Helena chegou animada na portaria do prédio.

– O Lucivaldo! Então tem flores para mim?

– Sim! Me mata uma curiosidade Dona Helena. Foi o seu Miguel, o novo morador do primeiro andar que enviou as flores?

– Não. Recebi de uma pessoa do trabalho que ajudei essa semana. São flores de agradecimento. Mas por que a pergunta? Helena perguntou curiosa.

– Porque no dia que a senhora pegou a pizza aqui, ele perguntou quem era a senhora e de que apartamento era. Achei que as flores eram dele por isso. Acho que ele gostou da senhora. Ele é boa pinta Dona Helena.

– Ele perguntou quem eu era e só por isso você acha que o moço está interessado? Lucivaldo, você é bem engraçado. E sabe tudo que acontece por aqui. Fico impressionada.

– As pessoas me acham meio psicologo e acabam me contando as coisas. Eu tenho certeza que ele está interessado. Conheço os homens. Ele não perguntaria se não estivesse.

– Você é demais! Isso sim! Bom dia para você.

– Para a senhora também. O que eu digo para o Miguel?

– Não diga nada. Aliás, vamos fingir que você nunca me contou isso.

– Combinado Dona Helena.

Helena saiu feliz com as suas flores e no elevador ela leu o cartão.

“Helena, queria agradecer sua atenção comigo essa semana. A noite foi incrível. Seus amigos são demais. Você é demais. Espero, de verdade não ter atrapalhado seus planos naquela noite. Me avise quando estiver em Paris, pois quero retribuir a sua atenção e leva-la em um lugar especial.

Siga persseguindo seus sonhos.

Um forte abraço,

Philipe”

Ela terminou de ler e se perdeu em seus pensamentos: “Que homem mais gentil. Mas o que não posso acreditar é que o Miguel perguntou quem eu era para o porteiro! Ele me notou! Mesmo descabelada e de pijama. Aliás, será que foi por isso que ele me notou? Para já com isso Helena. Cade seu amor próprio? Acho que está escondido atrás desse cabelo sem corte! Aliás preciso cortar o cabelo. Vou passar o sábado no cabeleiro. E chamar as meninas para sair hoje à noite.” Helena se perdia em seus pensamentos, se empolgando com os planos que tinha acabado de determinar para o dia.

Ela chegou em casa e correu ligar para as amigas.

– Meninas! Video conference urgente. Ela disse, quando Raissa e Lara atenderam o telefone.

– O que aconteceu para você estar ligando tão cedo em um sábado? Perguntou Lara con cara de sono.

– Recebi flores do Philipe!

– Ahhhhh! que demais! Raissa disse berrando. – Leia o cartão pra gente.

– Mas eu não liguei para contar sobre as flores, nem para falar do Philipe.

– Como assim? Estou confusa. Disse Lara.

– Quando eu fui buscar as flores, o porteiro, que sabe tudo o que acontece aqui no prédio, me perguntou se as flores eram do Miguel.

– COMO ASSIM? Raissa berrou novamente?

– Bem assim! Como estou contando. Ele disse que na noite que nos encontramos lá embaixo, em que eu estava descabelada e de pijama, ele perguntou para o Lucivaldo quem eu era.

– Gente o Miguel está interessado em você. Disse Lara empolgada. – Você arrasa demais amiga.

– E o que você vai fazer agora? Perguntou Raissa.

– Nada! Eu não o que fazer. Não posso ir lá tocar a campainha e dizer: “O porteiro me disse que você perguntou  sobre mim e vin aqui para responder suas perguntas.

– Você tem razão. Agora precisa esperar os próximos passos. Mas e as flores do Philipe? Pode tratando de contar melhor essa história.

– Nada demais. Ele foi super gentil e enviou para agradecer pela atenção com ele essa semana.

– Genteeee! Ele é demais. E que homem mais cavalheiro. Disse Raissa se derretendo.

– Vamos sair hoje à noite meninas? Quero colocar uma roupa maravilhosa e me sentir uma deusa. Quero comemorar a vida! Disse Helena super empolgada.

– Não posso hoje. Raissa respondeu.

– Como assim? O que tem pra fazer hoje? Arranjou novas melhores amigas? Disse Lara em tom de brincadeira.

– Vou sair com o Vitor.

– Como assim? Você lembra da última vez que se encontraram? Lara perguntou indignada.

– Lembro! Claro que me lembro! Como eu poderia esquecer? Penso nisso todos os dias. Lamentou Raissa.

– Você gosta muito dele, né? Disse Helena se solidarizando com a amiga.

– Gosto! Gosto demais. Acho que gosto mais dele do que de mim.

– Desmarca! Vamos sair com a gente. Incentivou Lara.

– Ele insistiu muito para nos vermos. Está me ligando insistentemente desdr aquela noite. Quer conversar.

– E acho que precisam mesmo conversar. Disse Helena.

– Mas por favor Raissa, ponha um ponto final nessa história. Você é tão incrível! Tão linda e tão interessante. E tem tantos homens incríveis no mundo. Você precisa se dar essa oportunidade. Disse Lara.

– Vou resolver essa história hoje! Eu prometo. Respondeu Raissa.

– Promete mesmo? Perguntou Lara de maneira firme.

– Sim! Prometo mesmo.

– Então está liberada do nosso encontro de hoje. Mas só porque vai resolver a sua vida. Brincou Lara.

– Se divirtam meninas. Assim que eu estiver sozinha, ligo para vocês. Disse Raissa.

– Combinado! Preciso ir meninas. Resolvi passar a tarde no cabeleireiro e vou comprar roupas novas.

– Acho que faz muito bem! Passo de táxi para te pegar e vamos juntas. O que acha? Perguntou Lara.

– Acho ótimo. Combinado às 21 horas? Propôs Helena.

– Combinado. Até mais tarde. Boa tarde de beleza para você. E Raissa, se cuide hoje. Lembre sempre, em todo momento, da mulher incrível que você é.

– Vou me lembrar! Obrigada por tudo meninas. Disse Raissa.

– Beijos

Helena desligou o telefone e foi se arrumar para sair. Desde sua separação de Gustavo era a primeira vez que ela sentia que coisas incríveis poderiam acontecer com ela e esse sentimento, encheu seu coração de felicidade.

Enquanto Helena vivia novos sentimentos deliciosos, Raissa ficava com seu coração cada vez mais apertado. Seus pensamentos ficaram tumultuados depois da conversa com amigas. Ela sabia que a relação que estabelecia com Vitor não era a mais saudável, nem a mais feliz do mundo, mas aquela conversa parecia ter arrancado um band-aid que há tempos ela tinha medo de remover.

Ela entendia que precisava de fato colocar um ponto final naquela história de amor, que parecia exisitir de fato somente na sua cabeça.

Naquela tarde Raissa refletiu sobre a vida que tinha vivido até ali e o quanto tinha dedicado à Vitor. Ela chegava à conclusão que sua vida era baseada em um amor não correspondido, em relações pela metade e um emprego que a fazia trabalhar muito e não dava ela muita estabilidade.

Ela se arrumava para ir encontrar Vitor e seus pensamentos pareciam ganhar forma em sua frente no espelho.

“Eu realmente preciso mudar o rumo da minha vida. Chega de Vitor e relações pela metade. Vou colocar a minha melhor roupa, fazer a maquiagem mais incrível que já fiz pra dizer até nunca mais para ele. Vou tirar ele da minha vida e vou dispensar a carona dele hoje. Nada de vir me buscar em casa! Vou de taxi encontra-lo. Vou terminar de uma vez por todas essa história e vou cuidar da minha vida. Vou atrás das mudanças que quero para mim e viver relações por inteiro.”

Ela enviou a mensagem para ele, dispensando a carona e se sentiu a mulher mais bem resolvida e poderosa do universo.

Ela terminou de se vestir e concluiu o look com um baton vermelho, que estava usando pela primeira vez na vida. Ela aprovou seu look no espelho do elevador e saiu de casa se sentindo deslumbrante. Entrou confiante no táxi e pouco antes de chegar ao restaurante onde encontraria Vitor, treinava suas falas e procurava não alimentar o frio na barriga que começava a sentir.

Ela chegou ao restaurante atraindo olhares de quem estava ao redor. Estava bem vestida e o batom vermelho reforçava o azul intenso e claro dos olhos dela, além de a fazer parecer ainda mais loira.

Quando ela chegou na mesa, Vitor já esperava e ele ficou sem fala ao ve-la.

– Oi Raissa! Você está… Ele tentava achar as palavras.

– Diferente? Ela tentou ajudar.

– Linda!

– Obrigada Vitor.

– Obrigado por ter aceitado me convite. Eu estava ficando aflito com a sua ausência. Eu queria muito me desculpar pelo encontro infeliz que tivemos essa semana.

– Você não me deve desculpas. Você não me deve nada. Não temos nenhum compromisso onde ficar com outras pessoas pode ser considerado errado. Já tem alguns meses que não devemos nada um para o outro. Já tem alguns meses que vivemos essa relação estranha e cheia de metades.

Ele surpreendeu com a fala dela. Foi a primeira vez que Raissa se impôs e faloi de maneira tão lúcida sobre a situação que eles viviam.

– Entendo seu ponto, mas ainda assim, acho que te devo desculpas. Aquele encontro foi horrível. Meu comportamento foi horrível. Estou chateado por ter te feito passar por isso.

– Com isso eu tenho que concordar. Aquele encontro foi horrível mesmo. Totalmente constrangedor.

– Me desculpa.

– Está desculpado. Foi para isso essa conversa? Você precisava que eu te desculpasse para poder voltar a ficar em paz com a sua consciência?

– Claro que não. Queria me desculpasse porque me importo muito com você.

– Será que se importa tanto assim comigo? Eu realmente tenho dúvidas.

– Claro que me importo. Eu amo você Raissa.

Ela ficou em silêncio olhando para ele tentando entender que declaração era aquela.

– Fale alguma coisa Raissa.

– Vitor, eu honestamente não tenho o que te falar. Não te entendo. Você decidiu terminar nosso namoro. Você sabe que gosto de você. Gosto a ponto de aceitar essa relação pela metade. Mas estoi cansada de metades. Quero relações inteiras. Quero amores inteiros. Quero estar com alguém que queira estar comigo e com mais ninguém. Estou exausta de tentar encontrar uma forma dr seguir na sua vida e te manter na minha. Não posso mais seguir assim. Se tudo o que pode me dar é uma metade, eu te digo que não quero mais.

– Raissa, não quero te dar metade. Só acho que namoramos muito tempo, desde muito novos e que precisamos viver outras coisas para ter mais certeza sobre o futuro.

– A única certeza que temos é o presente Vitor. Não importa o que façamos, jamais teremos certeza sobre o futuro. Você está desperdiçando seu presente, tentando garantir o futuro. Isso me parece querer viver de metades. Te ouvindo, fica claro que você não pode ser dar inteiro, porque está escolhendo viver de metades. Metade de presente, metade da Raissa, metade da loirinha mais jovem com o bumbum duro, metade da fulana, metade do futuro. Eu respeito sua decisão de viver assim, mas eu não quero mais isso. Eu vou fazer trinta anos daqui dois meses, quero uma família. Quero filhos. Quero o presente. Quero trabalhar em parceria com alguém que esteja verdadeiramente ao meu lado construindo nosso futuro. E não quero mais você. Não quero mais a gente.  Não vejo mais nada disso com você. Aliás, até bem pouco eu sequer sabia o que eu queria. Mas agora eu sei.

Ela terminou de falar, sem saber se queria mesmo ter sido tão dura com ele. Mas naquele momento estava feito. Ela deu um longo gole em seu vinho tinto e ficou olhando para ele, esperando que ele dissesse algo.

– Raissa, você tem razão. Acho que estou vivendo de metades, mas tenho medo de perder a vida.

– Como assim perder a vida? O que você acha que é a vida?

– Tenho receio de coisas muito definitivas.

– Vitor, nada é definitivo nessa vida. O que você precisa buscar é ser feliz. Fazer coisas que te deixam feliz. Você é livre! Use essa liberdade para viver. Mas viva de verdade. Eu te garanto que a soma dessas metades nunca vai te completar por inteiro.

– Raissa, você é a mulher mais incrível do mundo. Não quero te perder. Vamos tentar mais uma vez?

– Vitor, eu preciso pensar. Já não sei mais o que sinto. Acho que você também precisa pensar.

– Pense sobre a gente.

– Farei isso! Faça também. Ela respondeu, se sentindo triunfante.

– Raissa, saiba que posso te dar inteiros.

– Vitor, ninguém pode dar o que ainda não tem.

Ele respirou fundo.

– Mais vinho? Ele ofereceu.

– Obrigada! Amanhã tenho que acordar cedo, vou viajar a trabalho. Inclusive, preciso ir.

– Eu te levo para casa.

– Não precisa Vitor. Prefiro ir de táxi.

– Eu estraguei tudo né? Ele disse lamentando o que estava acontecendo.

– Sim! Mas não foi no nosso encontro essa semana. Boa noite.

– Pense sobre a gente. Vou te ligar para conversarmos novamente. Ele disse.

– Pensarei. Até. Ela disse, se levantando.

Ela deu um rápido beijo na bochecha dele e saiu andando firme, sem olhar para trás. Ela temeu, por um instante, que as lágrimas rolasssem sobre o seu rosto enquanto caminhava, mas ela não parecia sentir nada, além de orgulho dela mesma.

Naquela noite algo tinha mudado de maneira consistente dentros dela. Na hora de dormir, procurou não pensar em Vitor, mas de alguma maneira ele insitoa em aparecer nos seus pensamentos.

“Preciso me despedir dessa história de vez.”. Ela pensava, no momento em que pegou no sono.

O domingo amanheceu chuvoso e isso trazia certa melancolia para o dia de Raissa. Ela pensava mais em Vitor do que gostaria, mas logo se lembrava da sensação deliciosa em seu coração que instaurou quando ela disse todas aquelas coisas para ele na noite anterior.

O dia seguia frio e cinza, trazendo um dia de inverno para o verão que estava sendo um dos mais quentes do ano quando o telefone de Raissa tocou.

O coração dela acelerou e ela se sentiu aliviada por ser a mãe dela ligando.

– Alô. Ela disse ao atender o telefone.

– Oi filha! Tudo bem?

– Oi mãe. Tudo e você?

– Tudo bem. Eu e seu pai precisamos muito falar com você. Você pode vir aqui em casa hoje. Vamos pedir pizza.

– Claro mãe. Mas está tudo bem?

– Sim minha filha. Mas precisamos muito conversar.

– Mais tarde estarei aí.

– Até já.

– Até.

Raissa desligou o telefone preocupada.

“O que será que está acontecendo? Parece que quando resolvo um problema aparece outro.” Ela pensava aflita querendo adiantar o relógio para que chegasse logo a hora do jantar.

As horas se arrastaram e finalmente chegou a hora de saber o que os pais queriam com ela.

Quando ela chegou foi super bem recebida pela mãe.

– Que saudades minha filha. Disse a mãe a anraçando forte.

– Eu também estou com saudades. Está tudo bem? Estou preocupada.

– Sim! Está tudo bem. Só precisamos te contar uma coisa muito importante.

– Estou começando a roer as unhas.

– Oi filha! Disse o pai chegando. – Como você está?

– Bem! Mas muito, muito, muito curiosa.

– Vamos acabar com essa curiosidade então.

– Por favor. Raissa implorou.

Eles se sentaram à mesa e começaram a comer. Os pais estavam em silêncio e Raissa explodindo de curiosidade.

– Vocês podem, por favor, dizer logo o que está acontecendo?

– Minha filha, não acredito que essa conversa será fácil. Mas ela é necessária.

– MEUDEUSDOCÉU! Fala logo mãe! Implorou Raissa.

– Você sabe que a gente te ama muito né? Disse a mãe começando.

– Sim! Eu sei.

– O que vamos te falar agora não muda nada nesse amor.

– Mãe, simplesmente diga o que precisa dizer.

– Eu e seu pai viemos da Espanha para o Brasil por um motivo diferente do que você sempre soube. Nós viemos porque adotamos você lá.

– Eu fui adotada? E nasci na Espanha? É isso que você está dizendo?

– Sim.

– Como assim? Por que está me dizendo isso agora?

– Minha mãe trabalhava na casa de uma pessoa muito rica e a filha dela teve um filho ainda adolescente. A filha morreu no parto e a avó não quis a neta. Nós ficamos com você e te trouxemos para o Brasil. Te registramos como nossa filha aqui.

Raissa seguia olhando para os pais chocada.

– Por que estão me contando isso agora? Ela disse levantando o tom da voz.

– A sua avó biológica morreu e deixou uma propriedade para você na Espanha. Você precisará ir para lá assim que possível.

Raissa seguia ainda mais chocada.

– Como assim? Vocês estão me dizendo que sou adotada e que a avó qur não me quis morreu e me deixou uma herança que me obrigada a ir logo para a Espanha?

– Isso minha filha. Desculpe nunca termos te contado. Achamos que nunca seria preciso. Você é a nossa filha. Nada mudará isso.

– Mãe, eu preciso pensar sobre isso tudo.

– Claro minha filha.

– Que tipo de herança é essa?

– É uma propriedade em Barcelona.

– Meu Deus! Eu mal controlo a minha vida e agora tenho que administrar uma propriedade em Barcelona.

– Minha filha, vá até lá e coloque à venda. Talvez te renda um bom dinheiro. Disse o pai.

– Quando preciso ir?

– Assim que possível. Em quinze dias terá a leitura do testamento e você precisará estar lá.

– Como assim? Eu trabalho! Eu não tenho férias programadas.

– Converse na sua empresa e explique a situação. É muito importante que você esteja lá. Pediu o pai.

– Vocês vão comigo?

– Vamos tentar minha filha. Seremos padrinhos de um casamento no final de semana que você deve estar lá. Acredite que isso nos surpreendeu completamente, tanto quanto surpreendeu você. Tem uma carta da sua avó biológica para você. Está aqui. Disse mãe colocando um envelope na frente de Raissa.

– Pense pelo lado bom minha filha. Talvez seja uma bela casa. Disse o pai. – Você vende e volta pra casa.

– Pai, pode até ser, mas não acho que seja simples vender uma propriedade em outro país. Eu nem falo espanhol.

– Vai dar tudo certo filha.

– E não sou filha de vocês.

– Minha filha claro que você é nossa filha.

– Mas não do jeito que eu pensava. Eu preciso de um tempo. Preciso assimilar isso tudo. Vou para minha casa e eu ligo para vocês amanhã.

– Claro filha. Leve a carta e leia quando estiver pronta.

– Farei isso. Obrigada por dividirem isso comigo.

– Minha filha, você é e sempre será nossa filha. Disse o pai inconsolável.

– Eu sei pai. Amo muito vocês. Eu ligo amanhã.

Raissa se levantou da mesa, abraçou os pais e foi embora. O espelho do elevador ela pensava no quanto ela disse que precisava de um tempo naquele final de semana.

“Eu realmente preciso de um tempo e de uma luz lara clarear essa escuridão que estou me metendo.”

CONTINUA…

O CAPÍTULO 8 SERÁ PUBLICADO NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA

Capítulo 7 – Notícias do passado

Sabrina Almeida


Sou mãe, filha, esposa, mulher, amiga, confidente, conselheira. Sonhadora, determinada e realizadora. Organizada, mas com um que de caótica. Apaixonada pela vida e pelas pessoas. Intensa! Publicitaria, trabalho desenvolvendo produtos e marcas para deixar as pessoas mais bonitas e felizes. Escrevo porque amo escrever. Minha cabeça está sempre repleta de sonhos e devaneios. Sigo sempre meu coração. Hoje penso mais antes de tomar uma decisão. Encontrei a FELICIDADE, assim todinha maiuscula, nas coisas simples da vida. E escrever é uma delas. Enquanto as pessoas vão para a academia, fazem trilhas, tocam instrumentos musicais, cozinham… Eu escrevo! Esse é o meu hobbie… Escrevo para traduzir o que está no meu coração, sem regras, métodos ou filtros. Escrevo porque me inspira e me faz feliz. Acredito que é simples ser feliz e que para isso é preciso uma boa dose de coragem, de sorte e de sonhos e devaneios. Quando eu decidi escrever, uma pessoa me perguntou: “quem te garante que as pessoas vão se interessar pelo que você escreve?” E a minha resposta é como vou concluir minha apresentação. Vou escrever para tentar ajudar as pessoas a ver diferentes perspectivas, rir no meio de um dia difícil ou enxergar poesia no dia a dia. E se eu conseguir tocar o coração de pelo menos uma única pessoa, já terá valido à pena.


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