O mundo esta se tornando um lugar cada vez mais difícil de se viver. Se engana quem acha que a escassez de água ou recursos vitais causarão o fim do mundo. O fim do mundo é o fim do ser humano, que acaba com o fim das suas relações de amor.

Estamos vivendo em tempos de escassez.

Escassez de água, de recursos naturais renováveis. Escassez de tempo, de amor, de carinho, de dedicação para a educação dos filhos, de dedicação para o fazer o nosso próprio mundo um lugar melhor para viver.

Governos corruptos não respeitam nosso trabalho, nem nossa dedicação à construção dessa máquina de fazer dinheiro chamada carga tributária. Sem nos dar nada em troca, mensalmente levam o equivalante a 1/3 de tudo que ganhamos no mês de trabalho. Alguns dias por mês trabalhamos para o governo, sem receber nada em troca. Se fosse somente isso tudo bem. Mas não é! Para trabalharmos com a intensidade que nos é exigida, abrimos mão de fazer o essencial para a nossa felicidade. Vivemos exaustos, tentando equilibrar pratos. E para que? Quem trabalha muito não tem tempo de gastar de dinheiro ou de ficar rico.

Tudo tem se tornado super urgente. Menos aquilo que realmente é urgente.

Aproveitar a vida, se dedicar à educação dos filhos diariamente, cuidar da saúde, ouvir os nossos pensamentos, dar tempo ao coração. Enfim, desfrutar das coisas que não tem preço.

Somos consumidos diariamente, pelas contas, pelas horas que voam no transito e no trabalho. Estamos sempre atrasados para o próximo compromisso de nossa agenda, que já começa a semana toda comprometida com marcas no calendário.

Vivemos sob pressão. A pressão feita pelas contas que chegam todos os meses (mesmo se não temos dinheiro para pagar), a pressão por ser bem sucedido e por ganhar a corrida louca da vida, essa que começamos a disputar sem ao menos termos nos inscrito para corrida alguma. Essa pressão faz com que a gente não arrisque a estabilidade em nome da nossa felicidade. E por isso podemos seguir por anos infelizes em empregos que não nos valorizam ou relacionamentos que não nos satisfazem completamente. A felicidade tem perdido, à perder de vista, a corrida para a estabilidade. A estabilidade financeira tem feito voltas à frente da estabilidade emocional nessa corrida maluca. E no percurso da corrida, vamos comprando acessórios eletrônicos para acalmar as crianças e livros de colorir para aquietar a mente dos adultos.

Quem nunca desejou apertar o botão do eject, aquele que te joga para fora do avião de pára-quedas no momento da pane. Esse botão existe. E ele deve ser acionado em caso de emergência. Nossa felicidade é nossa maior urgência. Por isso precisamos apertar o botão para sair de um relacionamento, de uma situação, de um país, de um emprego ou de qualquer lugar que seja, se nesse lugar não estiver a nossa felicidade. Aquela que nos faz sorrir com coração.

Às vezes apertar o botão não é suficiente, porque o pára-quedas não pode nos levar longe o bastante. De repente a viagem desejada é para a lua ou para outro planeta. Nesse caso é melhor esperar um pouco para apertar o botão e procurar traçar uma nova rota para a viagem. Buscar um novo caminho.

Às vezes é preciso ir embora, em outras é preciso ficar, mas nunca é recomendável fugir, por mais tentador que seja. É preciso cuidar do essencial, só dessa forma adiaremos o fim do mundo, pelo menos do nosso mundo. É preciso seguir nosso corção e não nos demorarmos mais que o necessário onde não podemos amar. É preciso buscar aquilo que nos faz feliz todos os dias. Preciso mesmo, é ser feliz diariamente. Ser feliz com o que ocupa nosso o tempo.

O mundo está cada vez mais caótico e menos aconchegante, o tempo escorrendo como areia das mãos, deixando que o vento leve aquilo que temos de mais precioso. Cada vez mais temos vontade de nos dedicar aquilo que realmente importa. Nossa vontade de fugir está cada vez maior e assim vai crescendo nossa angústia. Queremos fugir! Mas para onde?

Muitas vezes é preciso sim ir embora, mas antes de qualquer coisa, é preciso definir o novo caminho. E o novo caminho deve sempre nos levar em direção do que é essencial. Porque é no essencial da vida que mora a nossa felicidade. Aquela que nos faz nos sentirmos realizados todos os dias, que nos leva a lugares de onde não queremos fugir. A lugares onde queremos ficar para sempre.

Coração

Vamos fugir… desse lugar, baby!

Sabrina Almeida


Sou mãe, filha, esposa, mulher, amiga, confidente, conselheira. Sonhadora, determinada e realizadora. Organizada, mas com um que de caótica. Apaixonada pela vida e pelas pessoas. Intensa! Publicitaria, trabalho desenvolvendo produtos e marcas para deixar as pessoas mais bonitas e felizes. Escrevo porque amo escrever. Minha cabeça está sempre repleta de sonhos e devaneios. Sigo sempre meu coração. Hoje penso mais antes de tomar uma decisão. Encontrei a FELICIDADE, assim todinha maiuscula, nas coisas simples da vida. E escrever é uma delas. Enquanto as pessoas vão para a academia, fazem trilhas, tocam instrumentos musicais, cozinham… Eu escrevo! Esse é o meu hobbie… Escrevo para traduzir o que está no meu coração, sem regras, métodos ou filtros. Escrevo porque me inspira e me faz feliz. Acredito que é simples ser feliz e que para isso é preciso uma boa dose de coragem, de sorte e de sonhos e devaneios. Quando eu decidi escrever, uma pessoa me perguntou: “quem te garante que as pessoas vão se interessar pelo que você escreve?” E a minha resposta é como vou concluir minha apresentação. Vou escrever para tentar ajudar as pessoas a ver diferentes perspectivas, rir no meio de um dia difícil ou enxergar poesia no dia a dia. E se eu conseguir tocar o coração de pelo menos uma única pessoa, já terá valido à pena.


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