqui? Disse Helena.

– Não faço a menor ideia. Não sei nem por onde começar a fazer esse cálculo. Disse Raissa.

– O Miguel certamente saberá. Brincou Lara. – O que vocês acham de começarmos a abrir as gavetas e os baús?

– Boa ideia! Concordou Raissa. – Começamos pelo último andar e terminamos aqui no térreo. Vamos subir?

– Sim! Elas responderam em coro.

Elas começaram a revirar as gavetas, dos poucos móveis que ainda haviam ali, andar por andar. A grande maioria estava vazia. Elas encontraram jornais antigos, algumas peças de roupas, papeis sem importância e algumas fotos, mas nada muito inspirador. Então, foram explorar o andar térreo onde antes tinha sido a loja de chocolates.

Elas já estavam no prédio há mais três horas. Estavam cansadas e famintas quando chegaram de volta ao andar térreo.

– Meninas o que acham de uma pausa para comermos alguma coisa antes de começar a abrir esses baús? Propôs Raissa.

– Eu não aguento de curiosidade. Vamos ficar mais um pouco? Propôs Lara.

– Sim! Saímos quando quiserem. Tem um restaurante de tapas delicioso aqui perto. Disse Raissa.

– Combinado. Agora vamos começar a explorar esses baús. Disse Helena empolgada.

Elas começavam a arrastar os baús com dificuldade, quando ouviram uma voz.

– Deixa que eu ajudo vocês. Disse Juan, deixando sobre o balcão sacos com comida que ele tinha levado para elas.

– Juan! Que surpresa. Você já voltou. Disse Raissa se levantando para cumprimenta-lo, se sentindo feliz com a surpresa. – Essas são minhas melhores amigas, Lara e Helena. Meninas esse é o Juan.

– Muito prazer Juan! Disse Helena indo cumprimenta-lo.

– Muito prazer! Disse Lara.

– O prazer é todo meu Helena, Lara. Que bom que estão aqui. Raissa precisava de vocês. Ele disse.

– Acho que você ajudou bastante pelo que ela nos contou. Disse Lara.

– Fico feliz em ajudar. Não querem fazer uma pequena pausa para comer? Trouxe sanduiches e suco. Imaginei que não tinham comido ainda. Também trouxe sabonete e papel higiênico.

– Juan! Você é demais! Super obrigada. Estamos mesmo morrendo de fome. Achei que você ainda estivesse viajando. Disse Raissa.

– Eu estava. Cheguei hoje de manhã e resolvi passar aqui para ver como você estava e se precisava de alguma coisa. Eu sabia que teriam muito trabalho aqui hoje. Como foi entrar novamente no prédio? Ele perguntou preocupado.

– Foi estranho. Mas me sinto mais em casa agora. Foi melhor do que eu esperava. Ela respondeu.

– Que boa notícia! É muito bom te ver feliz aqui. Você parece feliz. E o que vocês fizeram? Chegaram faz tempo?

– Chegamos de manhã. Tem um pouco mais de três horas que estamos aqui e já abrimos gavetas e armários de todos os cômodos com móveis. Mas não encontramos nada que pudesse ter valor ou servir de inspiração.

– Isso deve ter dado trabalho. Precisam comer e descansar um pouco. Podemos ir lá fora. O clima está muito agradável. Ele disse. – O que acham?

– Ótima ideia! Raissa disse super animada, adorando a ideia de Juan.

E nesse momento Miguel ligou para Helena e ela saiu para atender a ligação, enquanto Raissa, Lara e Juan organizavam as coisas para comerem. Juan tinha trazido toalha de mesa, guardanapos e lenços antibacterianos para limpeza de superfícies. Em poucos instantes, eles tinham conseguido organizar uma mesa com cadeiras na parte externa, em frente ao chafariz enferrujado.

– Essa seria uma área incrível para refeições ao ar livre. Disse Juan quando se sentaram. – Poderia pensar nisso Raissa.

– Com certeza Juan. Disse Raissa encantada.

– Vou colocar uma playlist para tocar. Ele disse animado.

Em instantes começou a tocar a música Eu sei que vou te amar. O coração de Raissa acelerou e seus olhos se encheram de lágrimas.

– Nossa! Você gosta de música brasileira? Lara perguntou, surpresa pela escolha dele.

Enquanto Raissa ficou sem fala.

– Eu conheci essa música com a Raissa, quando visitamos o Parque Guell. Foi um momento especial para ela e quando ouvi as canções de tom Jobim, com as letras de Vinicius de Moraes, entendi o porquê Raissa se emocionou tanto. As músicas são belíssimas e fiz uma playlist no spotfy. Ele disse olhando para Raissa totalmente encantado.

– Obrigada Juan! Eu adorei ouvir essa música de novo aqui!

E nesse momento Lara achou que estava atrapalhando o momento dos dois. Ela estava constrangida, pensando no que fazer para sair dali, quando Helena chegou.

– Vocês não vão acreditar! Gente, está tocando Vinicius? Helena disse surpresa ao chegar.

– Sim! Juan fez uma playlist de música brasileira para a Raissa. Disse Lara.

– Que demais! Especial ouvir essa música aqui. Mas me deixem contar algumas novidades para vocês.

– O que foi? Coisa boa? Perguntou Raissa.

– Sim! Muito boas! Miguel me disse que conseguiu permissão do governo de Barcelona para filmar a obra e colocar no programa.

– Isso é demais! Que boa notícia. Disse Raissa animada.

– Mas essa não é a melhor notícia. Disse Helena fazendo suspense.

– E qual é? Raissa perguntou curiosa.

– Eles ficaram tão animados com essa possibilidade, que vão financiar parte da obra. Eles vão ceder a mão de obra. Os homens que vão trabalhar aqui serão pagos pela prefeitura da cidade.

Raissa deu um grito!

– Não acredito! Como assim?

– Eles ficaram animados com a possibilidade de ter o prédio lindo novamente aqui e ainda fazer propaganda de Barcelona no Brasil. Pediram para incluir comerciais de turismo na grade de anúncios. O governo de Barcelona será um dos patrocinadores do programa. E tem mais. Uma TV local comprou os direitos de transmitir o programa aqui na Espanha. E hoje um paisagista, amigo de Miguel, deve passar aqui para ajudar no projeto.

– Eu só posso estar sonhando. Disse Raissa.

– Essas são realmente excelentes notícias. Disse Juan empolgado.

– Eu sabia que teriam coisas muito boas. O projeto é muito legal. Viu Raissa! Tudo vai dar certo. Disse Lara se levantando para abraçar a amiga, – E você ainda vai ficar famosa. No Brasil e na Espanha.

– Eu só posso estar sonhando! Até outro dia eu pensava em doar essa propriedade para me livrar dos custos e dos problemas. Te devo tanto Juan. Obrigada por todo apoio. Obrigada por não ter me deixado fazer essa doação. Eu cheguei a pedir para preparem os papéis. Que bom que não deixou. E obrigada meninas por tudo isso. Nem sei como agradecer. Eu nunca vou conseguir agradecer o Miguel por tudo que ele está fazendo. Raissa disse emocionada.

– Imagine! Está sendo excelente para o Miguel também. Ele tem muito a te agradecer Raissa. Esse projeto é um presente para ele. E para o recomeço dele. Disse Helena.

– E sobre o apoio do nosso escritório, você não precisa agradecer Raissa. Esse é o nosso trabalho. Fazemos as melhores recomendações para nossos clientes com relação às suas heranças. E eu estava certo que você faria algo rentável com o prédio. Disse Juan.

– Claro que preciso te agradecer. Teria sido mais fácil para vocês se eu tivesse doado.

– Sim! Teria sido mais fácil, mas não teria sido o melhor. E o importante é que tudo está dando certo.

– Raissa com essa exposição toda, o patrocínio do governo e da TV, acho que você poderia conseguir um empréstimo para a restauração. Vamos montar o business plan para entender quanto dinheiro vai precisar e o potencial de faturamento. Propôs Lara.

– Vamos! Só precisamos saber o que vamos fazer aqui. Essa é a única resposta que ainda não temos. Disse Raissa.

– Mas você terá com certeza! Disse Juan animado.

– Tomara! Raissa respondeu, acreditando em Juan. – Você está mudado. Está olhando o copo meio cheio.

– Você acha? Porque?

– Parece mais relaxado.

Ele ficou sem graça e Raissa percebeu que os dois tinham isolado Lara e Helena. – Vamos comer? Raissa disse querendo mudar o clima entre eles e o rumo da conversa.

Eles finalmente se sentaram em volta da mesa improvisada e comeram seus sanduiches ao som de passarinhos e de tom Jobim. Apesar das ruínas, naquele instante o lugar estava muito acolhedor e parecia um oásis no meio daquela área super movimentada e barulhenta da cidade. Era impressionante a paz que era possível encontrar ali.

Depois de comerem, voltaram para dentro da casa e começaram a vasculhar as caixas e baús. Encontraram muitos papeis referentes aos negócios da loja de chocolate. Tinham notas fiscais, boletos de pedidos dos clientes, lista de compras, notas de compras de materiais e insumos em geral, mas nada além disso, até aquele momento.

Eles estavam indo para o terceiro e último baú, já no meio da tarde, quando foram surpreendidos pela chegada de um homem.

– Olá. Tudo bem? Entrei porque o portão estava aberto. Eu sou o Antônio. Sou amigo do Miguel e ele me disse que estariam aqui. Atrapalho? Quem é a Raissa?

As três ficaram de boca aberta com a beleza do homem que tinha acabado de chegar e Juan se sentiu incomodado com a presença dele.

“Gente, de onde saiu esse homem?”

“Esse é o homem mais bonito que já vi na minha vida!”

“Nossa. Como você é bonito!”

“O que esse cara folgado está fazendo aqui?”

Eram os pensamentos de cada um deles, enquanto Antônio se apresentava.

– Oi Antônio. Eu sou a Raissa. Não atrapalha. Pelo contrário. É ótimo ter você aqui. Ela respondeu constrangida. “Gente, esse homem é tão bonito, que até esqueci o que ia falar.” Ela pensava achando graça de seus pensamentos.

Nesse momento, Juan estava mais incomodado do que gostaria com a presença do bonitão, procurando por Raissa.

– O que você precisa Antônio? Eu sou Juan. Muito prazer.

– Muito prazer Juan. Sou paisagista e vou colaborar com o projeto. Quero dar uma olhada na parte externa. Posso dar uma volta pela casa?

– Claro! Precisa que alguém vá com você? Raissa perguntou.

– Não quero atrapalhar. Vou dar uma olhada e qualquer coisa eu aviso vocês. Pode ser? Já conheci a Raissa e o Juan. E vocês? Disse Antônio, se dirigindo para Lara e Helena.

– Sou a Lara, muito prazer.

– Prazer Lara. E você é a Helena! A famosa namorada do Miguel. Muito prazer te conhecer finalmente.

– O prazer é meu. Que bom que está aqui. Ela respondeu.

– Estou bastante animado com esse projeto. Vou dar uma volta por aí. Ele disse, caminhando em direção à parte externa. – Até já.

Antônio saiu deixando um silencio no lugar constrangedor. Ele era muito charmoso, moreno de olhos azuis, muito alto e tinha o corpo definido com músculos, a pele bronzeada e estava impecavelmente vestido. Ele parecia ter saído de um pôster do lançamento de um filme de Hollywood.

Depois da saída de Antônio, eles finalmente abriram o terceiro baú.

Assim que abriram, Raissa se maravilhou. Dentro do baú, tinham castiçais e copos de cristal, cardápios com capas de tecidos que pareciam ser feitos com ouro e um caderno com aspecto envelhecido. Ela olhava maravilhada todo aquele conteúdo.

– O que você achou aí? Perguntou Helena, vendo Raissa hipnotizada.

– O cardápio com os doces que eram servidos aqui e as receitas de chocolate. Esse é meu tesouro. Já sei o que vou fazer aqui.

– E o que vai fazer? Juan perguntou empolgado.

– Chocolate.

CONTINUA…

O CAPÍTULO 28 SERÁ PUBLICADO NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

Capítulo 27 – Chocolate

Sabrina Almeida


Sou mãe, filha, esposa, mulher, amiga, confidente, conselheira. Sonhadora, determinada e realizadora. Organizada, mas com um que de caótica. Apaixonada pela vida e pelas pessoas. Intensa! Publicitaria, trabalho desenvolvendo produtos e marcas para deixar as pessoas mais bonitas e felizes. Escrevo porque amo escrever. Minha cabeça está sempre repleta de sonhos e devaneios. Sigo sempre meu coração. Hoje penso mais antes de tomar uma decisão. Encontrei a FELICIDADE, assim todinha maiuscula, nas coisas simples da vida. E escrever é uma delas. Enquanto as pessoas vão para a academia, fazem trilhas, tocam instrumentos musicais, cozinham… Eu escrevo! Esse é o meu hobbie… Escrevo para traduzir o que está no meu coração, sem regras, métodos ou filtros. Escrevo porque me inspira e me faz feliz. Acredito que é simples ser feliz e que para isso é preciso uma boa dose de coragem, de sorte e de sonhos e devaneios. Quando eu decidi escrever, uma pessoa me perguntou: “quem te garante que as pessoas vão se interessar pelo que você escreve?” E a minha resposta é como vou concluir minha apresentação. Vou escrever para tentar ajudar as pessoas a ver diferentes perspectivas, rir no meio de um dia difícil ou enxergar poesia no dia a dia. E se eu conseguir tocar o coração de pelo menos uma única pessoa, já terá valido à pena.


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