A semana começou com um sentimento estranho para todo mundo. Miguel, sentia que faltava uma parte dele, com a partida de Helena, sem data marcada para vê-la novamente, enquanto Helena chegava para trabalhar sentindo um enorme vazio no peito. Era o primeiro dia sem Miguel e ela não via a hora de estar com ele de novo. Apesar de amar seu trabalho, nem os novos projetos, que pareciam realmente muito interessantes, traziam qualquer alegria ao coração dela.

Lara se despediu de Rodrigo na noite anterior pensando que seria mais fácil passar aqueles dias sem ele, mas se dava conta, ao acordar naquele dia, que precisava dele mais do que pensava, para se sentir inteiramente feliz. Ela olhava seu anel de noivado na mão direita, enquanto acariciava a barriga e sentia uma paz que nunca havia estado ali. Ela sentia um misto de sensações e só não antecipava a sua volta, porque não poderia deixar Raissa sozinha ali. Ela sentia tão realizada naquele momento, que a carreira, ou seu lado profissional, nem passavam pelos seus pensamentos.

Raissa também estava com o coração tomado por ansiedade. A semana tinha começado com uma ligação de uma pessoa do RH da agencia em que ela trabalhava, avisando que enviaria os papeis que ela precisava preencher com relação ao seu retorno ao trabalho. Ela deveria voltar em duas semanas, mas também poderia estender por mais 3 meses ou se desligar da empresa, com alguns benefícios extras. Quando pediu a licença, se sentindo apavorada com o que estava acontecendo, ela estava totalmente decidida a voltar em três meses para sua vida e seu emprego, depois de resolver os problemas em Barcelona, mas o projeto tinha se tornado maior do que ela previa, com duração bem maior do que ela tinha planejado. Mas quanto mais o projeto avançava, mais ela se conectava com as suas novas possibilidades em Barcelona, e mais difícil ficava decidir sobre onde seria sua casa, a partir daquele momento.

Raissa caminhava pela grande avenida, para mais um dia de trabalho duro e ao se aproximar do seu prédio, parou um instante para observar o entorno de sua propriedade. A fachada imponente, já restaurada, a despertava para a grandiosidade do que ela estava construindo.

Ela se sentou em um banco do outro lado da rua, que ficava em frente ao famoso prédio projetado por Gaudí. A enorme quantidade de pessoas em frente ao prédio famoso, não atrapalhava em nada a conexão dela com a sua história. Ela pensou sobre o que tinha a levado até ali e sobre o que tinha conseguido fazer com aquelas ruínas que amedrontaram seu coração, tão pouco tempo atrás.

“Eu nunca imaginei que seria tão difícil decidir voltar para casa. Quando cheguei aqui, vim para resolver um problema e logo voltar para a minha vida, que claramente era lá no Brasil. De repente já nem me lembro de quem eu era. Aquela mulher que encontrou esse prédio em ruínas, ficou em algum lugar pelo caminho. Me sinto completamente diferente agora. Já não preciso de ninguém para ser feliz, me basta minha própria companhia. Como consegui transformar aquilo tudo nisso? Como consegui me transformar tanto, em tão pouco tempo?” Ela pensava enquanto olhava, hipnotizada, para o prédio já restaurado.

Ela via o entra e sai de pessoas na propriedade e a obra estava ainda mais acelerada, com muitas pessoas trabalhando nela ao mesmo tempo. O programa teria apenas mais 4 semanas e já tinha chegado no estágio final. Mas de alguma maneira a velocidade da obra também acelerava seu processo de decisão e todas as certezas que ela tinha antes, davam espaço para novas possibilidades, que a faziam sentir uma felicidade que ela nem sabia que existia.

Ela colocou os fones de ouvido e sua playlist favorita para tocar. Ela ouvia a música One de Ed Sheeran e tudo parecia acontecer no ritmo da música. As pessoas entrando e saindo da propriedade dela, as pessoas passeando e indo de um lado para o outro sem pressa, casais de namorados andando de mãos dadas. Uma gratidão enorme tomou conta do seu coração e Juan invadiu seus pensamentos. Aquele homem, tão diferente de todos os homens que tinham tirado seu chão em um passado não muito distante, vinha se mostrando cada vez mais dono do coração dela. Ela nunca tinha sido tão bem cuidada por alguém em toda a sua vida e isso a fazia sentir coisas completamente novas e colocava Juan em um lugar especial em seu coração. Ela começou a repassar os últimos acontecimentos ao lado dele e se sentia protagonizando um romance de conto de fadas. Ela se lembrou dos momentos deles na praia sob as estrelas e da dança no jardim depois de passar a noite inteira desejando estar com ele. Ela ainda sentia o gosto do beijo não dado. E esses pensamentos a fizeram sorrir de olhos fechados. Juan estava se tornando cada vez mais frequente em seus pensamentos e seus dias ganhavam cor sempre que ele chegava.

Ela seguia de olhos fechados revivendo seus encontros com ele em seus pensamentos, tentando viver aqueles momentos deliciosos novamente, enquanto ele seguia dominando os pensamentos dela.

“Ah Juan, quem diria, que o moço tímido, magrelo, que limpava os óculos de maneira charmosa, enquanto falava comigo de maneira extremamente educada e respeitosa, usando uma linguagem tão rebuscada, que chegava a ser difícil de entender, ia tomar conta dos meus pensamentos assim? Quem diria que esse homem tão improvável ia me demover das minhas certezas absolutas? Ah como eu queria que você estivesse aqui agora mesmo. Preciso admitir que é por você que penso em ficar para sempre aqui, que penso que minha vida pode ser aqui agora.” Ela pensava, achando graça de seus pensamentos. “O que será que você sente por mim?” Ela seguia alimentando aquele sentimento em seus pensamentos.

Ela já estava ali há mais de uma hora quando chegou uma mensagem de Lara em seu celular.

“Hey, o que aconteceu? Onde você está? Miguel está te procurando. Tem gravação com você daqui a pouco. Está tudo bem?”

“Tudo bem! Estou bem na frente do prédio. Em alguns minutos estarei aí.” Ela respondeu. O sorriso que tinha se instalado em rosto, ficou ali estampando a felicidade dela, Ela atravessou a rua, saltitante, com sua saia de tule esvoaçante e seus cabelos loiros, voando com o vento.

Ela entrou na propriedade e cumprimentou Antonio, que indicava aos funcionários, os locais onde colocariam grama. Quando ela entrou no prédio, Miguel logo veio falar com ela.

– Que bom que chegou! Como vai Raissa? Ele disse.

– Tudo bem! E você?

– Tudo bem também. Apesar de estar sentindo muito a falta da Helena. Eu amo demais sua amiga. E olha que ela foi embora ontem.

– Ah Miguel! Ela também te ama muito. Vocês formam um casal lindo.

– Ela é o amor da minha vida.

– E você o amor da vida dela. Raissa disse.

– Quero acelerar essa obra, para voltar logo para o Brasil. Pelo cronograma, terminaremos em 4 semanas e precisaremos muito de você para algumas decisões importantes de decoração, nessa fase do projeto.

– Não consigo nem acreditar que isso está mesmo acontecendo. Pode contar comigo.

– Mas está! Agora venha aqui. Temos gravação daqui a pouco e será sobre a sua escolha de acabamentos para os banheiros.

– Adoro essa parte! Ela disse empolgada.

– Então venha! A Carolina está te esperando e vai te explicar tudo o que vai acontecer hoje à tarde.

Miguel e Raissa chegaram e Carolina já os esperava no maior apartamento da propriedade, que ficava no último andar e dava acesso a um pátio com vista estonteando da cidade.

– Olá Raissa! Tudo bem? Separamos alguns modelos de acabamentos, de acordo com a relação das peças que você selecionou. Minha ideia é fazer a gravação lá no terraço. O que você acha? Temos uma vista estonteante da cidade ao fundo. E depois fazemos algumas tomadas nos banheiros. Minha proposta é que o apartamento aqui do último andar e os banheiros da loja tenham os acabamentos mais nobres e os 6 banheiros dos apartamentos menores tenham bons acabamentos, mas sejam mais simples. Projetei essa proposta. Disse Carolina mostrando os projetos em um tablet para ela.

– Adorei! Gosto muito desse acabamento de mármore. E isso me parece bem caro! Disse Raissa.

– Essas pedras são porcelanato e se parecem mesmo com mármore. Pensei em usar nos apartamentos. Vai ficar moderno e bem sofisticado. Nesse grande, pensei em usar porcelanato na suíte menor e mármore carrara na maior. E minha ideia é usar no chão e na parede. Na parede de destaque do box, pensei em uma parede com esse mosaico de textura em fundo branco. O que acha?

– Isso está lindo demais! Adorei Carolina. O que acha Miguel?

– Acho perfeito!

– Na verdade, o Miguel contribuiu muito com esse projeto. Disse Carolina.

– Acho que esses acabamentos vão valorizar muito a propriedade. E além de tudo são atemporais. Ele disse.

– Eu adorei! De verdade. Mas acho um pouco moderno demais para a loja de chocolates. Não imago art decó com esses acabamentos.

– Na verdade a loja será feita por último! E estou pensando em papel de parede e pintura com arabescos que vão nos levar para 1920. Lustres de Cristal, pias e metais bem trabalhados. Disse Carolina.

– Amo ainda mais! Disse Raissa empolgada.

– Ouvindo vocês, acho que deveríamos deixar a loja inteira para o final. Vamos fazer os banheiros, depois as cozinhas e finalizar os apartamentos, para só depois vamos para a loja. O que acha Carol?

– Excelente ideia! Assim fazemos um certo suspense sobre a parte mais especial do projeto. Concordou Carolina.

– Muito bom! Gosto da proposta. Disse Raissa.

– Então, vamos subir para vocês verem como estamos pensando em fazer a gravação de hoje a tarde.

Eles caminharam até uma escada de ferro que dava acesso à cobertura do prédio.

– Eu nem sabia que tinha uma área extra aqui em cima. Disse Raissa empolgada enquanto subia as escadas.

– Nem a gente sabia Raissa! Conseguimos uma licença na prefeitura para transformar essa parte externa, como parte da área útil. Recebemos a notícia no final da semana passada. Poderemos transformar a parte de cima no que você quiser. Disse Miguel animado.

– Obrigada por isso Miguel.

– Agradeça ao Juan! A ideia foi dele e foi ele quem conseguiu a autorização. Seu imóvel está valendo ainda mais depois dessa autorização.

– Vou agrade-lo! Com prazer! Raissa disse empolgada.

Eles chegaram na cobertura e a vista era realmente estonteante. Tinham mesas de madeira improvisadas com cavaletes, suportando vários tipos de pedras distribuídas pelo terraço.

– Uau! Que lugar incrível! Raissa gritou empolgada!

– Aqui é incrível mesmo! Você precisa pensar sobre o que quer aqui.

– Já tenho algumas ideias! Mas quero estruturar antes de falar com vocês. Disse Raissa.

– Pense e falamos ao logo dessa semana. Mas para ficar incrível, precisaremos começar logo. Disse Miguel.

– Obrigada por tanto Miguel! Disse Raissa dando um abraço nele.

– Raissa eu que agradeço. Você me deu a oportunidade de trabalhar no projeto mais relevante da minha vida.

– Você merece isso tudo e muito mais. Nunca vou conseguir te agradecer.

– Nem eu a você. Agora vamos avaliar nosso espaço para a gravação de hoje?

– Sim!

O produtor repassou com eles o que estava planejando e todos amaram a proposta. Raissa fez cabelo e maquiagem e perto das cinco horas da tarde, quando o sol começava a se por, começaram as gravações. O final de tarde estava maravilhoso, deixando tudo um pouco dourado e Raissa estava mais bonita que nunca.

Eles terminaram de gravar e o sol tinha acabado de se por. As pessoas da produção desmontaram as mesas e levaram as peças embora. Deixaram lá apenas as lâmpadas dispostas em um varal, que tinham sido colocadas para apoiar a iluminação à noite, e iam de um lado a outro do terraço.

A noite estava fresca e trazia uma brisa que fazia carinho na pele. Raissa olhava a vista atrás de uma mureta em ruínas, quando Miguel chegou.

– Acabamos por aqui. Vamos descer? Quer jantar antes de voltar para casa? Convidou Miguel.

– Obrigada Miguel! Se possível, queria ficar um pouco mais aqui. Curtir esse cantinho novo mais um pouco.

– Fique o quanto quiser. Disse Miguel. – Aqui está a chave. Quando for embora tranque tudo. Vou trancar o portão da entrada principal. Até amanhã.

– Obrigada Miguel.

– Amanhã teremos um dia intenso de gravações. Começaremos cedo.

– Sim! Às oito. O produtor me disse. Estarei aqui. Quero dormir aqui, na verdade. Acho que nem vou embora hoje.

– Curta seu espaço Raissa. Nos vemos amanhã.

– Até amanhã cedinho.

– Até.

Ele se despediu e foi embora, deixando Raissa sozinha naquele espaço imenso, ainda em ruínas, mas carregado de poesia e cheio de possibilidades.

Assim que Miguel saiu, Raissa se ajoelhou e começou a chorar, emocionada, pela enorme gratidão que sentia.

“Obrigada meu Deus! Obrigada por tanto. Nem que eu viva 1000 vidas terei a capacidade de agradecer tamanha conquista.” Ela orava para o Deus dela, enquanto as lágrimas seguiam rolando em seu rosto. “Nem nos meus sonhos mais impossíveis eu poderia ver uma realização desse tamanho. Obrigada meu Deus. Obrigada por sempre estar presente e nunca ter me abandonado. Obrigada por conversar comigo o tempo todo. Por estar perto de mim o tempo todo.” Ela seguia falando em voz baixa, com a voz embargada pelo choro. Ela abriu os olhos e seguia de joelhos, olhando a imensidão do mundo que seus olhos tinham o privilégio de ver. As lágrimas pararam e ela limpou o rosto. Seu olhar seguia tentando registrar tudo o que ela via naquela imensidão e seus pensamentos começavam a se acalmar. Ela colocou sua playlist favorita para tocar, e como se Deus seguisse falando com ela, começou a tocar When We Were Young de Adele, e naquele momento parecia que ela encontrava sua versão do passado, que tinha medo de envelhecer e muitas dúvidas sobre o seu futuro e de repente todo o medo desapareceu.

A música dizia: “Todo mundo ama as coisas que você faz. Desde o jeito que você fala até o jeito que você se move. Todo mundo aqui está te observando, porque você dá sensação de lar. Você é como um sonho que virou realidade, mas se por acaso você estiver aqui sozinho, posso ter um momento, antes de ir? Porque eu fiquei sozinha a noite toda, na esperança de que você ainda seja alguém que eu costumava conhecer. Você se parece com um filme. Você soa como uma canção. Meu Deus, isso me lembra de quando nós éramos jovens. Deixe-me te fotografar nessa luz, no caso dessa ser a última vez que possamos ser exatamente do jeito que éramos, antes de percebemos, nós estávamos tristes por envelhecer e isso nos deixou paranoicos. Era exatamente como um filme. Era exatamente como uma canção. Eu estava com tanto medo de enfrentar meus medos. Porque ninguém me disse que você estaria aqui. E eu jurei que você tinha se mudado para o exterior. É difícil admitir que tudo apenas me leva de volta para quando você estava lá. E uma parte de mim ainda se segura a isso, só no caso de ainda não ter desaparecido. Eu acho que eu ainda me importo. Você ainda se importa?”

E naquele momento ela se deu conta de que não precisava mais ter medo e ainda de que não precisava de mais ninguém, além dela mesma, para ser feliz. Durante toda a sua vida, ela buscou estar com alguém, associando sua felicidade ao seu estado civil e à pessoa com quem ela namorava. Ela se deu conta de que esperava encontrar na carreira a sua satisfação e que essa, até ali, tinha sido a busca mais equivocada da sua vida. Naquele momento, naquele terraço, onde ela tinha o mundo aos pés dela, ela entendeu que não precisava de mais nada e de ninguém além dela mesma. Ela entendeu que o amor que tinha por si mesma era o mais importante e que ela precisava se amar mais e valorizar quem a amava do jeito que ela era. Ela podia ser exatamente quem ela era, sem pensar em agradar ou parecer apropriada. O medo de envelhecer, de perder a beleza, que sempre a apavorou, foi embora, dando lugar à uma sensação de plenitude que tomava conta de cada célula do corpo dela.

E no meio desse turbilhão de pensamentos, uma voz tocou direto o seu coração.

– Então, aqui está você. Disse Juan ao chegar.

– Hey! Aí está você. Estou aqui! No meu mais novo lugar. Um lugar que você me ajudou a conquistar. Obrigada Juan! O Miguel me contou sobre sua ideia de fazer esse lugar incrível se somar ao metro quadrado do lugar. Ela disse dando um abraço nele. – E de todo o seu esforço para aprovar na prefeitura.

– Que bom que ficou feliz. Eu estava tentando há semanas. E a liberação chegou no final da semana passada, trouxe isso para comemorar com você aqui. O Miguel me disse que estava aqui. Ele disse mostrando uma garrafa de champanhe para ela.

– Não acredito! Você é demais! Faltava mesmo um brinde para deixar esse momento ainda mais especial. Ela disse.

– Então não falta mais nada. Ele disse estourando a rolha da champanhe. – Ao seu terraço. Ele disse em voz alta.

– Ao meu mais novo lar! Ela disse com um sorriso largo que ia de orelha a orelha.

– Você decidiu ficar aqui? Ele perguntou eufórico, no momento em que a rolha voou longe.

– Acabei de resolver. Encontrei meu lugar aqui. Vou morar aqui, nesse prédio! E trabalhar na loja de chocolates.

– Você me deixa muito feliz com essa decisão.

– Por que? Ela perguntou.

– Não quero mais ficar longe de você. Ele disse.

E nesse momento começou a tocar One de Ed Sheeran.

– Um brinde ao meu novo lar. Ela propôs, um pouco constrangida com o olhar penetrante dele, mas querendo se jogar nos braços dele.

– Um brinde ao seu novo lar. Ele disse com os olhos brilhantes, batendo no copo dela.

De onde eles estavam, era possível ver os prédios do Paseo de Gracia, incluindo o famoso prédio La Pedreira, de Gaudi e o banco onde Raissa tinha passado bons momentos de reflexão naquela tarde. Seus corações estavam acelerados. Ela tinha encontrado o seu lugar e ele tinha encontrado o dele.

– É aqui que eu vou morar. Já tenho minha resposta. Essa será minha casa a partir de agora. Ela disse, dando voz aos seus pensamentos.

Ele pegou a taça da mão dela e colocou as taças deles na mureta ainda em ruínas, logo a frente deles. Ela não falou uma única palavra. Ele se aproximou dela. O céu estrelado trazia poesia acima da cabeça deles, o mundo agitado lá embaixo, aos pés deles, parecia estar em outro planeta e naquele instante eles pareciam ser as únicas pessoas a habitar a Terra. Ele segurou o rosto dela com as duas mãos e seguiu se aproximando dela. Ela se entregou completamente e parou de lutar com a racionalidade, se entregando para aqueles sentimentos que ela não conseguia mais controlar. Ele seguiu se aproximando sem tirar seus olhos dos olhos dela. Ela estava mais linda do que nunca e ele parecia mergulhar nos azul dos olhos dela. Os corações seguiam batendo ainda mais acelerados, até que as bocas deles se encostaram, bem devagar. Ele a abraçou descendo as mãos até a cintura dela, ela o enroscou em um abraço apertado e eles se entregaram ao beijo.

CONTINUA…

O CAPÍTULO 37 SERÁ PUBLICADO NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

Capítulo 36 – O mundo aos seus pés

Sabrina Almeida


Sou mãe, filha, esposa, mulher, amiga, confidente, conselheira. Sonhadora, determinada e realizadora. Organizada, mas com um que de caótica. Apaixonada pela vida e pelas pessoas. Intensa! Publicitaria, trabalho desenvolvendo produtos e marcas para deixar as pessoas mais bonitas e felizes. Escrevo porque amo escrever. Minha cabeça está sempre repleta de sonhos e devaneios. Sigo sempre meu coração. Hoje penso mais antes de tomar uma decisão. Encontrei a FELICIDADE, assim todinha maiuscula, nas coisas simples da vida. E escrever é uma delas. Enquanto as pessoas vão para a academia, fazem trilhas, tocam instrumentos musicais, cozinham… Eu escrevo! Esse é o meu hobbie… Escrevo para traduzir o que está no meu coração, sem regras, métodos ou filtros. Escrevo porque me inspira e me faz feliz. Acredito que é simples ser feliz e que para isso é preciso uma boa dose de coragem, de sorte e de sonhos e devaneios. Quando eu decidi escrever, uma pessoa me perguntou: “quem te garante que as pessoas vão se interessar pelo que você escreve?” E a minha resposta é como vou concluir minha apresentação. Vou escrever para tentar ajudar as pessoas a ver diferentes perspectivas, rir no meio de um dia difícil ou enxergar poesia no dia a dia. E se eu conseguir tocar o coração de pelo menos uma única pessoa, já terá valido à pena.


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