Capítulo 28 – Coração apertado

Nina não podia acreditar no que estava vendo. Ela sentia um mix de sensações maravilhosas. Eram misturados alívio, felicidade, emoção, euforia. Ela não se lembrava de ter se sentido tão feliz na vida.

– Preciso chamar o médico. Só um minuto.

– Para que médico? Ele perguntou.

– Daqui a pouco te explico. Ela respondeu enquanto saía correndo.

Nina correu eufórica pelo corredor do hospital e quando ela chegou na recepção encontrou Alfredo, que chegava para busca-la.

– Ele acordou! Ela gritou eufórica e se jogou nos braços dele para um abraço apertado.

– Que notícia maravilhosa! Como ele está?

– Não faço ideia! Acabou de acontecer. Preciso achar uma enfermeira.

– Vou lá ficar com ele. Ele disse, passando as duas mãos no cabelo.

– Ok! Já vou. Ah ele parece não ter ideia do que aconteceu. Melhor esperar o médico para contar.

– Não falarei nada.

Nina correu em busca de alguém para ver o irmão dela, enquanto Alfredo foi para o quarto de Cadu.

Nina encontrou o médico e foram ao encontro de Cadu.

– E aí Cadu? Que bom te ver acordado. Disse Benicio.

– Me sinto bem de estar acordado. O que está acontecendo aqui? Cadu perguntou.

– Você sofreu um acidente há um pouco mais de 1 mês. Passou por uma cirurgia e estava em coma, até acordar hoje.

– Eu estava em coma há mais de 1 mês?

– Sim!

– Agora me lembro do caminhão. Como está a Cecília? Ela estava no carro. Começo a me lembrar.

– Ela não resistiu aos ferimentos e faleceu. O médico respondeu sem pestanejar.

“Não acredito que ele contou assim. Meu Deus!” Nina pensava temendo a reação do irmão.

– Minha mulher morreu? Cadu perguntou desabando em lágrimas.

– Infelizmente sim.

– E minhas filhas? Onde estão as minhas filhas?

– Estão na escola. E tenho cuidado delas desde que cheguei. Nina respondeu.

– Você está aqui esse tempo todo?

– Sim!

– O que vai ser da nossa vida sem a Cecília? Ele perguntou inconformado.

– Vai ser difícil, mas será feliz. Você tem essa vocação meu irmão. E as meninas precisam muito de você.

– Quero ver minhas filhas. Agora.

– Calma Carlos. Vamos te examinar e avaliar seu estado físico. Precisamos fazer alguns testes antes de te liberar.

– Dr Benicio, posso ir buscar as meninas e traze-las aqui para ver o pai?

– A visita se encerra em 30 minutos, mas vou deixar uma autorização como exceção.

– Te agradeço.

– Enquanto isso, vou examina-lo e leva-lo para uma tomografia.

– Cadu, a gente já volta. Nina disse super empolgada.

Eles saíram para buscar as meninas na escola e Cadu foi levado para exames.

Já no carro, Nina e Alfredo estavam eufóricos.

– Não acredito que isso está mesmo acontecendo. Meu irmão acordou. Nina disse eufórica.

– Essa é mesmo a melhor notícia de todos os tempos. Podemos sair para comemorar hoje!

– Devemos celebrar muito. Nina disse animada. – Alfredo como é sua vida? Nunca conversamos muito sobre isso.

– O que você quer saber?

– Se é casado, se tem filhos. Você se dedica muito para o meu irmão.

– Essa parte da minha vida é bem monótona. Não gosto de falar muito dela.

– Desculpe, não quis ser intrometida.

– Você não precisa se desculpar. Não foi intrometida, de forma alguma. Na verdade eu não tenho ninguém. Há 4 anos eu estava de casamento marcado e minha noiva acabou me trocando por um dos meus melhores amigos. Perdi a mulher da minha vida e meu amigo de uma só vez. E um ano depois da separação, eles estavam casados e ela estava grávida. Sonho ter filhos. Quero uma família grande. Ela me acusou de trabalhar demais e não me dedicar a um relacionamento. Na época, ela ainda disse que não via futuro comigo porque eu deixaria a família pelo trabalho.

– E você de fato trabalhava muito?

– Sim! Eu sempre trabalhei muito. Mas ela também trabalhava. Eu me dedicaria a minha família. Esse foi um pretexto dela para não ser horrível. Sei lá.

– Mas acho que você deveria repensar a sua dedicação ao trabalho. Eu fiquei impressionada com a sua disponibilidade em ajudar meu irmão.

– No caso do seu irmão, não era só trabalho. Ele é meu melhor amigo. E preciso te confessar que é um tremendo alívio ele ter acordado. Não consigo imaginar o que seria se eu o perdesse.

– Alfredo, eu não tinha ideia de nada disso.

– Eu faria ainda mais por ele e pelas filhas dele.

– Eu tenho 3 amigas que amo muito. Eu faria o mesmo por elas.

– E o seu namorado? Estão juntos faz tempo?

– Não muito. Seis meses que parecem uma eternidade.

– Você acha que ele é a pessoa certa?

– Eu tenho certeza absoluta. Se não for ele, acho que não será com mais ninguém.

– Que sorte vocês tem de ter um ao outro.

– É verdade! Ela concordou. – Vou ligar para a minha mãe! Na empolgação esqueci de avisá-la.

– Espere pelos exames. Será melhor falar com ela depois que tivermos certeza que está tudo bem.

– Você tem razão. Vou esperar. E as meninas? Como vão reagir?

– Vamos saber agora. Ele respondeu enquanto estacionava o carro.

Eles caminharam até a porta da escola em expectativa e aqueles minutos esperando pelas meninas parecia uma eternidade.

Eles já começavam a ficar impacientes quando a porta se abriu e as duas apareceram.

– Tia Nina! Tudo bem? Disse Paula.

– Tudo bem meus amores. Temos uma novidade.

– O que foi? Conta tia Nina. Implorou Paula.

– O papai acordou!

Elas correram abraçar Nina.

– O moço disse que o papai ia acordar. Disse Luisa.

– Que moço? Nina perguntou assustada.

– Ele é meu amigo tia Nina.

Os olhos de Nina quase caíram do rosto.

– O padre que ensina a conversar com o Deus disse que o papai ia acordar. Paula esclareceu.

Nina sentiu um certo alívio, por descartar a hipótese que Luísa conversava com algum espirito ou amigo imaginário.

– Quero ver o papai! Podemos ver o papai agora?

– Claro meu amor! Viemos busca-las e estamos indo para lá. Disse Nina.

Eles pegaram as meninas pelas mãos e foram para o carro. A ida para o hospital era tomada pela expectativa. A cena emocionava quem estava por perto através da expectativa que as meninas estavam para ver o pai. As meninas não paravam de falar um minuto e tinha uma euforia no ar.

Elas correram pelos corredores até chegar no quarto do pai e quando elas chegaram, a emoção tomou conta de tudo.

– Papai! Elas gritaram.

Cadu abraçou as filhas e todos choraram emocionados, incluindo o médico e as enfermeiras.

– Podemos conversar um minuto? Pediu o médico a Nina.

– Claro. Vamos lá. Venha Alfredo. Nina convidou. – Um minuto e já voltamos Cadu.

Eles foram até a sala do médico e Nina se preocupou por um instante.

– Fizemos os exames e as notícias não podiam ser melhores. Disse o médico.

Nina sentiu um caminhão saindo das costas dela.

– Ele pode ir embora do hospital? Nina perguntou.

– Ainda não. Ele aparentemente não terá sequelas e clinicamente está muito bem. O desafio agora é ele se alimentar e conseguir usar o banheiro. Acreditamos que isso levará um tempo. Ele aparentemente tem uma pequena deficiência do lado direito, onde os movimentos estão mais lentos e mais limitados. Acredito que com o tempo e muita fisioterapia isso se resolva. Não sabemos como será voltar a andar porque foram muitos dias sem se mexer. Clinicamente está tudo bem, porém somente a fisioterapeuta poderá dizer como será o processo de recuperação dele.

– Então ele ficará como antes?

– Sim! Mas pode demorar um pouco. Ele ficará na cadeira de rodas até receber alta da fisioterapia e terá que fazer acompanhamento pelos próximos meses até receber alta da parte neurológica. Agora é uma questão de tempo e exercícios para que ele se restabeleça completamente.

– Mas ele pode andar?

– Sim! Ele pode andar, mas por conta da lesão ele precisa reaprender a andar. A fisioterapeuta poderá explicar melhor o plano médico para a recuperação dele. Ela estará aqui amanhã cedo. A partir de agora, quanto mais independente ele ficar, mais rápido irá para casa.

– As notícias não poderiam ser melhores! Nina exclamou.

– Definitivamente não. Vocês são católicos? Tem alguma crença religiosa? O médio perguntou.

– Somos católicos.

– Então agradeça muito. A medicina não explica essa total recuperação do Carlos Eduardo.

– Vou agradecer muito! “Como somos abençoados. Obrigada meu Deus!” Ela pensava, já desconectada da conversa.

O médico conversou sobre a parte burocrática com Alfredo e Nina já nem ouvia mais a conversa, tamanha era a sua gratidão, e seus pensamentos estavam nas coisas divinas e sagradas.

Eles voltaram para o quarto e encontraram as filhas debruçadas no pai.

– E aí? Quando vou sair daqui? Cadu perguntou.

– Em breve meu irmão. Vou te ajudar a sair daqui. Nina disse.

– Está pensando em levar ele daqui escondida, como fizemos com as meninas? Alfredo brincou.

– Não! Dessa vez sairemos com autorização.

Eles ficaram ali por mais 1 hora e já tinha passado um bom tempo após término do horário da visita e eles foram embora, levando as meninas para casa.

A euforia seguia tomando conta de tudo. Nina se lembrou que não tinha contado para os pais e ligou para eles para contar que Cadu havia acordado.

Antes de irem para casa, Nina pediu que fossem a uma igreja para agradecer. As palavras do médico não saíam de sua cabeça. Na igreja, acenderam velas e rezaram. Todos se ajoelharam para agradecer pela recuperação de Cadu.

Lágrimas escorriam pelo rosto de Nina enquanto ela orava e agradecia a Deus por tudo. No final da sua oração, Roberto veio à sua cabeça e ela se sentiu mais perto dele do que nunca.

Eles saíram da igreja e foram para casa. No caminho, Nina ligou para Roberto, mas ele não atendeu.

Naquela noite teve festa. Arminda fez um jantar especial e eles abriram algumas garrafas de vinho de uma safra especial que Alfredo tinha levado.

Arminda colocou as meninas na cama e Nina e Alfredo começavam a segunda garrafa quando Roberto ligou.

– Oi meu amor! Nina atendeu o telefone de maneira eufórica e um pouco alta pelo vinho.

– Oi Nina. Tudo bem aí? Passei o dia no estúdio e só vi sua ligação agora.

– Tudo por aqui está mais que bem! Meu irmão acordou.

– Que notícia maravilhosa. Ele está bem?

– Sim! O médico disse que a medicina não explica a excelente recuperação dele.

– E quais os planos agora?

– Ele deve receber alta em breve e começar a fisioterapia. Vou falar com a fisioterapeuta amanhã.

– Será que você conseguirá vir me encontrar?

– Ainda não tenho como saber! Minha mãe está vindo para cá. Assim que eu tiver mais noção do que vai acontecer, eu te falo.

– Estou feliz por você meu amor! E o que está fazendo agora?

– Agora, bebendo um vinho de uma safra especial que o Alfredo trouxe. Teve um jantar especial aqui hoje.

– Você está bebendo vinho com o Alfredo agora? Ele perguntou.

– Sim! Estamos comemorando.

– Só vocês dois?

– Sim! Mas não tem nada demais.

– Não?

– Estamos felizes Bob. Estamos celebrando.

– Ok! Claro. Desculpe! Fiquei com ciúme.

– Eu amo você Bob.

– Eu também. Preciso ir. Tenho uma reunião agora.

– Não fica bravo Bob.

– Não estou. Só preciso ir. Estou feliz pelas notícias.

– Amanhã te ligo, depois que falar com a fisioterapeuta.

– Ok! Te espero. Preciso ir. Beijo

– Beijo

Nina desligou o telefone chateada pela reação de Roberto. Ela esperava que ele ficasse feliz e confiasse nela. Mas naquela noite estava feliz demais para se importar com qualquer coisa e em instantes se entregou para o vinho e para a conversa com Alfredo.

Ele nunca tinha se mostrado tanto quanto naquela noite e eles estavam felizes demais para que qualquer outra coisa atrapalhasse. Nem o ciúme de Roberto era capaz de estragar aquela sensação e a comemoração.

Nina e Alfredo terminaram a segunda garrafa de vinho e Nina já estava completamente zonza. A euforia dava lugar a uma zonzeira e o cansaço tomava conta de todo o seu corpo. Alfredo ficava cada vez mais encantado com Nina e pensava em chegar mais perto dela, mas se desencorajava totalmente. Ela nunca tinha dado sequer um único sinal de que ele teria alguma chance com ela e não era naquele momento de vulnerabilidade que ele tentaria qualquer aproximação com ela.

Nina acabou pegando no sono no sofá e Alfredo a levou no colo até a cama dela.

A noite passou num piscar de olhos e o despertador parecia berrar ainda mais alto naquela manhã.

Ela acordou e se sentia ainda um pouco zonza pelo excesso de vinho da noite anterior. Ela mal conseguia se mexer e recapitulou os últimos acontecimentos, se sentindo aliviada ao concluir que não tinha sido um sonho. Seu irmão tinha acordado. E ela se lembrou que teria uma conversa com a fisioterapeuta naquela manhã, que era razão suficiente para tirá-la da cama, mesmo de ressaca. Ela se levantou com dificuldade e foi tomar banho. No banho se lembrou da conversa com Roberto e o ciúmes que ele demonstrou sentir, desligando o telefone chateado.

“Preciso ligar para ele e corrigir isso! Só falta ficar numa boa com Roberto para a minha felicidade ser completa.” Nina pensava enquanto lavava o cabelo.

Ela saiu do banho sentindo que as pernas pesavam uma tonelada. Há muito tempo ela não tinha uma ressaca como aquela. Ficou tentando se lembrar dos detalhes da noite anterior e sentiu um frio na barriga ao não se lembrar de como tinha ido parar na sua cama.

“Como vim parar na minha cama?” Ela se perguntava tentando refazer seus passos até ali. Mas não se lembrava.

Alfredo chegou para buscar Nina e as crianças. Ela entrou no carro se sentindo um pouco constrangida por seu comportamento na noite anterior, pensando em como perguntaria para ele se algo tinha acontecido.

Eles deixaram as crianças na escola e a caminho do hospital ela se encorajou:

– O que houve ontem? Não me lembro de como fui para cama. Nunca bebi tanto assim.

Ele riu.

– Não aconteceu nada. Bebemos demais. Comemoramos. Nos divertimos. Você dormiu no sofá e eu te levei para a sua cama.

– E só me deixou lá né?

– Sim! Só te deixei lá. Dormindo. Você estava desmaiada. Cheguei até a ver seu pulso para checar se estava viva. Até você começar a roncar.

– Não acredito que ronquei.

– Brincadeira. Você não roncou.

– Que alívio.

– Você estava dormindo pesado.

– Obrigada por cuidar de mim.

– Foi um prazer.

Eles chegaram ao hospital e subiram juntos. Ambos super felizes e animados.

Logo na chegada encontraram o médico e as notícias não podiam ser melhores. A evolução de Cadu era melhor do que o esperado e em poucos dias ele receberia alta para seguir com o tratamento em casa.

Nina sentia uma enorme euforia percorrer seu corpo e estava ansiosa pela conversa com a fisioterapeuta que poderia libera-la em breve para seu encontro com Roberto. Ela se sentia aflita pela conversa com ele na noite anterior e esperava ansiosamente os próximos passos para ligar para ele.

Naquele dia Alfredo ficou no hospital com Nina e Roberto o dia todo.

Nina olhava o seu irmão e pensava na imensa saudade que estava dele. Apesar de estar com ele há mais de um mês, agora que ele estava acordado ela sentia que tinha de fato finalmente encontrado com ele.

Eles conversavam sobre o que tinha acontecido enquanto ele estava em coma no momento em que a fisioterapeuta chegou. Ela examinou Cadu e confirmou o diagnóstico do médico. Ele tinha muitas dificuldades de se locomover e um lado do seu corpo tinha movimentos um pouco mais limitados. Ele precisaria de muita fisioterapia para voltar a andar e sua total independência ainda levaria algum tempo. O diagnóstico era animador, mas estava claro que Nina ainda precisaria passar um bom tempo ali, se dedicando a cuidar do irmão e das sobrinhas.

A fisioterapeuta foi embora deixando um programa de exercícios para Cadu e várias sessões já agendadas que começariam ainda no hospital.

Depois da consulta, Nina foi tomar um café e aproveitou para tomar um pouco de ar. Ela se sentia enjoada. A angustia pela conversa mal resolvida no dia anterior, seguida por um diagnóstico que, apesar de bom, parecia a prender por tempo indeterminado a Portugal, parecia ter se instalado em seu coração naquela manhã.

Ela respirou fundo e ligou para Roberto. Ela sentia que a conversa não seria fácil e treinava suas falas enquanto esperava que ele atendesse o telefone.

O telefone chamou várias vezes, mas ele não atendeu.

Na sequência chegou uma mensagem dele:

“Não posso falar agora. Te ligo mais tarde.”

Ela nunca tinha recebido uma mensagem tão seca e fria dele antes. Seu coração se apertou ainda mais com aquela mensagem. “Ele parece realmente bravo comigo. Mas eu não fiz nada! Ele está me tratando mal por algo que não fiz.” Ela pensava enquanto tentava arranjar as melhores palavras para responder para ele.

“Quando puder me liga, tenho novidades. Beijo”

“Ok! Assim que puder eu ligo.”

Ele seguiu com sua abordagem impessoal e Nina seguiu com o coração apertado.

Ela não respondeu mais e decidiu voltar para o quarto de Cadu, tentando se apegar às coisas boas que aconteciam. Mas nada era capaz de tirar aquele aperto do peito dela.

Ela passou o resto do dia com o irmão e Alfredo não saiu de perto deles. No final do dia foram buscar as meninas na escola e Alfredo deixou Nina e as crianças em casa.

Nina seguia olhando para o telefone procurando por mensagens de Roberto, mas não encontrava nada.

Um pouco antes de dormir ela ligou para ele, mas ele não atendeu.

Ela procurava tentar entender aquela distancia, mas seguia sem entender nada. Ela não acreditava que um simples vinho para celebrar com Alfredo poderia deixa-lo tão frio e tão bravo assim e de repente um pesadelo acompanhado de uma avalanche de perguntas começou a passar em seus pensamentos.

“Será que ele está com outra pessoa? Será que ele não quer mais ficar comigo? Será que ele ficou mesmo com tanto ciúme? Se fosse ao contrário, e ele estivesse tomando vinho com a Raquel, será que eu não me importaria? Ah! Me importaria e muito. Acho que dei razões sim para ele estar bravo. Mas assim tão bravo, me parece demais.” Nina seguia pensando e se provocando sobre o que poderia estar causando essa distância, mas por mais que ela pensasse, por mais que ela tentasse não se sentir daquele jeito, ela seguia angustiada, sem entender nada e com o coração ainda mais apertado.

 

CONTINUA…

O CAPÍTULO 29 SERÁ PUBLICADO NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

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